O Mr. No Ears (senhor sem orelhas) é um gato branco de cerca de 4 anos, sem orelhas e com apenas um olho, e já é conhecido internacionalmente! Até tem uma página dedicada a ele no facebook - https://www.facebook.com/MrNoEars!
Vivia com os seus amigos e família felina, integrado numa colónia de gatos vadios, em frente ao Hotel Rocamar, na falésia, com vista à Praia do Peneco, em Albufeira. Perdeu um dos seus olhos ainda em pequeno, devido a um ataque de gripe. Já as orelhas, foram removidas devido a dermatite solar.
Neste momento, este gato está a ser diputado pela Associação dos Amigos dos Gatos do Algarve, que tem vindo a tratar do Mr. No Ears há alguns anos, e chegou a utilizá-lo para campanhas de angariação de fundos da associação, e um casal do Vale do Sousa que, em setembro, pensando que o animal se encontrava abandonado e maltratado, o levou consigo para adoptá-lo e cuidar dele.
Embora a associação considere este acto um rapto, existindo já uma petição para que o gato seja devolvido à sua colónia, na falésia de Albufeira, já com mais de 3 mil assinaturas, o casal afirma que a sua intenção foi a melhor.
De facto, Andreia Martins e Paulo Batista, que recolhem e cuidam de animais de rua há vários anos, dizem que não conheciam o gato antes de terem passado férias naquela zona e que, quando perguntaram quem cuidava dos gatos, responderam-lhes que ninguém o fazia. Foi por isso, e pelo seu aparente débil estado de saúde, que decidiram resgatá-lo e cuidar dele.
E, enquanto esta disputa se desenrola e se decide quem é o detentor legítimo do gato, este encontra-se num canil, depois de apreendido pela GNR do Porto.
Será que isto faz algum sentido?
Penso que acima de tudo se deve avaliar o que é melhor para este gatinho: se continuar na colónia de gatos vadios, embora acompanhado de perto pela Associação dos Amigos dos Gatos do Algarve, ou ficar com o casal que o quis adoptar.
Em último caso, lembrem-se da sábia decisão de Salomão, quando lhe surgiram duas mulheres a querer disputar a mesma criança, afirmando ser sua filha.
Por vezes, pelo bem estar daqueles a quem queremos bem, é preferível abrir mão deles!
Espero que tudo se resolve depressa, para que oMr. No Ears volte a ser feliz, independentemente de onde e com quem venha a ficar!
Coitadinho!
ResponderEliminarDeviam-no deixar onde ele se sente bem.
A associação está com medo de perder a sua galinha dos ovos de ouro? É preferível o gato continuar na rua, ou estar com quem cuide dele?
ResponderEliminarindependentemente do sítio onde o gato venha a estar,o que interessa é ele se sentir feliz,portanto,seja quem for,que cuide do gatinho,pois ele tem ar de engraçado e merece toda a felicidade do mundo!!
ResponderEliminarE eu a pensar que esta história tinha um final feliz.... Mas será que ninguém parou pra pensar?! Até lá, o pobre gatinho continuará a sofrer no canil, sem necessidade! Enfim.... Simplesmente revoltante!
ResponderEliminarO Gato já não está no canil. A queixa por furto que a associação fez contra o casal que o resgatou não teve fundamento, porque o gato era errante, um animal de rua. O tribunal arquivou a queixa e devolveu o bichano ao casal.
ResponderEliminarAinda bem. Não fazia qualquer sentido. A associação não era "dona" do gato, não tinha legitimidade para impedir que alguém levasse um gato que anda na rua, só porque o está a acompanhar à distância.
ResponderEliminarEspero é que o casal com quem o gato ficou o trate bem, e não o tenha tirado do seu ambiente, para lhe proporcionar iguais ou piores condições.
Retirado da Declaração Universal dos Direitos do Animal
ResponderEliminarA declaração proclamada em 15 de Outubro de 1978 pela Liga Internacional, Ligas Nacionais e pelas pessoas físicas que se associam a elas, foi aprovada pela organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e posteriormente, pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Artigo 5.º
a) Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente em contacto com o homem, tem o direito a viver e a crescer ao ritmo das condições de vida e liberdade que sejam próprias da sua espécie.
b) Toda a modificação desse ritmo ou dessas condições, que seja imposta pelo homem com fins comerciais, é contrária ao referido direito.
https://www.facebook.com/notes/mr-no-ears-sr-sem-orelhas-friends-page/mr-no-ears-the-real-truth/574219786063691
ResponderEliminarO gatinho morreu. morreu nas maos de quem o arrancou á força para da sua "terra natal" , longe dos companheiros felinos, longe de todo o mundo que conhecia.
ResponderEliminarComo era previsivel, o gatinho morreu , como uma coisa levada e chipada e como coisa tratada
Invejado, foi vitima da fama e da mais perversa maldade humana num claro desrespeito pelos animais e pelas pessoas
A protectora dele, Lesley lutou por ele. so queria voltar a ve-lo. Morreu também entretando
Morreram os dois longe um do outro, porque a egoismoe a maldade humana não tem sentimentos nem limites
Que ambos descansem em paz