Há um gato da colónia dos Chães, o Boris, que está a precisar de cuidados veterinários. A veterinária vem cá, mas o problema é que ele não vai colaborar, ele dá turrinhas, deixa fazer festas, mas não se deixa tocar.
Está num estado horrível, afeta os dentes, boca, fica com baba. Isto é um problema que surgiu na colónia e que aos poucos os vai levando. Tem emagrecido muito e até às moscas verdes já andam pousadas nele.
Fui pesquisar sobre o que poderia significar as varejeiras já andarem em cima dele, quando, apesar de tudo, ele ainda está vivo. Pelo que li, são larvas que se alimentam das feridas, mas ele não tem feridas.

Ainda hoje me veio esperar á porta do carro. Mesmo rouco, faz "miau" a pedir ajuda. Tentei lhe dar água com uma seringa, porque o vi a olhar para o recipiente e a tentar beber, sem conseguir, mas ele assanhou se e arranhou me. Fui logo desinfetar porque é um gato doente.
Julgo que uma daquelas redes de caputra, dava jeito para a veterinária dar medicação injetável. Há câmaras que têm.
São estas situações que nos entristecem e nos fazem sentir impotentes.
Eram tantos, mais de vinte. Tantas lutas. Pensei que seria uma missão para muitos anos, mas vejo que a colónia está a fechar se.
Actualização
28/10/2025
O Boris esta noite não vai ficar ao relento, vai ficar num lugar seguro, até a veterinária o ir ver. Talvez se tenha deixado apanhar porque está a perder as forças. Estava todo molhado da chuva.
Já está seco e aconchegado. Esperemos que ainda se possa fazer alguma coisa, mas tenho consciência que pode não haver muito a fazer.
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