quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Gatos iguais sem grau de parentesco

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Esta história veridica foi viral na internet. Aconteceu em 2023/2024.

«Um cidadão russo Stanislav Zak, viveu um mau momento quando o seu gato desapareceu. Ele passou noites acordado, andando pela casa, observando,  portas e janelas, na esperança de ouvir o miado familiar que confirmaria que tudo estava bem. Cada minuto parecia um lembrete doloroso de que seu companheiro podia nunca mais voltar.

Quando, dias depois, um gato idêntico ao seu apareceu à porta, Stanislav sentiu um alívio imediato, como se o mundo tivesse voltado ao lugar. Ele o acolheu com carinho, convicto de que seu amigo havia encontrado o caminho de casa. A rotina voltou ao normal, e a tristeza finalmente deu espaço para a sensação reconfortante de reencontro.

Mas a história tomou um rumo ainda mais inesperado quando, uma semana depois, outro gato absolutamente igual ao primeiro surgiu diante de sua porta. O mesmo padrão, o mesmo olhar, o mesmo jeito cauteloso de se aproximar. A cena parecia uma espécie de espelho vivo. Confuso, Stanislav decidiu observar melhor e, pouco a pouco, percebeu detalhes que só quem conhece profundamente seu pet seria capaz de notar. Um comportamento mais afetuoso, a forma única de se enroscar nas pernas, o miado específico que reconhecia de longe.

Foi aí que a verdade se revelou. O segundo gato era, de fato, o seu verdadeiro companheiro desaparecido. O primeiro, por mais convincente que fosse a semelhança, era apenas um sósia que havia se acomodado ali como se pertencente àquele lar. Sem malícia, sem intenção — apenas um animal que encontrou abrigo e carinho no momento certo.

Agora, o homem  vive com dois gatos idênticos, unidos por uma história improvável que começou com saudade, passou pela confusão e terminou com um desfecho curioso e feliz.»

Fui buscar esta história, e até  existem mais semelhantes, porque aconteceu uma parecida, recentemente aqui,  na minha zona. 

Uma mulher  ao ver um gato igual ao de uma pessoa amiga, fora da sua área, resolve, resgatá-lo e o levar para a sua suposta casa. No entanto, era um gato igual, mas não era o mesmo. O problema foi que o gato fugiu, antes de ser possível o devolver ao seu meio habitual. 

Foi um desespero,  uma luta , uma preocupação. Felizmente o gato, demorou, mas  conseguiu reencontrar o seu caminho, mas a história poderia ter acabado muito mal. 

Foi uma grande lição. Temos que nos certificar muito, mas muito bem, pois mesmo sem qualquer grau de parentesco, existem gatos, muito parecidos. Há que reparar em cada detalhe, em cada comportamento. Existe até uma designação para estes gatos iguais, sem qualquer grau se parentesco, são Doppelgängers Felinos. 

 

sábado, 15 de novembro de 2025

miminhos

Para não stressar a Kat na ida à clínica veterinária, veio a médica a casa.


De joelhos no chão, a enfermeira prendia a Kat e a médica rapava o pêlo de uma pata para tirar sangue.


A Kat bufava.


Mas sossegou.


A alergia está a passar, continua a tomar medicação por mais tempo.


À noite, no sofá, a Kat encostou a cabeça à minha mão.


Queria miminho.


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sábado, 8 de novembro de 2025

Mais um encontro

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Mais um gatinho, por acaso muito calmo e bonito.


Ali esteve a posar e por ali ficou. Ontem voltei lá, mas não o vi. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Amor à primeira vista

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Na caminhada habitual pelo Porto de Abrigo da Nazaré, tenho sempre surpresas com os gatinhos que por ali andam.


Há dias apareceu-me este que me deixou com uma enorme vontade de o adotar. Não sei se é o olhar, as cores do pelo ou a sua expressão, mas a verdade é que fiquei mesmo maravilhado.


Depois aconteceu uma sessão de fotos (ele tem pose!) de que destaco esta.


Foto: @CAF 

Humor Felino!#350

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

A conturbada ida do Rafael à vacina

O Rafael tem aversão à transportadora e principalmente à viajem. 


Dei-lhe um calmante duas horas antes, como estava marcado para as 9:30, não deixei comida durante a noite, nem dei de manhã, a conselho da veterinária.  Na ida foi ao meu colo e não dentro da transportadora, porque pensei que pudesse correr melhor. No entanto, cinco minutos depois estava a gemer, de boca aberta, e depois vomitou. 


Na clínica portou-se bem. A veterinária disse para o levar dentro da transportadora. Foi no banco de trás do carro. Começou o dilema, a miar, a gemer, a fazer sons estranhos. Depois houve um momento de silêncio da parte dele. Pensamos que tinha morrido de ataque cardíaco.


Lá voltou aos gemidos. A viagem, são 9 quilometras, para cada lado. Vomitou também no regresso e já em casa mais duas vezes. Um gato que raramente ou nunca vomita. 


Foi um filme de terror. Da próxima vez peço veterinário ao domicilio, mesmo que pague mais. Não o quero voltar a sujeitar a este stresse. 


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Úlceras orais num gato de rua

Notícias do gato Boris, aquele, que estava a deixar de comer, e sobre quem, as moscas verdes pousavam, como havia contado aqui .


A veterinária da câmara veio vê-lo. Ele tem úlceras orais, daí a baba, as dores. Era isso que o impedia de comer. Ele já não comia normal há três dias. Levou antibiótico injetável, e ao fim de duas horas já conseguia comer, e como comia, tadinho, estava cheio de fome. 


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Hoje voltou a levar o antibiótico, e terá ainda mais uma toma. Ao que parece isto passa, mas pode sempre voltar, infelizmente, também dada a condição de ser gato de rua.


Apesar de estar dentro de uma jaula, está no lugar seguro, quentinho , cheio de mimos e comidinha boa e adequada a ele, está bem tratado e aconchegado.


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terça-feira, 28 de outubro de 2025

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Quando as moscas verdes pousam num gato doente

Há um gato da colónia dos Chães, o Boris, que está a precisar de cuidados veterinários. A veterinária vem cá, mas o problema é que ele não vai colaborar, ele dá turrinhas, deixa fazer festas, mas não se deixa tocar.


Está num estado horrível, afeta os dentes, boca, fica com baba. Isto é um problema que surgiu na colónia e que aos poucos os vai levando. Tem emagrecido muito e até às moscas verdes já andam pousadas nele.


Fui pesquisar sobre o que poderia significar as varejeiras já andarem em cima dele, quando, apesar de tudo, ele ainda está vivo. Pelo que li, são larvas que se alimentam das feridas, mas ele não tem feridas.


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Ainda hoje me veio esperar á porta do carro. Mesmo rouco, faz "miau" a pedir ajuda. Tentei lhe dar água com uma seringa, porque o vi a olhar para o recipiente e a tentar beber, sem conseguir, mas ele assanhou se e arranhou me. Fui logo desinfetar porque é um gato doente.


Julgo que uma daquelas redes de caputra,   dava jeito para a veterinária dar medicação injetável. Há câmaras que têm.


São estas situações que nos entristecem e nos fazem sentir impotentes. 


Eram tantos, mais de vinte. Tantas lutas. Pensei que seria uma missão para muitos anos, mas vejo que a colónia está a fechar se.


Actualização 


28/10/2025


O Boris esta noite não  vai ficar ao relento, vai ficar num lugar seguro, até a veterinária o ir ver. Talvez se tenha deixado apanhar porque está a perder as forças. Estava todo molhado da chuva.


Já está seco e aconchegado. Esperemos que ainda se possa fazer alguma coisa, mas tenho consciência que pode não haver muito a fazer.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Curso de Comportamento Canino e Felino

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A Animalife promove, o Curso de Comportamento Canino e Felino, no dia 6 de dezembro.


A manhã será dedicada aos cães e a tarde dedicada aos gatos, pode escolher assistir a uma das sessões, ou a ambas.


A formação é destinada a tutores, estudantes, e profissionais que queiram compreender melhore cães e gatos, e promover o seu bem-estar.


Pode adquirir, o seu bilhete na loja online da Animalife

sábado, 18 de outubro de 2025

Gatos não nos fazem perguntas nem julgamentos

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"Não pedem explicações, não julgam, não criticam — oferecem apenas presença, carinho e aquelas pequenas travessuras que transformam qualquer momento em algo especial."


                         Patinhas mimadas.com


 


 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

O gato Artur e a dona Anabela

Deixo-vos mais um conto infantil do site LeiaLenda.com (que está em português do Brasil), este tem como como protogonista uma dona com o nome de Anabela e um gato preto (o Artur). O gato preto bem podia ser o Rafael e a atitude da dona, seria a que eu gostaria de ter em situação semelhante, daí me ter emocionado. 


«Era uma vez um gatinho chamado Artur. Ele era preto e vivia com sua dona, Anabela, num apartamento no sexto andar. Ele adorava ficar sentado numa mantinha macia no parapeito da janela, de onde observava todo o movimento da cidade.


Artur gostava muito de morar ali. As luzes dos carros, os outdoors brilhando, os cheiros curiosos da rua — isso era o que mais fascinava Artur. Às vezes, Anabela o levava ao parque perto de casa, bem no coração da cidade, de onde ele podia ver a cidade inteirinha.


Era bem cedinho quando Anabela saiu para trabalhar. Artur não se importava de ficar sozinho. Ele podia observar a cidade ou brincar com seu novelo de lã.


“Tchau, Artur, e se comporta!”, disse Anabela, enquanto saía de casa.


Artur miou baixinho e pulou no parapeito, observando sua dona na rua. Ela correu para apanhar o autocarro, mas o lenço vermelho que usava voou com o vento. Artur viu o lenço cair e, logo em seguida, ser pego por uma gatinha ruivinha.


“Ah, não! Esse é o lenço da minha dona!”, pensou Artur, preocupado.


Sem hesitar, passou pela janela entreaberta e se equilibrou no parapeito do lado de fora. Com seus olhos de gato, mirou a gatinha ruiva que estava admirando o lenço. De repente, ela o pegou na boca e saiu atravessando a rua.


“Ei, espera aí!”, gritou Artur, escorregando pela calha. Ele estava com medo, nunca tinha saído sozinho. Mas se outro gato conseguia, ele também conseguiria. Afinal, era um gato corajoso.


Caiu de quatro patas na calçada.


“Sai daqui, gatinho!”, gritavam algumas pessoas, enquanto Artur se enroscava nos pés delas, tentando seguir o cheiro da gata. Ele não sabia que as pessoas podiam ser tão hostis. Quando estava com Anabela, todos o acariciavam com carinho. A cidade parecia muito mais agitada e assustadora vista de baixo do que lá de cima, no conforto do lar.


Seguiu a gata ruiva até uma ruazinha estranha. Havia lixo por toda parte e um cheiro esquisito no ar. O perfume da echarpe e o cheiro da gata o levaram até ali. Com cuidado, Artur se esgueirou, procurando por ela.


“Peguei você! Me devolve essa echarpe!”, gritou Artur ao ver as costas da gatinha. Mas então percebeu que ela estava cobrindo seus filhotes, aconchegados numa caixa de papelão.


“Desculpa… encontrei esse lenço no chão. Só queria esquentar meus gatinhos. Eles estão com frio”, disse a gatinha tristemente.


Artur ficou pensativo. Percebeu que não deveria ter julgado tão rápido. Não sabia o que ela estava passando. E agora não conseguia tirar o lenço dela. Os gatinhos bebés,  tremiam de frio e pareciam não ter o que comer.


“Eu sou o Artur. Que tal se eu ajudasse vocês?”, perguntou.


A gatinha contou que nunca teve nome nem dono. Sempre cuidou dos seus filhotes sozinha.


“Minha dona pode ajudar. Ela dá comida, carinho… talvez até encontre um lar para vocês”, disse Artur com esperança.


A gatinha hesitou. Não confiava nos humanos porque eles sempre a enxotavam. Mas Artur insistiu, e ela resolveu dar uma chance.


Os dois gatos partiram juntos com os filhotes, tomando cuidado no caminho de volta.


As pessoas nem sempre gostavam de gatos de rua. A gatinha preferiu esperar na entrada do prédio, para não arriscar subir com os pequenos.


Quando Anabela voltou para casa e viu Artur com os gatinhos na porta, ficou surpresa.


“Artur, você arranjou novos amiguinhos?”, disse, abaixando-se.


Ela logo entendeu a situação. Levou todos para dentro, deu comida e água, lavou os pequenos e, no dia seguinte, levou-os ao veterinário.


“Vamos encontrar um lar para eles!”, prometeu a Artur.


Os filhotes ficaram sob os cuidados da veterinária até se recuperarem. Anabela não os levou de volta para o apartamento, mas manteve sua promessa. Encontrou um lar para eles na quintinha da sua irmã, que adorava animais. Artur acompanhou tudo. Um dia, os dois foram levar os novos amiguinhos até lá.


A mamãe gata, agora com o nome de Bela, e seus dois filhotes, Lia e Tom, ganharam um novo começo. Bela voltou a confiar nas pessoas, e Artur ficou orgulhoso de ter feito parte daquela história.


Afinal, se o lenço de Anabela não tivesse voado naquele dia, Artur não teria conhecido a família de gatinhos e eles não teriam achado um lar tão maravilhoso como o que têm agora.»


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LeiaLenda.com

domingo, 12 de outubro de 2025

Jardim: o alecrim engatado

Além desta paixão por gatos, agora também resolvi, jardinar.


A este jardim, junto à colónia dos Chães dei o nome de : o alecrim engatado!


Acham que combina bem?


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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Este é o Meias

Meias é o nome do gato que está no jardim.


Meias porque é um gato preto de patas brancas, parece que tem meias. 


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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

O blog dedicado aos gatos faz 10 anos

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Faz precisamente 10 anos, que a convite da Marta,  um grupo de bloggers, que apenas se conhecia através do Sapo Blogs, se uniram, pela paixão, amor , carinho, afeição e dedicação aos  gatos, com a finalidade de criar conteúdos relacionados com estas criaturinhas felinas. 


Escrevemos sobre os nossos gatos, sobre outros gatos, sobre cuidados, características,  experiências, sobre as suas peripécias. Divulgamos, alguns gatos com  actos heróicos, gatos terapêuticos, gatos com missões, simbolismo.


Damos a conhecer gatos pobres, gatos ricos. Gatos que estão em abrigos. Tentamos alertar para a importância da adoção e da responsabilidade de os manter a salvo com saúde!


Sobre gatos famosos, sobre gatos de rua, incluindo coisas engraçadas, com vídeos de humor.


Nem sempre as noticias são boas, por vezes, também sofremos e lamentamos quando um felino,  parte para a outra dimensão.


Esperamos continuar por aqui a espalhar esta dedicação aos gatos e gatinhos, sejam  nossos, vossos, de Portugal ou do mundo!

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Stepan, o gato ucraniano

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Este gato, o Stepan é conhecido pela sua aparência tediosa e pela sua missão em campanhas de angariação de fundos para instituições de bem estar animal na Ucrânia, onde ele vivia com a sua família, até começar a guerra. Agora vive em França, mas continua a sua missão.


Ganhou o prestigiado World Influencers and Bloggers Awards (WIBA) 2022 em Cannes, França, tornando-se no melhor influencer do ano. Atualmente, o felino utiliza o Instagram e Tik Tok para angariar fundos e ajudar no resgate de animais presos na Ucrânia.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O gato Olaf ajuda o menino Theo que tem autismo

Sempre ouvi dizer que os animais são terapêuticos, até se diz mais sobre isto em relação a cães, mas os gatos não ficam atrás, no que diz respeito a apoio emocional. Encontrei a história verídica (dezembro de 2024- Brasil) de um menino com probelamas e de um gatinho, que acho importante revelar. Claro que foi preciso, a intervenção de profissionais, mas mesmo assim, é uma esperança, para outras crianças, na mesma condição.


O menino Theo, de sete anos, foi diagnosticado com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). E foi na companhia do gatinho que o menino encontrou , estímulos que acalmam as suas crises de ansiedade.


“Sempre que o Theo fica muito nervoso, o Olaf se aproxima, e o carinho de um com o outro, naturalmente, fazem com que as coisas se acalmem. Então aquelas crises desregularias que a criança tem, o Olaf consegue acamá-las”, resume a mãe de Theo, Leticia Alves que é médica veterinária especializada no atendimento a gatos.


“Para o treinamento do gato Olaf, que ajuda a acalmar o Theo, foi importante estabelecer rotinas e associações positivas. Ao acordar, foi criado um ambiente tranquilo, onde Olaf aprendeu a se aproximar da criança ao ouvir o som do despertador. Isso ajudou a suavizar o momento, proporcionando conforto”, explicada o treinador de animais (Glauco).


Para ajudar a criança a dormir foi elaborado um ritual noturno com a presença de Olaf. “O contato físico, como carinho, pode aumentar a sensação de segurança e tranquilidade (pressão profunda) subindo nas costas ou peito deitado. Esse trabalho ajudou a fortalecer a ligação entre a criança e Olaf, promovendo um ambiente mais harmonioso”, diz Glauco.


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sábado, 30 de agosto de 2025

Um conto para crianças: o gato e a ratinha

Era uma vez uma ratinha pequenina chamada Mimi. Essa ratinha cinza vivia dentro de um buraco na parede de uma casa: um cantinho seguro e escondido do mundo.


 Na mesma casa, além da família de Mimi, morava também um gato  chamado Tom.


O gato cinzento passava os dias não apenas brincando com novelos de lã, mas também tentando capturar a pequena Mimi. 


A ratinha, porém, sempre conseguia escapar. Assim, os dois viviam numa eterna brincadeira de pega-pega e esconde-esconde. Mimi vivia com um friozinho na barriga, mas, por ser tão pequenina, encontrava bons esconderijos longe das garras de Tom.


Numa noite chuvosa, Mimi estava se aconchegando em sua caminha feita de latinha. Cobriu-se com um paninho e já ia fechando os olhinhos quando ouviu um miado alto.


“Com certeza o Tom está tentando me enganar de novo e quer me comer!”, falou para si mesma, tentando voltar a dormir.


Mas o miado não parava, e ela não conseguia adormecer. Curiosa, abriu a portinha de sua casinha e espreitou. Diante da lareira, Tom estava deitado, chorando de dor e segurando a patinha.


Com medo, mas também preocupada, Mimi caminhou bem devagarzinho até ele. Perto da lareira havia um monte de lenha e, no chão, pedacinhos e lascas espalhados. Bem ali, seu inimigo se contorcia de dor. A ratinha reparou que sua pata estava inchada, com uma lasca bem fincada.


"Espera, vou te ajudar!”, disse timidamente, mas com determinação.


Tom miou, hesitante. A dor era grande, e ele não tinha escolha. Estendeu a pata inchada para ela.


“Por que você está me ajudando?”, perguntou, desconfiado.


Mimi não se intimidou. Com suas patinhas ágeis, retirou a farpa com cuidado.


"Porque precisamos nos ajudar. Afinal, moramos juntos. Acho que essa farpa veio daquela lenha ali!”, disse, apontando para a lenha perto da lareira.


Tom percebeu que ela tinha razão: provavelmente não prestou atenção e acabou se ferindo.


“Obrigado por me salvar!”, disse, aliviado, quando sentiu a dor começou a passar.


Mimi sorriu, e Tom retribuiu o gesto. Ele não era tão assustador quanto ela imaginava.


A partir daquele dia, viraram amigos. Tom sempre deixava alguns pedacinhos de queijo na porta da casinha de Mimi, e ela o ajudava quando ele perdia seu novelo. Assim, o predador e a pequena presa construíram uma amizade inesperada e extraordinária.


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LeiaLenda.com

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Ser cuidadora de colónia e resgatar gatos em perigo

Já por diversas vezes encontrei esta frase: Resgatar gatos é como uma máfia: uma vez que você entra, não há como sair


Pura verdade. Já perdi a conta aos anos que faço isso. Mesmo antes da  colónia dos Chães ser  legalizada, já andava nesta vida. Consegui ajudar alguns a encontrar um lar. 


Alguns foram aqui abandonados, outros encontrados nas redondezas, outros no quintal de pessoas, que gostam de gatos.


Há uns tempos para cá passei a andar com uma caixa de cartão na mala do carro, depois com uma sacola transportadora de tecido que se espalma, para não ocupar espaço.


Ando sempre atenta. Infelizmente tenho encontrado mais gatos mortos na estrada do que vivos. É sempre triste. 


Mas, se aparecer algum em apuros, espero o conseguir ajudar!


Aqui há uns tempos vi num canal da tvcabo, uma serie onde um grupo de pessoas, especializadas resgatavam animais em perigo. Se existisse algo do género em Portugal, gostaria de fazer esse trabalho. Confesso que tenho um pouco de medo de cães grandes, talvez isso me impedisse, de ter essa coragem, mas certamente que arranjaria uma solução para ajudar de alguma forma.


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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Nestas férias não abandone o seu animal de estimação, procure uma solução

As férias são sempre um momento, muito desejado e esperado. É normal, trabalhamos o ano inteiro, merecemos ter um tempo de descanso e lazer.


Mas,  quando temos animais de estimação, temos de os estimar, e arranjar uma solução para eles.


Pessoas com cães, nas férias é muito comum, mas os gatos, têm outro tipo de necessidades. Eu, quando passava férias fora, cheguei a levar os meus dois gatos. Agora só tenho um, e ele dá-se mal em viagens, mas há comprimidos para o enjoo. Por isso, já tenho uma solução, mas se decidir não o levar, tenho alternativas, que acredito que também possam ser úteis a quem tem animais, principalmente gatos.


Procurar a ajuda de um amigo ou familiar que possa ir a sua casa, dar algum apoio, mudar a  água, comida, limpar a areia, brincar um pouco com ele.


Também existem os pet sitter ou cat sitter, são pessoas (profissionais) que vão a casa prestar auxilio.


Depois existem hotéis para animais, não há muitos, mas procurando, encontra-se. São pessoas que cuidam, mesmo assim, é sempre melhor pedir referências , se não conhecerem as pessoas.


Existem até abrigos de animais, que oferecem serviços acolhimento temporário.


Também o pode deixar em casa de algum amigo ou familiar, isso também depende do feitio do gato.


Claro que, durante este tempo, é importante poder estar em contacto com quem ficou responsável, pelo nosso bichinho. Caso o nosso animal precise de algum cuidado especial, medicação, alimentação, temos que ter esse critério na escolha da solução. Convém, podermos ter vídeo chamada, fotografias, etc.


São apenas conselhos de alguém com alguma experiência, mas cada pessoa é que sabe de si. Apenas peço e reitero: não abandone, há sempre solução!


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domingo, 20 de julho de 2025

A morte de um gato de rua, muito especial

Como já aqui referi, sou cuidadora de gatos de rua. O Cacau teve uma história de vida difícil. Foi aqui deixado ou perdido, já castrado, e era tão meigo, que certamente teve uma família, não tinha chip!


Viveu num quintal, onde estava protegido por alguns anos. Depois foi expulso e veio para a colónia que era do outro lado da estrada. Aqui foi amado, acarinhado. Quem passava pela colónia, as pessoas de bem, crianças, jovens davam-lhe carinho e ele retribuía, sempre com um olhar doce e ternurento.


Mas era muito inocente e passava muito tempo à chuva, talvez isso lhe tenha feito mal.


Assim que ficou doente tentamos apoio para ser consultado, mas a câmara não tinha verba. Nós, duas cuidadoras, o levamos por iniciativa própria ao veterinário. Talvez fosse tarde, mas ainda havia esperança. Foi observado e medicado.


Estava a respirar bem, não tinha febre. A sua barriguinha é que estava muito inchada.


Infelizmente deixou-nos durante a noite do dia 13 de julho!


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O Rafael gosta de peluches