quinta-feira, 8 de abril de 2021

Uma tragicomédia felina!

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Quando vi esta imagem, não pude deixar de imaginar a Becas e a Amora com vestidinhos como este, e sentadinhas assim, tão bem comportadas!


A Amora iria estar mais animada por parecer uma princesa. Já a Becas, iria estar de mau humor, a maldizer a pessoa que se lembrou de lhe enfiar aquilo no corpo.


E comecei a imaginar todo um filme com elas, que foram a uma festa de aniversário felina pela primeira vez!


 


Mãe gata: Vá meninas, portem-se bem, que eu mais logo venho buscá-las!


Amora: Estou tão bonita com este vestido.


Becas: Não havia nada mais pindérico para nos vestir? Estou ridícula!


Amora: Mas fica-te bem.


Becas: O tanas! Somos gatas, não precisamos de roupa. Só estorva. Ainda por cima temos que estar aqui a fazer sala.


Amora: Deixa de ser resmungona. Vamos aproveitar e brincar.


 


A ver uma mosca, Amora lança-se para fora do sofá, na esperança de angariar um petisco.


Becas a pensar "Onde é que esta louca vai agora?"


Amora: Ajuda-me, Becas.


Becas: Que nojento! Quem é que come moscas?


Mas, ao ver a Amora a afastar-se, decide saltar também e segui-la, não vá a irmã meter-se em apuros.


Becas: Pára de correr de um lado para o outro!


Amora: Olha, ela posou ali em cima. Mas eu não consigo subir. Vais lá tu?


Becas, olhando para a altura do móvel: Ali para cima? És doida?


Amora: Vá lá, Becas. Tu consegues.


 


Becas, depois de olhar várias vezes, lá salta mas a sua unha prende na renda, acaba por cair e, com ela, vem o bibelot atrás que, por pouco, não lhe acerta.


Claro que, entretanto, a mosca fugiu e a Amora já não quer saber dela, porque viu um pássaro pela janela e foi para o jardim tentar apanhá-lo.


 


Cansada de se armar em catsitter da irmã, que só por acaso até é mais velha que ela e deveria ser ela a tomar conta de si, mas com receio de ficar ali sozinha no meio de estranhos, pouco habituada às lides da convivência, corre para o jardim.


Mas, pelo caminho, escorrega numa tampa de caixa que por ali andava e vai parar mesmo em frente ao repuxo de água, ficando ensopada, e ainda mais furiosa.


E, reclamando entre dentes consigo própria, com a sua má sorte e com o trabalho que a Amora lhe está a dar, nem se apercebe da chegada de um felino, que tem um fraquinho por ela.


Ele ainda tenta fazer conversa, só que, depois de afirmar que ela está muito bonita e arriscar um miaujinho, leva uma patada. 


 


Entretanto, chega a Amora, que já desistiu do pássaro.


Amora: Credo, o que te aconteceu?


Becas: Ainda perguntas? Tenho que andar atrás de ti, e olha no que deu.


Amora: Deixa lá, está calor, sempre refrescaste o pelo!


Becas: Que piada! Vê lá se também queres levar um banho.


 


Amora: Olha, ali na mesa estão uns pedaços de fiambre.


Becas: Sempre é melhor que moscas.


Amora: Vamos lá?


Becas: Vai lá tu, desta vez.


Amora: E como subo?


Becas: Experimenta aquele cadeirão, e de lá sobes para a mesa. Depois empurras o fiambre cá para baixo com a pata.


 


A Amora assim faz e, depois de saborearem o petisco, refastelam-se as duas no sofá, à espera que a mãe gata chegue. 


Mal a vêem, sentam-se direitinhas, a Becas já com o vestido enxuto.


Mãe gata: Então correu tudo bem? Na próxima semana têm um convite para mais uma festa.


Amora, contente: Boa!


Becas, traumatizada: Oh, não! 


 


 


 


 

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O Rafael gosta de peluches