sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Quando os gatos mudam tanto que não os reconhecemos

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Já aqui vos falei da gata que apareceu recentemente lá à porta, a ET.


Veio, não se sabe de onde. E tão pouco para onde ia, quando desaparecia.


Aos poucos, foi aparecendo cada vez mais. Até chegar ao ponto de andar por ali diariamente.


Parecia novinha. E muito magrinha, apesar de prenhe.


Tinha um pescoço tão estreitinho, que até fazia confusão, e foi por isso que lhe demos o nome de ET.


 


Quando andava a estender roupa, várias vezes, a par com as turrinhas, vinha uma dentada inesperada no pé, ou na perna, que me recordou a Esparguete. Ela também tinha essa mania!


Mas esta, mordia com mais força. Cheguei a ficar mesmo com a perna negra, inchada e em sangue, à custa da dona ET.


Houve dias em que, mal saía de casa, lá estava ela, e seguia-me por uns bons metros, no meio dos pés, não me deixando andar, e comigo sempre de olho para não me voltar a morder.


Com a confiança que ganhou, até já se põe à porta, a miar. E já arriscou tentar entrar em casa.


 


Desde que teve os filhotes, a mania de morder parece ter passado. Nunca mais voltou a fazê-lo. 


Agora anda sempre ali na rua.


 


Ontem, quando estava a chegar a casa, estava uma vizinha com uma gatinha bebé ao colo. Disse que eram filhas, aquela e outra que uma miúda segurava, da ET. Com elas, estava a miúda, dona da Esparguete.


Por uma conversa que já tinha ouvido, fiquei com a impressão de que talvez a ET não me fosse assim tão estranha, mas achava aquilo muito estranho.


Assim, aproveitei a oportunidade para tirar as teimas. E perguntei à miúda se aquela gata era a que tinham tido ali, quando moraram ao meu lado. E ela respondeu que sim.


 


Ou seja, a ET, a gata magrinha e desconhecida, é a Esparguete que, apesar de nunca ter sido gorda, nunca a conheci com aquele aspecto. Ao ponto de não a reconhecer.


Há uns tempos, por causa da pancada das mordidas, fui mesmo comparar algumas fotos que tinha, e achei que não seria a mesma.


Quando ouvi a conversa da miúda, pensei que pudesse ser alguma filha da Esparguete. 


Mas é mesmo ela.


Não sei o que se terá passado para a deixarem chegar àquele ponto.


Agora, embora não tenha a mesma aparência de quando a conheci, como Esparguete, já começa a parecer menos magra que a ET que nos apareceu meses depois.


 


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A Esparguete, quando era nossa vizinha


 


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A ET/ Esparguete quando voltou a reaparecer, meses depois


 


 


 

2 comentários:

  1. Está realmente diferente, na magreza, na cabeça e até no tom do pêlo.
    Mas se continua com o mesmo feitio e se a miúda diz, é porque deve ser.
    Por vezes vimos imagens de gatos antes e depois de serem adotados e nem parecem os mesmos.

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  2. Quando fiz dieta até as minhas gatas desincharam mas estão muito bonitas. A esparguete aos poucos fica melhorzinha

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O Rafael gosta de peluches