
Cada gato tem a sua própria personalidade, tal como os seus donos, e dessa junção nasce uma relação, cumplicidade e confiança, que pode ser diferente, de gato para gato, e de dono para dono.
Lá por casa, todos nós temos total confiança na nossa Amora, na hora de brincar, dar miminhos, beijinhos, festinhas, até mesmo na barriga. Podemo-nos entregar, porque sabemos que não nos fará nada, e até gosta.
Nem com a Tica, havia essa confiança plena e total.
Com a Becas, já não é assim. Fazemo-lo, mas com reservas. Com um olho aberto, não vá ela lembrar-se de espetar a unha ou pregar uma dentada. Não nos arriscamos muito a dar beijinhos de frente para ela, e tocar-lhe na barriga é, quase sempre, sinal de unhas cravadas na nossa mão.
Penso que a única pessoa a quem ela permite uma maior confiança, nesse sentido, é o meu marido.
Já com os gatos da vizinhança, o Branquinho é uma espécie de Amora, com a diferença que não convivemos com ele a tempo inteiro e, por isso, não temos o mesmo grau de confiança que com a nossa.
A Esparguete também é muito dada, também parecida com a Amora mas, de vez em quando, dá-lhe uma pancada e começa a morder, ainda que na brincadeira, mas sem estarmos a contar, e deixa marcas.
A Mia, não nos permite confianças, embora esteja ligeiramente mais receptiva.
Já a Boneca, se antes era mais permissiva, agora não permite que lhe toquem.
O Malhado parece meigo, mas não o conhecemos bem, por isso também não criámos aquela ligação nem aprofundámos a confiança.
E por aí, qual o grau de confiança que têm com os vossos gatos, ou com aqueles de quem cuidam?
Em minha casa o Jonas tem imensa confiança em nós, eu e o meu marido. Não quer dizer que não o seja com o meu filho mas, para ele é mais para brincadeira. Ele deve ter algum Génese de “gato-de-guarda” porque está sempre à coca quem sobe e desce a escada depois de uma certa hora. Parece que sabe o horário não só dos de dentro mas os de fora de casa. Depois de uma certa hora estou a vê-lo a olhar para a direção da porta de entrada e só depois é que oiço o meu vizinho a pôr a chave na porta. Aconchega-se a mim e fica sossegado, parece que sou o seu refúgio durante a noite. De manhã quando vou para o quarto continua aninhado no cobertor exatamente como eu fui. Aí, posso pôr qualquer coisa perto dele, perfume, escova, uma peça de roupa…que este não se move e nem se espanta. Até me sento pertinho e nada. Na brincadeira deixa que nós façamos festas nas patas. Quando a lua muda está tudo estragado, temos que andar de fininho.
ResponderEliminarEntão, eu tenho dois gatos. Em termos de confiança, confio no Rafael, para quase tudo: festinhas na barriga, beijinhos, dormir comigo.
ResponderEliminarO Riscas, desde o início que se atirava às minhas pernas, mordia. Depois aos braços, às costas. Entretanto com a vinda do Rafael ele deixou de me atacar.
Até há uns dias. A última vez que me atacou, foi muito mau, e podia ter sido ainda pior. Atingiu-me num olho, por um triz que não foi trágico.
Fiquei triste e magoada.
Não deixei de gostar dele, mas perdi a confiança.
Agora sempre que o vejo com um certo olhar, fujo dele!
Por vezes digo que o Riscas é bipolar, mesmo sem conhecer a sério o que isso significa!
Há gatos muito temperamentais!
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