sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Os gatos sabem o que é deles?

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Gatas a dobrar, tudo a dobrar lá por casa!


Desde o início que comprámos duas transportadoras, duas caixas de areia, dois comedouros e taças da água, e duas camas.


E, desde pequenas, que nunca fizeram caso do que é de uma ou do que é de outra. Mais depressa partilham, ou nos trocam as voltas, só para contrariar.


A única coisa que se mantém desde sempre é que, nas idas ao veterinário, a transportadora verde é para a Becas, e a azul para a Amora.


 


Por norma, e porque a determinado momento deixaram de dormir nas caminhas delas, costumamos tê-las nas transportadoras, para onde, quando estão lá por casa, as bichanas vão indiscriminadamente.


Ainda assim, a cama branca com bolinhas foi pensada para ser da Becas, e a rosa com quadrados, para a Amora.


 


No outro dia, lavei as camas e, depois de secas, deixei-as no sofá, uma ao lado da outra, para ver o que as felinas faziam. Se iam para lá, se estranhavam, se se deitariam.


A Amora foi a primeira.


Estava à janela, desceu para o sofá, passou pela primeira cama, e acabou por se acomodar na segunda que nós, donos, consideramos a cama dela, e que é onde ela vai, sempre que a levamos ao veterinário.


Será que os gatos, apesar de tudo, sabem mesmo o que lhes pertence?


 


 

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Qual o grau de confiança que têm com os vossos gatos?

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Cada gato tem a sua própria personalidade, tal como os seus donos, e dessa junção nasce uma relação, cumplicidade e confiança, que pode ser diferente, de gato para gato, e de dono para dono.


Lá por casa, todos nós temos total confiança na nossa Amora, na hora de brincar, dar miminhos, beijinhos, festinhas, até mesmo na barriga. Podemo-nos entregar, porque sabemos que não nos fará nada, e até gosta.


Nem com a Tica, havia essa confiança plena e total.


Com a Becas, já não é assim. Fazemo-lo, mas com reservas. Com um olho aberto, não vá ela lembrar-se de espetar a unha ou pregar uma dentada. Não nos arriscamos muito a dar beijinhos de frente para ela, e tocar-lhe na barriga é, quase sempre, sinal de unhas cravadas na nossa mão.


Penso que a única pessoa a quem ela permite uma maior confiança, nesse sentido, é o meu marido.


 


Já com os gatos da vizinhança, o Branquinho é uma espécie de Amora, com a diferença que não convivemos com ele a tempo inteiro e, por isso, não temos o mesmo grau de confiança que com a nossa.


A Esparguete também é muito dada, também parecida com a Amora mas, de vez em quando, dá-lhe uma pancada e começa a morder, ainda que na brincadeira, mas sem estarmos a contar, e deixa marcas.


A Mia, não nos permite confianças, embora esteja ligeiramente mais receptiva.


Já a Boneca, se antes era mais permissiva, agora não permite que lhe toquem.


O Malhado parece meigo, mas não o conhecemos bem, por isso também não criámos aquela ligação nem aprofundámos a confiança.


 


E por aí, qual o grau de confiança que têm com os vossos gatos, ou com aqueles de quem cuidam?


 

Humor felino!# 171


 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

É preciso respeitar o tempo e a vontade dos gatos

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Os gatos são animais com uma personalidade muito própria.


Parte dessa personalidade já nasce com eles. Mas, acredito, uma boa parte vai-se formando e desenvolvendo à medida que crescem, e consoante o ambiente em que crescem.


A Mia, de quem já falei aqui algumas vezes, é das poucas gatas aqui da rua a quem nunca me atrevi a fazer festas.


Uma vez, vi a dona a fazê-lo, e a gata a assanhar-se para ela. O meu marido também tentou, uma vez, e foi arranhado.


Eu, de cada vez que aproximava a mão, de frente para ela, ainda esta estava a alguma distância e já a Mia se punha a miar, com ar de poucos amigos. Como se temesse a mão. Como se aquele simples gesto significasse, para ela, algo mau, um comportamento que ela associa a perigo para ela.


 


Por isso, deixei-a estar.


Apesar disso, e porque algumas vezes até se punha a rebolar aos nossos pés, sempre pensei que, apesar do seu feitio, talvez, se tivesse sido criada por outras pessoas, ela se tivesse tornado uma gata menos defensiva, desconfiada. 


 


De há uns tempos para cá, ela anda mais na rua que em casa. E vem várias vezes comer à nossa porta, quando, antes, nem punha cá as patas. Uma vez, até entrou em casa. Teve que o meu marido pô-la na rua, pegando nela como as mães pegam os filhotes, para a imobilizar sem a magoar, e sem se magoar. Continua com o seu feitio desconfiado. Por vezes, quando nos vê a sair de casa, afasta-se.


Fê-lo no outro dia. Mas baixei-me, agitei a caixa da ração e ela voltou. Roçou-se nas minhas pernas. Com ela de costas, fiz-lhe duas ou três festinhas, e não reclamou.


O que me dá força à minha teoria de que, talvez, noutro ambiente, com outra atenção e mimos, apesar de tudo, fosse uma gata mais meiga.


 


Ainda assim, é preciso respeitar o tempo e a vontade dos gatos.


Nem todos gostam de colo.


Nem todos gostam de festas.


Nem todos gostam que andemos atrás deles.


Nem todos são iguais.


E isso não quer dizer que, quando assim o desejem, não se cheguem eles até nós, não permitam um carinho, não se sintam bem com a nossa atenção.


Mas têm que ser eles a decidir.

Gestos de amor!

Por aqui temos sempre muitos gatinhos na rua...


 


A Leonor até a baptizou:


A rua dos Gatos ;)


São muitas as vezes que eles vêm para a nossa porta pedir comidinha e os meus meninos estão sempre dispostos a ajudar.


Disponibilizaram logo a comida e agua..


 


Depois ficam a espreitar até que eles terminem ;)


 


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Haja bons corações!


 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Dia Mundial do Gato

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A convivência entre dois gatos


A minha gata, à esquerda, é territorial. O meu gato brincalhão.  A sua convivência tem vindo a melhorar ao longo de cerca de 4 meses e acredito que um quer defender o seu espaço e o outro, como é jovem, está a aprender técnicas de luta e de caça.


Não é essa a imagem que passa no vídeo? O que acham?

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Uma missão em curso...

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É de rua, da minha, está já esterilizada. Foi a primeira porque foi a mais fácil de apanhar, mas , a seu tempo,  todos os outros também serão esterilizados.



Já houve mais duas tentativas: esta e aquela.


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É um trabalho que requer muita entrega, habilidade e paciência, mas tudo está encaminhado no bom sentido.

Daquelas coincidências que não se explicam

 




"O evento chega a Lisboa com a contribuição da Associação Internacional de Gatos ou, em inglês, The International Cat Association (TICA, ), que aprova centenas de festivais anualmente por todo o mundo." 


 


Resultado de imagem para the international cat association (tica)


Tica, foi precisamente o nome que escolhemos para a nossa falecida gata, que viria a fundar, juntamente com outros felinos, o Clube de Gatos do Sapo!


Coincidência?!


 



1ª Imagem: https://nit.pt/

Humor felino!# 170


 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

para ela é novo

há bastante tempo que não vestia o macacão azul marinho de fitness, tirei-o do fundo da gaveta para o vestir amanhã, deixei-o em cima da cama para depois de jantar fazer a mala que levo para o ginásio.


sabia que a Kat estava no quarto.


quando saí chamei por ela: " anda Kat, vem comigo" ( se dissesse "pega kat, vem comer" e ouvisse  abrir a porta do armário para lhe dar comida húmida, vinha atrás de mim, rabo no ar e a miar de contente), e encostei a porta.


nunca mais me lembrei dela.


na hora de jantar, espreitei o sofá, onde gosta de ocupar o meu lugar durante o dia que não me sento, e não a vi.


chamei por ela, mas como não é cão, não me liga nenhuma.


de repente, lembrei-me que estaria no quarto , provavelmente deitada em cima da manta que tenho aos pés da cama. quando abri a porta, estava ela sentada em cima do macacão.


"oh, Kat! nem por teres uma manta, que tanto gostas, foste escolher o macacão!"  e tirei-a de cima da cama, trouxe-a para dentro.


e como previa, ficaram as suas marcas peludas no macacão.


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tudo o que é novidade ela tem de experimentar. 


então se estiver a passar a ferro, é certíssimo procurar uma peça a jeito, de preferência ainda quente, para se alapar em cima dela.


 


 

Brincadeiras com gatos

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Na imagem: um gato, um cabide e uma meia. Alguém experimentou a brincar assim com um gato?!


É claro que é importante brincar com os gatos. Eles gostam muito e fazem a delícia das crianças. Aqui em casa não queremos gatos aborrecidos, nem com stress e, por isso, os brinquedos são uma forma de os entreter.


No outro dia, o meu filho brincou com o raio laser e o Niku adorou. Ainda bem que acabou por se estragar, pois acho que iria conseguir por o gato maluco!


Acho que isto de brincar com os gatos também tem a ver com a sua personalidade. A Sushi é independente e não liga, mas o Niku brinca sozinho e com qualquer coisa que apanhe.


Tenho de ter cuidado a vigiar tanto o gato…como o filho mais novo.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Novas regras IRS vs Animais de Estimação!


 


A proposta do PAN para o Orçamento de Estado 2020, foi aprovada.


Os gastos com medicamentos com os animais de estimação passam a ser dedutíveis no IRS.


 


Os nossos animais dão-nos um amor incondicional, mas não podemos esquecer os encargos a vários níveis.


A comida, o registo, as despesas veterinárias, que quando estão doentes é sempre uma incógnita o valor da factura final.


 


Por muito que sejamos apaixonados pelos nossos "amigos de quatro patas", estes gastos pesam muito no orçamento familiar.


O Partido Socialista entregou uma alteração à proposta inicial relativa aos animais de companhia.


Esta nova proposta isenta os gatos da dupla taxa e só exige aos cães não perigosos um registo único no veterinário e o pagamento da taxa anual nas Juntas de Freguesia.


 


No primeiro ano, só será necessário o registo de animais de companhia no SIAC, sem que tenham de ter as licenças das Juntas de Freguesias.


Este registo será suportado pelos donos.


Nos anos seguintes, já será obrigatória a licença anual nas Juntas de Freguesia, apenas para cães, ficando de fora os gatos.


 


A única excepção, será para os cães perigosos ou de raça potencialmente "perigosa", para os quais a licença anual, continuará a ser obrigatória desde o registo.


Para a maioria dos animais, o registo continuará a ser efectuado nos médicos- veterinários.


 


A isenção para o pagamento da taxa de licenciamento anual, vai contemplar:


As pessoas que adoptem animais em centros de recolha oficial de animais, em geral as pessoas que tenham suficiência económica não pagam.


Aplica-se o mesmo, com as sociedades zoófilas e as entidades públicas no quadro de políticas de sensibilização ou educação para o bem- estar animal.


 


 


 


 


 


 


 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

O Bucha e o Estica

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O Riscas, come menos que o Rafael, mas está mais gordinho.


Ou é porque é mais velho, e tal como nós humanos, a idade vai trazendo umas gordorinhas, e a vontade para o desporto já não é a mesma; ou é porque o Rafael, apesar de comer imenso, faz imenso desporto e é um gato jovem. 


Se o Riscas precisar de fazer dieta, vai ser complicado, porque estes dois comem ambos a mesma ração e o Rafael ainda come patê. 

Em que situações devemos levar os nossos gatos ao veterinário?

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As regras não diferem muito das que se aplicam para os humanos.


Quer seja uma adoção de um gato bebé ou de um gato adulto, é aconselhável uma primeira ida ao veterinário, para ver se está tudo bem com ele, bem como para esclarecer dúvidas sobre comportamento, alimentação, higiene, cuidados básicos, ou outras que possam surgir.


Se se tratar de um gato bebé, terá todo o processo de vacinação. Na idade certa, a castração ou esterilização.


Se falarmos de gatos adultos, que já tenham passado por estes processos, bastará seguir o plano de vacinação (que nesta idade é mais espaçado), e efetuar uma consulta anual, para avaliar se o nosso gato continua de perfeita saúde.


Claro que, para além destas situações banais, existem outras em que devemos levar os nossos gatos ao médico veterinário:


 


- se aparentarem estar doentes


- se tiver ocorrido algum acidente


- se sofrer de alguma doença que necessite de acompanhamento regular


- se o animal estiver em perigo de vida


 


E é aqui que temos que equilibrar entre a ânsia de correr para o veterinário por qualquer motivo, o bom senso e, por vezes, o chamado “sexto sentido”.


Claro que, para um médico veterinário, o ideal é recorrer sempre a ele que, sendo a pessoa mais especializada, melhor poderá dar resposta às situações e atuar em conformidade, sem riscos para o animal.


Até porque existem muitos donos que gostam de, eles próprios, agir de determinada forma ou medicar os seus animais de forma incorreta, podendo piorar os casos, em vez de ajudar.


 


Mas há que ponderar de forma racional, se a situação exige mesmo uma ida imediata ao veterinário.


Até porque, por norma, para além da consulta que, em determinados horários e sem marcação, poderá ter um maior custo (por ser considerada consulta de urgência), poderá haver ainda custos adicionais com análises, exames e eventual medicação ou internamento.


Um pouco como os “pais de primeira viagem”, a tendência é a ir de imediato com os nossos animais ao médico veterinário.


Mas, com o tempo e a experiência, começamos a perceber que nem sempre há essa necessidade.


Se é verdade que uma ida atempada ao veterinário pode salvar vidas, também existem situações em que é preferível aguardar, avaliar a evolução, verificar se o que ocorreu foi algo isolado, ou recorrente e, se a dúvida se mantiver, ligar antes para a clínica ou hospital, ou para a Linha Saúde Animal.


Pela minha experiência, já houve situações em que foi essencial pegar nas nossas gatas e levá-las de imediato, outras em que considerámos que não havia essa necessidade, e ainda algumas em que as levámos, e acabámos por gastar dinheiro desnecessariamente.


Os médicos veterinários sabem, do ponto de vista da medicina, o que é melhor para os gatos.


No entanto, enquanto donos, e conhecendo-os melhor que ninguém, também sabemos o que lhes fará melhor, e temos uma palavra a dizer sobre o assunto.

O Rafael gosta de peluches