sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Quando os gatos de rua nos entram em casa

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Não é fácil!


Hoje de manhã, tempo de chuva e frio, a Miss Esparguete (nome dado à gata da vizinha por ser muito magrinha e escorregar sempre que pegamos nela) entra-me em casa. Largo tudo o que tenho na mão, e vou atrás dela, deixando a porta encostada. Já as nossas estavam a bufar para ela.


 


Entra-me o Branquinho em casa. 


Largo a gata, e pego no Branquinho para o pôr na rua. Fecho a porta.


Volto a procurar a gata. Lá pego nela e ponho-a na rua também.


Vou buscar comida para os dois. A Miss Esparguete entra outra vez, e lá a ponho de novo na rua.


 


Custa-me imenso.


Estavam molhados. Provavelmente, com frio. Só queriam um abrigo, uma casa quentinha e que os protegesse da chuva. Mas já temos as nossas. E elas vêm sempre em primeiro lugar.


Tive que sair de casa por outra porta, ou não saía de lá hoje.


 


Antigamente, isso era algo bastante comum.


Fossem gatos dos vizinhos, ou gatos sem dono, sempre que apanhavam uma porta ou janela aberta, entravam sem pedir licença, surrupiando, muitas vezes, o que houvesse por ali à disposição ou, simplesmente, para tirar uma soneca abrigados do exterior, e em boa companhia.


Os tempos mudam, as pessoas passam os dias fora de casa, com portas e janelas fechadas e, morando a grande maioria em apartamentos, estas visitas inesperadas são raras.


Ainda assim, há exceções.


Connosco, por exemplo, como moramos num rés-do-chão com quintal, e temos vizinhos que deixam os seus gatos andar na rua, é frequente termos estes à porta, a tentar uma abertura ou distração para entrarem.


 


Mas, será que podemos deixar esses gatos que andam na rua conviver com os nossos, que estão sempre em casa?


Quando tínhamos a Tica, ela ia ao quintal, e convivia com a Boneca, uma gata abandonada que por ali andava. Não se davam mal, mas estavam longe de ser amigas.


Nenhuma estava vacinada, nem desparasitada. Nessa altura, não achámos que tivesse importância.


Hoje, temos duas gatas que estão vacinadas (à exceção da vacina contra o FELV, que não considerámos necessária, uma vez que não saem de casa), desparasitadas, e que já passaram por vários problemas de saúde.


 


Por isso, sempre que algum gato nos entra em casa, por muito que gostemos de gatos, tentamos sempre que saia assim que possível, e que não esteja muito tempo em contacto com as nossas gatas.


Nunca se sabe o que daí poderá resultar, e não queremos colocar as nossas felinas em risco.


Se, por acaso, como já chegou a acontecer, esses gatos não nos dão tempo, e começam a comer nos comedouros das nossas, retiramo-los de imediato, e desinfetamos bem.


Até podem estar saudáveis e não representar nenhum perigo.


Mas, na dúvida, mais vale prevenir, que remediar.


Por algum motivo, quando se leva um gato novo para uma casa onde já existe um gato, sobretudo gatos de rua, se faz o período de quarentena, até se poder juntar ambos.

4 comentários:

  1. Mesmo!
    O meu marido ainda no outro dia dizia "se tivesse condições ficava com a gatinha, ele é tão meiga e gosta tanto de nós". E respondi-lhe eu "então e o Branquinho, que também é assim e está aqui há mais tempo? E a Boneca, que ainda é mais antiga?".
    Se fossemos acolher todos, a nossa casa seria uma espécie de gatil.
    Aborrece porque, tirando a Boneca, os outros têm donos.

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  2. Faz dó vê-los sozinhos à chuva e ao frio, mas também não podemos acudir a todos.
    Na 4ª feira à noite, com as rajadas fortes e a chuva, ouvia os gatos que andam pelos terraços a miar.
    O que lhes vale é que há quintais que têm casinhas tipo capoeiros que não são usados e eles vão lá abrigar-se.
    Fico de coração partido.

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  3. Da pena, mas temos que proteger os nossos primeiro! Faz- me confusão, os teus vizinhos deixarem os gatos na rua.

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  4. Custa tanto vê-los na rua, principalmente no inverno. Eles só querem um pouco de conforto...
    Mas temos os nossos...

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O Rafael gosta de peluches