terça-feira, 24 de setembro de 2019

O fim de uma colónia (pelos piores motivos)

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Da última vez que aqui falei da Colónia de Santo André, a mesma estava a ser intervencionada por uma associação, com vista ao CED. Isto foi em Julho.


 


Hoje, final de setembro, é com muita pena minha que aqui escrevo sobre o fim da colónia 


Não porque tenham sido adoptados, mas porque todos, à excepção da Bela, desapareceram.


 


Hoje, ao falar com uma senhora que vive ao lado da colónia, ela disse-me que os filhotes da Beckie, que estavam num quintal do outro lado da estrada, devem ter morrido, atacados por ratazanas (parece que por ali andam algumas).


 


Por outro lado, a mesma senhora diz que costumam ir para aquele edifício algumas pessoas, à noite. Ora, não será preciso dizer mais, para adivinharmos que tipo de pessoas irão para ali, e o que poderão fazer aos gatos que, por norma, é ao final do dia e noite que ali aparecem.


 


Os primeiros gatos da colónia, como é o caso da Bela, estão ali há cerca de 3 anos. Desde então, muitos nasceram, outros tantos morreram (uns ainda bebés, outros atropelados ao atravessarem a estrada), outros desapareceram.


Mas há muito que por lá andavam os residentes habituais, sobreviventes, com quem acabei por criar uma ligação especial, apelidando-os de meus afilhados.


 


Sinto-me triste porque, provavelmente, nunca mais irei ver a pequena Oreo, ou o meu Pompom, que eu tanto adorava, e que acompanhei desde que eram pequenitos.


Nem as malhadinhas - Minnie, Margarida e Charlotte. Nem o D. Juan. Nem a Flockita, nem a Beckie.


 


Sinto-me triste, porque não morreram de fome, nem de frio, nem por doença. Nem por conta dos estudantes que para lá iam durante o dia.


Porque não morreram, nem sequer, quando deitaram abaixo parte do edifício. Porque nunca ninguém lhes fez mal e, agora, sem saber o que se passou, não há nem sinal de nenhum deles.


 


Aliás, o único sinal do que, eventualmente, pode ter acontecido, é de embrulhar o estômago.


No outro dia, e porque a associação teve conhecimento do desaparecimento dos gatos, e perguntou se teria sido algum caso de envenenamento, embora os médicos da Câmara digam que ninguém participou o aparecimento de cadáveres, arrisquei-me a ir ao pátio do edifício.


 


Andava por lá a Bela. Ficou a ver o que eu estava ali a fazer. Não quis (nem sei bem por onde se entra) entrar dentro do próprio edifício. Fiquei-me pelo pátio que vai dar à parte demolida. Não vi nada.


Mas ali, no sítio onde costumam brincar e andar, no meio das ervas, estava aquilo que com que ninguém se quer deparar: um cadáver de um gato.


 


E não fiquei ali mais tempo, não fosse ver mais alguma coisa que não quisesse. Não sei o que poderá, quem tiver autoridade para entrar no edifício e o faça, encontrar lá dentro. 


 


Para já, resta a Belinha, que não sei até quando se irá aguentar por ali sozinha, ou até que qualquer outro gato a ela se junte.


 

9 comentários:

  1. Tantos gatos, não desaparecem assim! Alguém os anda a matar.

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  2. É o que eu suponho.
    Mas envenenamento, não me parece. Comiam todos no mesmo sítio, e a Bela continua lá.
    Uma vez passei lá e estava a comida toda espalhada e caixas derrubadas, como se tivesse havido ali luta.
    Depois, não sei se vai para lá malta da droga, ou outra que mate os gatos por pura maldade, ou já com a moca.

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  3. Coitadinhos! Se conseguissem arranjar um lar para a Bela.

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  4. Estranho é desaparecerem depois de , na maioria, esterelizados.
    Sei o que se sente quando nos habituamos e afeiçoa-mos a eles e depois deixamos de os ver...e nem sabermos que fim levaram...

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  5. Boa tarde, e estranho de fatO. Mas a bekie nao chegou a ser esterilizada, por causa dos filhotes?
    Nao pode ver com associacao a razao do que tera acontecido? E tirarem de la a bela?

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  6. Na rua dos meus pais durante muito tempo houve vários gatos que eram alimentados pelas pessoas residentes. Há pouco tempo desapareceram quase todos também…

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  7. Só foram esterilizados 6 gatos, todos devolvidos à colónia pela associação uns dias depois. A Beckie e mais alguns tinham ficado para agora, quando a associação retomasse o CED.
    A associação também não sabe o que poderá ter sido. Sabem a informação que quem lá mora vai dando e, neste momento, não havendo gatos, está findo o CED e a intervenção da associação.

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  8. Se ao menos soubesse que estavam vivos, mas noutro lado qualquer. O que custa mais é a incógnita mas, tendo visto um cadáver por lá, acredito que possam haver mais, mesmo dentro do edifício.

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  9. Infelizmente não podemos trazer todos os gatos da rua para casa e infelizmente acontece isto….

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O Rafael gosta de peluches