segunda-feira, 22 de julho de 2019

Notícias da Colónia de Santo André - programa CED

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Sabem quando os nossos filhos vão ao médico e, a determinado momento, os médicos pedem aos pais para saírem, quando é necessário fazer alguns procedimentos, porque sabem que a sua presença ao pé dos filhos vai dificultar mais do que ajudar?


Uma vez, fizeram-me isso, quando tiveram que costurar o dedo à minha filha, porque se eu lá ficasse, ela ia estar fazer um filme. Acho que da minha parte, conseguia aguentar. Já tinha visto pior, quando ela era bebé e lhe tiraram sangue na cabeça, por isso...


 


 


Pois que, com os animais, neste caso, os gatos, acontece o mesmo.


Mas, neste caso, sou eu a primeira a afastar-me!


Sou uma piegas, a quem muitas coisas fazem confusão e, assim, prefiro não ver, nem estar por perto.


 


 


Uma leitora do nosso blog viu, há uns meses, um post sobre a Colónia de Santo André, e quis dar o seu contributo para a esterilização desta colónia.


Antes, já eu tinha tentado entrar em contacto com algumas associações do concelho, mas sem sucesso, porque eram pedidas madrinhas que suportassem os custos.


Desta vez, haveria a possibilidade de ser sinalizada pela Câmara Municipal de Mafra e, quem sabe, ser objecto do programa CED.


Forneci as informações necessárias. A dita leitora do blog fez os contactos e inscrição da colónia. Ficámos a aguardar.


 


 


Confesso que essa decisão de contactar as associações, na altura em que fiz os primeiros contactos, foi feita sob dúvidas e algum egoísmo da minha parte também.


Por um lado, era importante controlar a colónia e evitar as ninhadas constantes. Por outro, tinha receio que os levassem, e deixasse de os ver.


Por um lado, pensava que, se encontrassem uma família que os adoptasse, teriam uma oportunidade de ser felizes. Por outro, questionava-me se não seriam mais felizes ali, na colónia, onde cresceram.


 


 


E foi com essas dúvidas e egoísmo que, quando me contactaram a dizer que iam começar o programa, mais uma vez, hesitei, antes de dar todas as indicações necessárias, marcarmos o dia e me oferecer para estar presente.


Nunca tinha visto, ao vivo, o procedimento de captura dos animais, embora tivesse uma ideia de como funcionava.


Foram colocadas as armadilhas nos locais onde eles costumam comer ou estar, e era preciso esperar que eles fossem aparecendo, e caindo nas armadilhas.


Dificultou o facto de não responderem ao meu chamado, de não virem ter comigo e de não terem horário certo para se alimentar.


No dia antes da captura, deve ser retirada a ração, para que eles tenham fome e seja mais fácil irem até à armadilha, onde os espera alguns petiscos ou ração, que pode funcionar em modo automático, ou manual.


Uma vez dentro da armadilha, esta é coberta com uma manta, e trazida para ao pé da transportadora, também ela coberta, para que, ao abrir a porta da armadilha, o animal entre logo na transportadora, sendo esta colocada no transporte da associação.


E assim se vai repetindo o procedimento, até serem levados para o local onde vão ficar a aguardar a vez de ir a cirurgia e, mais tarde, em recobro, antes da devolução à colónia.


 


 


Ora, este é um procedimento corriqueiro, habitual, que em nada magoa os animais e, no fundo, feito para o bem deles mas...


Só conseguia pensar: este é o local onde se sentem seguros, onde sabem que têm alimento e, agora, sempre que ali forem, vão associar alimentação a captura; como será que eles se devem estar a sentir, ao ficar, de repente, presos numa armadilha e colocados numa transportadora, às escuras, sem saber o que lhes vão fazer?


Estarão assustados? Com medo?


Terei feito o melhor em sujeitá-los a isso, ou sentirão eles que traí a sua confiança?


 


 


Nesse dia, foram capturados 6 gatos, pelo que me disseram depois, entre os quais a Bela e o D. Juan, e o panterinha pequeno.


Ainda falta capturar mais 3 ou 4.


Isto foi no domingo. Não voltei a ter notícias, entretanto.


Fiquei a saber que alguém terá encontrado, não sei bem quando, o corpo de 2 gatos pretos e brancos, pelo que suponho que tenham sido duas das malhadinhas. 


 


 


 

11 comentários:

  1. As capturas são complicadas! E não são para pessoas demasiado sensíveis. O stress que passaram, foi para um bem maior. Não, podias perder uma oportunidade destas. Pensa em quantas vidas vais salvar de todos os perigos existentes na rua!

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  2. À partida, todos eles (adultos) vão voltar para a colónia, e continuarão sujeitos aos perigos da rua, excepto os bebés, que vão deixar de existir, porque, a não ser que venha algum casal, todos estarão esterilizados/ castrados.
    Neste momento estão sobrelotados e, por isso, só recolhem bebés para adopção. Algumas das gatas da colónia estão a amamentar, mas ainda não vimos os bebés.
    Eu nestas coisas, sou muito piegas!

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  3. Acho que foi uma boa opção. A Colônia fica mais reduzida, aumentando o conforto dos residentes.

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  4. A colónia vai ficar controlada! Assim, não nascerão mais bebés. Só aí faz uma grande diferença.
    Às vezes é preciso sangue frio, para evitar um mal maior. As capturas são chatas, mas quando voltarem ao seu território vão novamente descontrair.

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  5. Custa e fica-se com algum peso na consciência, mas se for para bem deles, tudo passa.
    A foto é dos gatos que fala neste post?
    Tantos e lindos, Marta.

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  6. A mim também me faria confusão assistir. Mas tudo se há-de compor. Eles vão ficar melhor depois de esterilizados. Suponho que voltem a confiar nas pessoas e no local.

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  7. Esses gatinhos encontrados mortos, o que terá acontecido? Mas terá alguma coisa a ver com as capturas?

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  8. Boa tarde, se ha gatas a amamentar, so quando deixarem de amamentar, e que sao esterilizadas. O costume e aguardar que eles aparecam. Por volta de um mes ja comecam a explorar o terreno. E por volta dos dois meses e picos sao recolhidos. A alternativa e tentar seguir as maes. Mas requer tempo E paciencia.

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  9. Ola, participo capturas em lisboa, pelo que li do post os gatinhos ja estariam mortos concerteza. As capturas com pessoas experientes nao acontece. Anonimais e uma associacao muito boa para fazer CED.

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O Rafael gosta de peluches