quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Penso. Logo, faço o contrário do que pensei!

Resultado de imagem para gato à espreita


 


Como já aqui referi, a colónia que alimento fica no caminho entre a minha casa e o trabalho, pelo que passo lá várias vezes por dia, e vou vendo se por lá andam, e se já comeram o que lá pus.


Ainda assim, quando chega o final do dia, que com a mudança da hora já é noite, sempre que estou a chegar lá perto, o pensamento é sempre:



Não vou lá espreitar, porque se os gatos lá estiverem, e não tiverem comida, já sei que não vou conseguir ignorar, e vou obrigar-me a ir a casa, e trazer-lhes o jantar. 



Mas, e se estiverem lá, e não tiverem o que comer?


Alguma vez eu conseguiria passar ali sem os ir espreitar?!


Não!
É mais forte que eu!


 


 

6 comentários:

  1. Como te compreendo…
    Durante a minha vida de solteiro o meu gosto por animais era por demais egoísta. Gostava dos meus peixes, e porquê? Ah, e dos animais dos outros. Porque sabia que não os tinha que passear, de levar os cães à rua, ou limpar a caixa da areia dos gatos. A Paula virou do avesso essa minha maneira de ser/pensar. Quando conheci a Paula e a Carlota, tinham elas 4 gatos e uma cadela e como poderás imaginar, para mim foi uma coisa do outro mundo. Mas acabamos por nos afeiçoar de tal maneira àquelas criaturas que a páginas tantas já não podemos passar sem elas. E depois disto vimos aquilo que não víamos (ou que não queríamos ver), os mau tratos, o abandono e a fome e isto não nos passa em claro e realmente é mais forte do que nós.

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  2. É que é mesmo mais forte que nós.
    Não tendo nenhuma obrigação, para mim já é obrigatório ir lá todos os dias e deixar-lhes comida e água.
    E muitas são as vezes (é o que faz morar relativamente perto), em que vou a casa buscar mais comida, volto lá, e regresso novamente a casa, mas com uma sensação boa.
    É difícil olhar para aqueles olhinhos, aquela expressão fixa em nós, à espera de algo, e ignorar

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  3. É um sentimento comum a quem alimenta e cuida dos gatinhos de rua.
    Quem dera que aqui os meus comessem ração, mas habituei-os ao pate... Está a ficar-me caro, mas eles pedem e chega a ser duas ou três vezes ao dia.
    Mas pedem de uma forma tão terna...

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  4. Pelo menos poupamos alguma coisa. Se fossemos assim com os cães, ainda sairia mais caro!
    Ainda me lembro daquela altura em que a Lassie ia lá, e cheguei a comprar comida para cão e para gato.

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  5. Chama-se a isso bom coração

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  6. Se morasse mais longe, não conseguiria, por muita vontade que tivesse.
    Se espreito e não estão lá gatos, é porque já comeram, e fico mais descansada. Mas se os vejo por lá e as caixas estão vazias, já me sinto "obrigada" a ir buscar comida.

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O Rafael gosta de peluches