quarta-feira, 7 de novembro de 2018

as melhoras da Kat

Cinco dias sem comer, depois de ir ao veterinário saber o que fazer, e perante o que contei do seu estado de apatia, a jovem veterinária concordou comigo que seria ciúme quando percebeu que o seu espaço fora "invadido" por um ser pequeno: o meu sobrinho neto.


Aconselhou-me  mudar ambas as comidas, seca e húmida, trouxe uma embalagem pequena de ração rica em perú e uma de comida húmida de salmão.


Não costumo misturar as comidas, tenho um prato para cada uma, passei todo o conteúdo da embalagem da comida húmida para o respectivo pratinho.


A Kat cheirou, cheirou, não lhe tocou.


Pus, então, uma quantidade  razoável de comida seca, no prato.


Cheirou, afastou-se, voltou a cheirar, comeu um pouco.


Voltou para o sofá, deixou-se ficar grande parte do dia, até que à noite comeu mais um pouco.


A comida húmida ficou no prato, não a comeu. Experimentei um pouco de patê que tanto gosta, mas nada.


Rejeitou toda a comida húmida, foi para o lixo.


No sábado, andava atrás de mim, roçava-se nas minhas pernas, queria comer.


Pus um pouco da comida dela, não a que trouxera do veterinário, foi comendo, mas ia para a beira da porta do armário onde guardo os sacos, eu abria-a, ela cheirava um e outro, mas o seu rosto ficava no saco de comida do veterinário.


No mesmo prato pus um pouco de cada uma das rações secas, comia mais uma que outra.


Eu já estava mais tranquila, a Kat dava sinal de melhoras. 


Estava sentada no sofá, no meu lugar que ela ocupara durante os cincos dias de letargia, eis que ela por trás salta para cima dele, aproxima-se de mim, cheira-me, e eu com a maior da rapidez peguei no telemóvel e tirei uma selfie antes que ela fugisse, como é costume quando quero fotografá-la.


De sábado até hoje, a Kat não pára. Felizmente.


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10 comentários:

  1. Tadinha, os gatos são tão sensíveis.

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  2. Olá.
    Possivelmente já percebeu que não vai perder o carinho e o lugar que era só dela.
    São tão inteligentes.

    Beijinhos

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  3. São mesmo.
    Lia algures que alguém teve uma depressão durante vários meses, o gato entrou também em depressão ao ver o seu dono doente.
    Levou tempo a recuperar.

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  4. Eu evito que ela veja o bebé.
    Na altura de Natal, sempre aqui em casa, a família junta-se, ela fica super excitada e nervosa, vai para o cesto com uma manta que tenho em cima da máquina, e ali fica até a pessoas irem embora.
    Por vezes, tenta fazer uma investida, mas com crianças aqui em casa, tenho todo o cuidado com ela e com elas.
    A Kat é muito possessiva e ao mesmo tempo independente.

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  5. A tua Kat é muito possesiva, mas como vais dar a volta á questão?

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  6. Olá! Acabei agora mesmo de descobrir o blog, está maravilhoso! Em primeiro lugar ainda bem que a gatinha está melhor! Cá por casa há 4 gatos, cada um com o seu feitio especial, claro! Aqui há uns meses uma das gatas sofreu uma crise de anorexia, deixou mesmo de comer, andou várias semanas em tratamento, só comia se eu lhe desse à boca e mesmo assim era quase nada. Ao fim desse tempo a veterinária disse que muito provavelmente não haveria nada a fazer porque todo o organismo da bichana acabaria por entrar em falência se ela não recomeçasse a comer, mas que eu podia tentar dar-lhe uma ração natural, sem cereais, à base de legumes e salmão. Ora pois que a gata adorou a dita, recuperou em três tempos, come que nem uma maluca, voltou ao peso normal e agora passa os dias a fazer tropelias pela casa fora. Custa tanto quando eles estão doentes e por mais que tentemos eles não respondem a nada...

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  7. Ainda bem que está a melhorar. Mas que feitiozinho o dela. Coisas de gatos...tem de se ter paciência...

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  8. Fecho a gata num espaço grande ou não levo o bebé onde ela está.
    Quanto ao.comprimido a,dar, viu comprar uma latinha de comida húmida, se ela comer, trituro o comprimido e dou-lho.
    Já a ampola, quando a Sofia,minha sobrinha for lá a casa, ajuda-me, como sempre.

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  9. E queixamo-nos dos filhos, quando não querem tomar medicação.

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O Rafael gosta de peluches