
A propósito desta notícia, pergunto-me se alguma vez seria capaz de clonar uma das minhas gatas?
Qual é mesmo o objectivo da clonagem? Ficar com um gato exactamente igual, quando o original falecer?
Ao que parece, apenas as características físicas serão semelhantes e, mesmo assim, nem sempre. Tudo o resto, seria como ter um qualquer animal novo, podendo apresentar características de personalidade parecidas, ou totalmente diferentes.
A Tica era a nossa menina. Sofremos muito quando ela faleceu, daquela forma estúpida que sabem. Claro que gostaríamos de passar muitos mais anos com ela. Mas, no fim, não seria ela que ali estaria, mas outra gata. E seria muito mais doloroso assistir todos os dias à substituição de alguém que é único e insubstituível, lidar com uma farsa e pactuar com ela, enganando-nos apenas a nós próprios. Seria frustrante esperar que o clone da nossa gata tivesse exactamente o mesmo tipo de comportamento, e ver continuamente essas expectativas defraudadas.
Penso que não seria capaz de fazê-lo, ainda mais com tantos gatos a precisarem de família, por aí.
O que é de cada animal, só a ele pertence, e partirá com ele quando chegar a sua hora. O que o animal partilhou connosco, ninguém nos poderá tirar, e é isso que devemos lembrar.
Clonar um animal, mais do que querer prender num corpo estranho toda a vivência e memórias que temos do nosso animal, é tornarmo-nos prisioneiros do nosso próprio egoísmo.
E por aí, seriam capazes de clonar os vossos gatos?
Não me parece. Adoro o meu gato e sinto tanta falta do outro... mas não o faria. Cada qual a seu tempo (e nós também) por muito que queiramos mais tempo com eles. Preferia, como acabei por fazer, adoptar outro e cair de amores outra vez. :)
ResponderEliminarTambém nós!
ResponderEliminarAdoptámos em dose dupla a Becas e a Amora.
Nem pensar. Gosto de animais únicos e originais.
ResponderEliminarEu vi a notícia da Barbara Streisand no outro dia e pensei logo que nem pensar! Aliás quando o Garfield morreu (era preto), fui adoptar um gatinho branco. Portanto nem pensar!
ResponderEliminarÉ uma questão pertinente!
ResponderEliminarNo momento, quando a Yra faleceu, deixaria-me levar pela emoção e sim seria capaz de clonar a minha companhia de 8 anos, contudo quase dois meses passados e com outro animal adoptado, penso como tu! Existem tantos gatos a precisar de um lar e podemos ser tão felizes com a diferença dos mesmos que agora acredito que tudo na vida tem um ciclo, para quê tenta-lo manipular?!
Amanhã Marta a Kyara voltará...
Beijinho.
A questão é que nunca seria a Yra, nem a Tica, nem qualquer um dos nossos amados felinos. Seria uma fotocópia, por vezes, mal tirada e muito aquém do original.
ResponderEliminarFico à espera das peripécias da Kyara
E acabamos por aprender com as diferenças, e viver experiências novas.
ResponderEliminarQuando a Tica morreu, e andávamos a ver gatos para adoptar, pensámos sempre que não queríamos que fosse parecida com a Tica (tigrada). Vimos uma pretinha, procurámos gatinhas amarelas, mas na altura não havia gatos bebés nas associações. Depois, sonhei com a Tica, e com dois gatos, um preto e branco, e outro amarelo.
ResponderEliminarMas acabámos por ir buscar uma cinzentinha (a Becas) e uma tigrada (a Amora). Não são clones, nem foi propositado, mas quer fisicamente, quer a nível de comportamento, acabamos por encontrar algumas semelhanças com a Tica. No entanto, têm também a sua própria personalidade.
Nunca.
ResponderEliminarQuando um dos meus gatos parte (tenho gatos desde que nasci), adoto quase de imediato outro, não porque o queira substituir - eles são insubstituíveis - mas porque quero enternecer-me com mais um bichano que me alegre os dias e mitigue a dor. Não vou deixar de sentir a falta e a saudade do que partiu, mas a alegria de uma cria em casa é uma coisa fantástica!
E quando digo que não é possível substituí-los, posso usar como exemplo os seis do quintal: cada um tem o seu feitio, são todos diferentes e eu consigo entender algumas nuances da personalidade de cada um.
Uma réplica de um gato que tivesse sido tão amado? Nunca. Eles são tão especiais quanto únicos.
Claro que não.
ResponderEliminarSó se vive uma vez...
Seria egoísmo nosso, acho eu.