sexta-feira, 23 de março de 2018

Custódia partilhada de animais em caso de divórcio

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A propósito desta notícia, ocorreu-me o seguinte pensamento: como se resolverão, em Portugal, as situações dos animais de estimação quando os respectivos donos se divorciam ou separam.


Não falando apenas dos casos em que ambos não conseguem chegar a um consenso, mas também quando estão de acordo e iniciam uma espécie de "guarda partilhada", como se sentirão os animais, e de que forma isso os afectará?


O cenário parece ainda pior, quando a situação envolve gatos, que são animais com uma maior dificuldade de adaptação, de rotinas bem definidas e que, à mínima alteração ou mudança, podem desenvolver quadros de stress, apatia, depressão.


 


A partir do momento em que os donos se separam, haverá uma mudança de casa, de território, de pessoas que frequentam o lar, rotinas, horários e tantas outras coisas.


E, se é verdade, que uma mudança definitiva estranha-se, mas com o tempo acostuma-se, o mesmo não se poderá dizer se o animal viver em constante mudança.


 


Imaginem um gato passar uma semana numa casa, com toda uma rotina e regras estabelecidas nesse lugar e, na semana seguinte, passar noutra, com outra dinâmica à qual se terá que habituar para, quando isso acontecer, voltar a mudar novamente para a primeira, e assim sucessivamente.


E quando existe mais que um animal? Fica cada membro com um, separando assim os companheiros? Ou partilham-se ambos? E em semanas iguais, ou semanas alternadas?


 


Não falo aqui dos casos em que um dos membros fica com os animais, e o outro nunca mais os vê, deixando de ter qualquer contacto com os mesmos, porque parto do princípio que, gostando dos animais, não seriam capazes de o fazer. Mas haverá casos em que isso acontece.


 


Assim, de que forma se poderá atenuar os efeitos que uma separação, definitiva ou não, possa causar a um animal de estimação, nomeadamente, um gato?


 


Advogados, veterinários e seguidores que já tenham ou não passado por uma situação destas, aceitam-se esclarecimentos, testemunhos e opiniões sobre o assunto.


 

4 comentários:

  1. Lá por casa, graças a Deus, que não vejo pelo tema do texto mas, o ir de férias. Sim, o Jonas desde pequeno que é muito agarrado a nós, donos, e desde que ele chegou lá a casa que um dos donos não vai para fora. Agora digo que, por causa do divórcio e custódia partilhada, punha-o com muito stress, os sítios, as tijelas, o sofá e um n.º de coisas que não seria iguais. Anda bem que, o meu Jonas precisa de todos os donos que tem lá em casa.

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  2. Deve ser muito complicado, principalmente com gatos que são animais mais apegados a rotinas e a o seu espaço.
    Uma amiga minha tinha uma gata, que o próprio marido lhe tinha dado. Quando se separou a gata ficou com ela, mas continuavam a falar por causa dela. Certo dia a gata adoenceu e a minha amiga tinha de tomar aquela difícil decisão de acabar com o sofrimento ou a ver definar. Foi das últimas vezes que eies falaram e tomaran a decisão em conjunto...

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  3. Esta questão é muito complexa e requer bom senso dos donos!
    Também, há casos de abandono do animal. :(

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  4. Conheço um casal que se separou, ela ficou com os gatos, penso que eram dois, mas não sei que a reacção tiveram os felinos.
    Complicado, estas situações.
    Falassem eles!

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O Rafael gosta de peluches