
Se tivesse que descrever o que vejo nesta imagem, diria que vejo um gato agradecido.
Agradecido por mais um dia que tem para viver. Por estes raios de sol que lhe aquecem o corpo, e o coração. Por ter sido possível vir até aqui e comer qualquer coisa, depois dos dias chuvosos que não lhe permitiram grandes aventuras.
Agradecido por, mesmo não tendo a sorte de ter um lar e uma família humana que cuide dele, ter um abrigo, onde cresce com a sua família e amigos felinos, com relativa segurança, e alguém humano que vai ajudando a que não lhe falte comida e água, e umas palavras simpáticas, que ele não percebe na totalidade, mas sabe que o são.


Este menino (digo eu, que nunca confirmei), cada vez mais bonito, é o Pompom. Em julho, era apenas um bebé. Hoje, atrevo-me a dizer que assumiu as rédeas da colónia, como acontece com os filhos mais velhos, que seguem as pisadas do pai, e tomam conta e protegem os mais novos dos perigos, e dos estranhos.
Está um gatão que faz qualquer um apaixonar-se por ele, e ter vontade de o levar para casa.

Na mesma colónia, e à semelhança da Oreo, este(a) é um(a) dos protegidos(as) do Pompom, a quem batizámos de Panterinha. Pertence, ao que parece pelo tamanho, a uma das últimas ninhadas, e já se arrisca de vez em quando a sair do portão e aproximar-se da estrada. No entanto, se os humanos se aproximam, corre para dentro, e fica em alerta.

Se os seus olhos falassem, diriam que estava num misto de gratidão pelo que tem, apesar de não ser muito, e com receio pelo que o(a) espera nesta vida selvagem.
Tal como estes dois gatos, também a Oreo, a Bela, a Rapunzel, o Dom Juan, as três Malhadinhas e mais um ou outro que por lá andem, dependem do seu instinto de sobrevivência, deste abrigo que encontraram, e de quem os alimente.
Não é obrigação de ninguém mas, ainda assim, é dever de cada um de nós zelar pela sua vida.
Posso não ter ainda conseguido que uma associação os ajude e assuma o controlo desta colónia. Posso não ter conseguido que eles venham até mim, e percam o medo (embora por vezes já não fujam), nem tão pouco apanhá-los e encaminhá-los para adopção responsável.
Posso não conseguir proporcionar-lhes os cuidados de saúde que deveriam ter.
Mas sei que, se não fosse pela "comida na mesa" que tento levar todos os dias, faça chuva ou sol, como se já fizesse parte da rotina diária da minha vida, e eles fossem responsabilidade minha, sentindo-me mal se não lhes fizer, pelo menos, uma visita diária para verificar se estão todos bem, e têm comida e água à disposição, eles passariam fome, não cresceriam a olhos vistos e não estariam, provavelmente, tendo em conta as condições em que vivem, como estão hoje.
Posso não fazer muito, mas sei que faço alguma diferença. E é por isso que vale sempre a pena ajudar!
Para os ver crescer e, dentro dos possíveis, saudáveis. E saber que contribuímos para tal!
Não faz muito?!?!? Para mim já faz o muito bom. Que engraçados.
ResponderEliminarSabe qual é o mal de querer fazer o bem? É que depois os outros aproveitam-se!
ResponderEliminarQue se ajude estes gatos sem dono, ainda se compreende. Mas mesmo aqueles que têm dono, não nos podem ver chegar, que vão para a nossa porta pedir comida e mimos.
Dizem que "a comida da casa da vizinha é sempre melhor que a da minha", e eles devem achar o mesmo.
Mas vou recusar dar-lhes de comer? Não consigo. E, assim, temos neste momento quatro gatos habituais a comer à nossa porta, e uma cadela, todos com donos. E uma que vai ao quintal da minha mãe, também pedir aquilo que a dona não dá- festinhas, carinho, comidinha.
Até as galinhas do vizinho, já vêm ao nosso quintal!
Marta, para ti pode ser pouco, mas para eles faz toda a diferença!
ResponderEliminarEstão uns gatos lindos.
O Pompom está enorme e lindo.
ResponderEliminarÉ um patriarca, é isso.
O que fazes por eles é tudo para eles. Comidinha não lhe vai faltar, com certeza.
Espero que o inverno não seja mau pra teus afilhados...
E que alguma associação dê algum apoio...