quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Porque vale sempre a pena ajudar!

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Se tivesse que descrever o que vejo nesta imagem, diria que vejo um gato agradecido. 


Agradecido por mais um dia que tem para viver. Por estes raios de sol que lhe aquecem o corpo, e o coração. Por ter sido possível vir até aqui e comer qualquer coisa, depois dos dias chuvosos que não lhe permitiram grandes aventuras.


Agradecido por, mesmo não tendo a sorte de ter um lar e uma família humana que cuide dele, ter um abrigo, onde cresce com a sua família e amigos felinos, com relativa segurança, e alguém humano que vai ajudando a que não lhe falte comida e água, e umas palavras simpáticas, que ele não percebe na totalidade, mas sabe que o são.


 


 


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Este menino (digo eu, que nunca confirmei), cada vez mais bonito, é o Pompom. Em julho, era apenas um bebé. Hoje, atrevo-me a dizer que assumiu as rédeas da colónia, como acontece com os filhos mais velhos, que seguem as pisadas do pai, e tomam conta e protegem os mais novos dos perigos, e dos estranhos. 


Está um gatão que faz qualquer um apaixonar-se por ele, e ter vontade de o levar para casa.


 


 


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Na mesma colónia, e à semelhança da Oreo, este(a) é um(a) dos protegidos(as) do Pompom, a quem batizámos de Panterinha. Pertence, ao que parece pelo tamanho, a uma das últimas ninhadas, e já se arrisca de vez em quando a sair do portão e aproximar-se da estrada. No entanto, se os humanos se aproximam, corre para dentro, e fica em alerta.


 


 


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Se os seus olhos falassem, diriam que estava num misto de gratidão pelo que tem, apesar de não ser muito, e com receio pelo que o(a) espera nesta vida selvagem. 


 


Tal como estes dois gatos, também a Oreo, a Bela, a Rapunzel, o Dom Juan, as três Malhadinhas e mais um ou outro que por lá andem, dependem do seu instinto de sobrevivência, deste abrigo que encontraram, e de quem os alimente.


Não é obrigação de ninguém mas, ainda assim, é dever de cada um de nós zelar pela sua vida. 


Posso não ter ainda conseguido que uma associação os ajude e assuma o controlo desta colónia. Posso não ter conseguido que eles venham até mim, e percam o medo (embora por vezes já não fujam), nem tão pouco apanhá-los e encaminhá-los para adopção responsável.


Posso não conseguir proporcionar-lhes os cuidados de saúde que deveriam ter.


Mas sei que, se não fosse pela "comida na mesa" que tento levar todos os dias, faça chuva ou sol, como se já fizesse parte da rotina diária da minha vida, e eles fossem responsabilidade minha, sentindo-me mal se não lhes fizer, pelo menos, uma visita diária para verificar se estão todos bem, e têm comida e água à disposição, eles passariam fome, não cresceriam a olhos vistos e não estariam, provavelmente, tendo em conta as condições em que vivem, como estão hoje.


 


Posso não fazer muito, mas sei que faço alguma diferença. E é por isso que vale sempre a pena ajudar!


Para os ver crescer e, dentro dos possíveis, saudáveis. E saber que contribuímos para tal!


 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Será que o cheiro mudou?

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O Rafael já está esterilizado. Correu bem. Ainda veio para casa, meio a cambalear, mas agora já está bem. O problema é que o Riscas,  parece não reconhecer o Rafael. O Rafael apenas esteve três horas fora. Sopra-lhe, dá-lhe patadas, trata-o mal. Não conseguem estar juntos.


 


Parece que voltou tudo ao início... Não entendo, esta atitude. Será que vão demorar meses outra vez!? Ainda liguei para a clinica para perguntar, mas já passava das 19h. Alguém imagina ou sabe porque acontece...


 

Humor felino! # 112


 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Uma estante original!


 


Bom dia, amantes felinos!


 


Encontrei este vídeo de uma estante original e acho que os nossos gatos iam adorar!


Um americano inventou esta estante especialmente para o seu gato Stanley  de 4 anos que adoptaram de uma associação que o tinha resgatado da rua.


 



 


A família queria criar uma espaço especial para o seu amigo de quatro patas e pela foto e vídeos, o Stanley aprovou!


 



 A minha Fénix e Puma iam ficar loucos e os vossos?

domingo, 26 de novembro de 2017

A doçura de um gato de rua

O Alone é uma doçura. Ai se eu pudesse era mais um que trazia pra  casa. Quando chego de carro, vou até ao fim da rua, para estacionar virada pra saída. Pois ele já conhece a viatura, ainda eu estou a fazer a manobra e vejo ele a sair do seu lugar pra ir ao meu encontro. Já se roça, já se deixa tocar...


E depois quando entro fica á porta do prédio á espera que lhe dê alguma coisita pra comer.


 


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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O Cantinho da Adopção! #63

Foto de Associação EntreGatos.


 


"Esta pequenota é a Heepy.


Sabemos que, para muitas pessoas, gatinhas com este tipo de pelagem são feias mas, muito sinceramente, não conseguimos ver isso nesta foto. Não o vemos nos olhos lindos da Heepy, nem no seu pequeno nariz. Não o vemos nas suas orelhas arrebitadas, nem na sua pelagem.


O que vemos, sim, e preferiamos não ver, é ainda algum receio. Porque a Heepy já passou por muito, bem mais do que uma gatinha frágil e novinha como ela deveria ter passado. E por isso ela ainda não aprendeu como pode ser bom confiar no ser humano, como pode ser confortável o seu toque.
A melhor forma da Heepy aprender isto é encontrando uma família, uma casa para sempre, uma felicidade até ao último dia da sua vida. Onde anda essa família? Quem se apaixona por esta gatinha tão especial?"


 


 


A Heepy tem cerca de 3 meses, e está a cargo da Associação EntreGatos.


 


Contacto para adopção:
934606567 - Ivone de 2ª a sáb das 14 às 19h (este nº é só para adopções para outro assunto 936171857)
adopcao.entregatos@gmail.com


Os gatinhos da Associação EntreGatos são entregues em casa, 2ª e 6ª ao fim do dia, e sábado de manhã.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quando chove, onde se abrigam os gatos da rua?

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Hoje tem estado vento desde manhã, e os gatinhos que costumo alimentar nem tocaram na comida que lhes deixei, até à hora do almoço. Quando passei lá novamente, uma das caixas com ração tinha desaparecido. Não sei se voou, ou se alguém a levou. A outra ainda lá estava, quase cheia.


 


A Boneca e a Chica apareceram no meu quintal ao almoço, mas não sei se conseguiram comer porque o vento fazia a ração voar, e o pelo delas levantava todo, tornando a missão desagradável.


 


Agora está a chover, e a ração que os gatinhos tinham ficou encharcada e imprópria para consumo, o que vai implicar passar mais umas horas de fome.


E o que acontece a todos os gatos abandonados que andam por aí nas ruas, quando chove? Onde se abrigam? Como podem procurar comida, ou ter a sorte de alguém os alimentar, quando está mau tempo, e nem os humanos saem à rua?


 


O inverno está a chegar, e com ele os dias frios, chuvosos e ventosos. E os gatos da rua não têm propriamente um abrigo para onde possam hibernar, proteger-se e ter provisões para estes meses que serão mais difíceis.


 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Os gatos e os efeites de NATAL

Quando a palavra NATAL sine no nosso cérebro, aparece-nos logo,


uma àrvore repleta de efeitos (sininhos, lacinhos, bolinhas, fitinhas, luzinhas e em volta embrulhos), o presépio com todas as figuras principais, mais a palhinha, a velinha, a estrela…


Para os nossos gatos, não irá ser diferente e assim sendo, para eles a palavra NATAL “mia no cérebrinho” significando: noites em boîtes (as luzinhas a acender e a apagar), rally ballon (bolas da àrvore quando caiem e começam a rolar pelo chão), fazer cúcú aravés da copa da àrvore (sobem a estas para “matar” a curiosidade) e as figurinhas despertam interesse (tocam nestas para terem a certeza se estão vivas ou não pois, podem ser espias). Passam a noite divertidos até que, quando entra pela janela o primeiro raio de sol…úps!!, imediatamente entram pela manta que está no sofá esquecida e ou com intenção para eles ficarem mais quentes, resfatelam-se e pronto o sono chega…não sendo nada com eles.

Quando os gatos ficam com as garras presas

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As garras dos gatos podem ser perigosas para os humanos, mas também consituem perigo para si próprios.


Nem todos os donos cortam as unhas aos seus bichanos, seja porque eles não o permitem, ou porque os próprios donos consideram que não há necessidade.


Há casos, inclusive, em que as garras podem ser uma boa ferramenta e de bastante utilidade, em casos de gatos com limitações, como é o caso da nossa Amora. 


Se não fossem as garras dela, já teria caído muitas vezes, quando tenta saltar para algum lado. São as garras que lhe permitem aventurar-se a seguir os passos da Becas, e subir para sítios mais altos, ou arriscar uma ou outra acrobacia.


 


No entanto, volta e meia, tanto uma como a outra ficam com as unhas presas em qualquer lado, não se conseguem desprender, e começam a ficar nervosas.


Nesses casos, se estivermos por perto, o melhor que temos a fazer é manter a calma - para stressados já bastam eles, o que é difícil, porque os vemos aflitos.


Temos que analisar bem a forma como a unha está presa, e como tentar desprender sem magoar o gato, com o maior cuidado possível. Se um gato já está bravo por causa da situação, e se nós, como nervosismo, quisermos fazer tudo à pressa, podemos piorar a situação.


 


Hoje de manhã, a D. Amora lembrou-se de prender uma unha, nem sei bem onde, porque quando cheguei já ela se tinha libertado. Mas ouvi bem o miar de aflição dela, que se deve ter assustado ainda mais quando a minha filha, que estava com ela, começou a gritar a chamar por mim, também ela nervosa por não conseguir ajudar a gata.


E foi uma sorte eu ter chegado naquele momento, e ter dito à minha filha para ficar quieta porque a Amora, conforme se soltou, começou aos saltos, desnorteada, mesmo na direcção dos pés da minha filha, e por pouco não levou uma pisadela.


 


Quando se esticam para espreguiçar, e ficam com as unhas presas, eu costumo levantá-las na direcção de onde a unha está, para que o corpo não faça peso para baixo, e só então tento desprender. Já se ficam presas às minhas pernas, baixo-me, para que possa ficar ao nível delas, e soltar mais facilmente.


 


Alguém por aí já passou por situações semelhantes, e quer partilhar alguns truques?

Humor felino! # 111


 

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Não se perde um animal... perde-se um membro da família...

"A Poem For Cats


They never leave our memories,


the cats who've shared our lives.


In suptle ways they let us know


their spirit still survives.


Old habits still make us think


we hear a meow at the door.


Or step  back when we drop


a tasty morsel on the floor.


Our feet still go around the place


the food dish used to be,


And, sometimes, coming home at night,


we miss then terribly.


All although time may bring new friends


and a new food dish to fill,


That one place in our hearts


belong to them... and always will"


 


 


 


Na passada quinta-feira à noite, a minha princesinha Bia partiu...


 


Há um ano atrás, tinha acabado de deixar entrar a Ritinha em casa. Contrariada. Com muita resistência, lá deixei que ela viesse para casa. Não só pelo facto de ter outros três. Do receio de que a podiam rejeitar, mas principalmente por... pela morte do meu Matias, o meu gatinho mais velho, de olhos verde esmeralda. Um gatinho maravilhoso que me acompanhou durante quase 18 anos. 


 


Um ano se passou...


E de um dia para o outro tudo descambou. 
Nesta semana que passou, estive de férias. Andava ansiosa por uns dias de merecido descanso e de pôr assuntos em dia. Aqueles que normalmente não temos tempo quando estamos em horário laboral. 


Iam ser umas férias de quase chacha.... mas antes isso do que...


Na sexta-feira, antes do fim de semana do meu dolce fare niente, vendo a barriga da minha gata inchar de forma súbita... como se de um dia para o outro estivesse à espera de bebés... Uma enorme ascite (barriga de água) ocupava-lhe todo o abdómen. Levei-a de urgência ao veterinário. Logo aí e após ser vista, o meu mundo ruiu... O diagnóstico era muito reservado. Havia a suspeita de estarmos a lidar com uma peritonite infecciosa felina ou, na presença de um tumor no fígado. Ficou internada. Qualquer das duas hipóteses era terminal, tal estavam alteradas as suas análises.


Enquanto esteve internada, de sexta à noite a segunda à noite, nada lhe faltou. Com todo o cuidado médico como se de um ser humano se trata-se. Com horários de visita e tudo!


Ansiava pelos momentos em que a ia ver, tanto de manhã, como ao final da tarde. Sempre na esperança de a ver melhor, mas o seu estado ia-se deteriorando.


Na segunda-feira, veio o resultado conclusivo, das citologias e n bateria de análises... tumor com metástases noutros órgãos.


Veio para casa... com os tratamentos paliativos até...


Soro intravenoso, injecções para as dores, para os vómitos, para o fígado... comprimidos para lhe estimular o apetite e... tudo aquilo que ela tivesse vontade de comer. Dar-lhe conforto e o aconchego de casa até ao seu último suspiro...


Ou... até ver que o seu estado se tornava insustentável e a leva-se para adormecer...


Não consegui o fazer. Não sei se o conseguiria fazer... Nem mesmo que pensa-se em o fazer... teria tido tempo para tal...


A Bia... não resistiu...


A um tumor que, aparentemente não deu sinais antes... Nada me indicava o que se passava com ela. Sempre bem disposta, comilona, brincalhona, meiga e.... feliz... Com os seus grandes olhos amendoados sempre prontos para se enroscar no nosso colo.


Até... na quarta-feira, dessa semana, dar com um ligeiro aumento da sua barriga. Ligeiro e uniforme. Bom, não deve ser nada de especial.... pensei eu... Se calhar, foi daquela saqueta de comida nova que ela comeu e lhe vai dar uma volta aos intestinos... Mas não... estava enganada... No dia a seguir a barriga estava maior e na sexta... tive de a levar para ver o que se passava. 


 


Os dias que se seguiram e seguem custam a passar. Cada espaço tem a sua história... a sua memória...


Todos sentimos a sua falta. 


 


Propositadamente.... não colocarei nenhuma foto dela. Não consigo fazê-lo...


 


Quero deixar o meu sincero agradecimento a toda a equipa do Hospital do Gato, em especial à Dra. Ana Cassapo, por todo o cuidado e apoio prestado.


Um Bem Haja!

Déjà vu

Hoje acordei antes do despertador tocar, não sei porque foi mas, entrei naquele dorme, acorda, dorme, acorda e, dentro desses entretantos sonhei ou pensei com o meu falecido gato Tim tim. Era o último dia que ele teve lá em casa. Já estava muito franquinho e nesse dia esperou que eu chegasse a casa para que eu com ele fossemos percorrer todas as divisões da casa...Nisto abri os olhos e tornando a fechar pensei que dia era, pensei e pensei e reparei que hoje faz 3 anos que o Tim tim nos deixou. Esteja onde estiver que esteja bem.

sábado, 18 de novembro de 2017

Um momento muito esperado pela dona

Tenho partilhado aqui no clube, a dificuldade que tem sido a adaptação do Riscas - gato que tenho há cinco anos, com o Rafael, gato que entrou na minha casa em agosto deste ano.


 


Os obstáculos têm sido tantos. O Riscas ficou deprimido, doente. Foi um processo muito difícil. Cheguei a pensar que nunca se iriam dar bem.


 


No entanto, aos poucos, já se vão tolerando. Foi uma grande satisfação, ver o Riscas a lavar as orelhas ao Rafael. Vê-los a partilhar a vista da janela. Estarem os dois comigo no sofá lado a lado.


 


E agora, o momento mais esperado e desejado, pelo menos por mim... os dois a dormirem enroscadinhos.


 


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Um gato de rua chamdo Alone e outros mais

Este bichano continua a andar atrás de mim, desde que lhe dei patê. Fica à porta do meu prédio, a ver quando saio. Até quando chego de carro, ele vai ter comigo à viatura e mia. Mas se lhe dou ração fica chateado e não a come. Exige que lhe dê patê. E por vezes, até leva um amigo...


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Este preto e branco dei o nome de Oreo Ribatejano, já que existe o Oreo de Mafra.


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Também leva este pretinho, o Panterinha...alonne.jpg


Há dois Pardinhos


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Espero que ninguém lhes faça mal, eles apenas pedem comida, não incomodam ninguém. São umas fofurinhas!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O Cantinho da Adopção! #62

Esta gatinha foi encontrada na zona da Quinta da Bela Vista em Vila Nova de Gaia.  Aparentemente está bem tratada, e é muito meiguinha. É certamente uma gatinha de casa que fugiu ou que infelizmente terá sido abandonada.   A pessoa que a acolheu não pode mesmo ficar com ela e se não lhe encontramos um lar rapidamente vai ter de regressar para a rua. Por favor partilhem para que possamos rapidamente encontrar-lhe um lar.


 


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Até lhe encontrarmos um lar definitivo ninguém aqui da zona Norte poderá ser FAT?


 


Infelizmente o meu Pulga nunca permitiria que levasse para casa um gato adulto e tenho uma casa demasiado pequena para poder criar dois espaço distintos ainda que temporariamente... 


 


Por favor partilhem, a quantas mais pessoas chegarmos mais possibilidades temos.


 


Para mais informações: desabafosdamula@hotmail.com ou então por aqui, ou ainda pelo Facebook. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Quer ser parceiro do Clube de Gatos do Sapo?

Foto de Clube de Gatos do Sapo.


 


O Clube de Gatos do Sapo é um blog sobre gatos que pretende, através da sua vertente solidária, ajudar diversas associações de protecção animal.


O Clube tem contado com o apoio dos respectivos membros, mas ambiciona chegar mais longe e, para isso, está à procura de parceiros que queiram embarcar nesta aventura conjunta.


 


É escritor e quer doar um livro? 
É músico e quer oferecer um CD?
Tem uma loja e quer doar alguns produtos?
Faz artesanato e quer oferecer uma peça?


 



Tudo isto e muito mais será bem vindo!


Nós agradecemos, e as associações que vierem a beneficiar das iniciativas também!


 


Contactem-nos através do facebook https://www.facebook.com/clubedegatosdosapo/


ou email clubedegatosdosapo@gmail.com


 


Encomendas felinas!


 


Todos sabemos como os gatos têm uma adoração especial por caixas! 


Nestes casos, esse fascínio poderia ter-lhes custado a vida e valeram, por certo, muitos nervos e preocupação aos donos.


 


Uma gatinha, na Itália passou por um mau momento quando resolveu enfiar-se dentro de uma caixa, onde acabou por adormecer.


O dono da gata, sem saber que ela estava na caixa de papelão, fechou a caixa e enviou-a para o seu destino final – a centenas de quilômetros de distância.


A caixa esteve viagem por quatro dias, e a gata permaneceu no seu interior durante todo esse tempo. Quando a encomenda chegou a Vicenza, os funcionários do correio local ficaram alarmados ao ver uma caixa a mexer e decidiram abri-la, encontrando a gata que, apesar de desidratada, estava melhor do que seria de esperar.


Felizmente, conseguiram identificar o dono que, desesperado à procura da gata que tinha desaparecido, ao saber onde ela estava, dirigiu-se de imediato para o local.


 


 



 


Também em Inglaterra ocorreu uma história semelhante.


Uma gata, de oito anos, estaria a dormir dentro da caixa de cartão quando a dona, Julie Baggott, sem se aperceber da sua presença, fechou a encomenda de DVD's e a enviou pelo correio para um cliente.


Foram oito dias que a gata esteve fechada na caixa, levada pelos serviços de correio de Inglaterra, de uma distância de 418 quilómetros, entre as localidades de Falmouth, na Cornualha, e Worthing, em West Sussex.


O grupo de serviços veterinários ajudou a encontrar os donos de Cupcake através do "microchip" de identificação do animal.


E também esta história teve um final feliz.


 


Mas talvez estas duas gatas tenham ficado um pouco traumatizadas com caixas! Ou então, não!


 


 


 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Novo gatil no Barreiro

Foi inaugurado, no passado domingo, 12 de novembro, o novo gatil do Barreiro, pertencente à associação SOS Bicharada, que celebra os seus 15 anos de existência.


Diz quem lá esteve que é um autêntico hotel 5 estrelas, e que os residentes (cerca de 100), todos para adopção, são muito simpáticos e irresistíveis.


O novo espaço que é composto por 3 secções - uma destinada a enfermaria, uma para os gatos mais jovens e outra para mais graúdos, contando ainda com um armazém de rações e zona de lavandaria.


 


 


Foto de FlashLovers. 


Foto de FlashLovers.


Foto de FlashLovers.


Foto de Silvia Inacio.


 


Foto de Silvia Inacio.


Foto de Silvia Inacio.


Foto de Silvia Inacio.


 


Imagens FlashLovers e Silvia Inacio


 


Fiquem a par das novidades em Sos Bicharada

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Dualidades

Foto de Clube de Gatos do Sapo.


 


Nas pessoas que amam os animais, haverá sempre esta dualidade, entre querer ajudar sempre mais um, e outro, e outro, e a noção de que nem sempre têm condições para tal.

Ração seca vs Ração húmida para gatos: qual é a melhor?

A Marta pediu-me para responder à eterna questão de qual é a melhor: ração seca ou ração húmida. Eu pessoalmente escolho sempre ração seca pelo simples facto de que pelo mesmo preço posso comprar uma ração melhor e não estar a comprar água. 


Também é preciso ter em atenção que nem todas as rações húmidas são alimentos completos. Existem algumas que são mesmo só para "sobremesa" e não contêm todos os nutrientes que o gato precisa! Mas há algumas situações em que a ração húmida é muito útil: gatos bebés, gatos idosos e com dificuldades na mastigação (ex. falta de dentes), gatos doentes ou mais selectos que não ingerem quantidades suficientes de ração seca. Aí utilizo a ração húmida por ser mais fácil de estimular a sua ingestão.


Mas não quero usar só a minha experiência pessoal como referência. Como qualquer pessoa de ciências gosto de fundamentar as minhas opiniões em bases cientificas. Faz parte da natureza humana procurar padrões onde não existem, e por isso o melhor é confiar no método cientifico e nas provas estatísticas.


 


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Vantagens e Desvantagens da Ração Seca e Húmida


 


Mas então vamos ver as vantagens e desvantagens das rações secas e húmidas:


 


Ração seca


Vantagens:



  • Económico e conveniente para o dono;

  • Prazo de validade longo;

  • Pode deixar-se à disposição do animal pois não se estraga facilmente;

  • Ajuda à higiene dental.


Desvantagens:



  • Menos palatável (apetecível) para o gato;

  • Menor digestibilidade (absorção dos nutrientes) em rações secas de baixa qualidade.


 


Ração húmida


Vantagens:



  • Prazo de validade longo quando fechado;

  • Mais palatável, os animais aceitam melhor;

  • Esterilização do conteúdo, maior segurança;

  • Maior ingestão de água;


Desvantagens:



  • Menos económico - são mais caras e contêm mais água;

  • Elevada palatabilidade pode originar obesidade;

  • Pouca duração depois de aberto e necessidade de refrigeração.


 


Por estes motivos, em termos económicos é sempre melhor comprar uma ração seca de qualidade melhor do que comprar ração húmida mais fraca. Até porque muito do peso da ração húmida é água (~70%).


 


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Ração Húmida, Maior Consumo de Água e Prevenção de Doenças


 


 


Mas outra grande questão põe-se com o aumento da ingestão de água e prevenção de doenças. Neste assunto os estudos que existem parecem contraditórios:



When fed the canned food the cats obtained 91 per cent of their total water intake from the diet. In contrast, on the dry food of similar salt content (1.3 per cent DM) 96 per cent of the total water intake was obtained by drinking, but the amount drunk was insufficient to compensate for the low food water. Cats do not adjust in this way and on a dry food take in only half the total water compared with a canned food. This result is in contrast with that of Thrall & Miller (1976) who found no substantial reduction in water turnover for different food types for the cat. Jackson & Tovey (1977) also found that an expanded dry cat food (similar to the one used in this investigation) and a canned food gave virtually identical total water intakes. It is possible however, that the types of diets and environmental conditions contributed to the differences between our results on the findings of these two studies. (Anderson 1982)


Cats during the feeding of either ration did not differ in body water content or turnover. On the basis of total water intake, however, those given the canned ration had significantly greater water intake per gram of dry matter; also, their total water turnover per gram of dry matter was greater. (Seefeldt and Chapman 1979)


Offering water from a fountain led to greater water intake in cats when compared with water offered from a standard bowl. It is important to note that there is only a single study which has shown that urine dilution, produced by feeding a canned diet, has been associated with reduced recurrence of a feline lower urinary tract disease, that being idiopathic cystitis.4 In that study, other causes of lower urinary tract signs were not excluded as causes of recurrence for all cats. (Grant 2010)


Cats fed the 73·3 % moisture diet had a higher total daily fluid intake resulting in a more dilute urine with a lower risk of CaOx when compared with the lower-moisture diets. (Buckley et al. 2011)



 


 


Em geral, parece que as rações húmidas ajudam no consumo de água e o maior consumo de água ajuda a previnir doenças do trato urinário inferior (urolitiase - as "pedras" nos rins). No entanto muitos destes estudos são antigos e a metodologia duvidosa ou pouco descrita. Infelizmente existem poucos estudos recentes sobre este assunto. Ter uma fonte de água também parece ajudar a aumentar o consumo de água.


Para chegar a uma conclusão recorri a um dos meus livros favoritos de nutrição: o Canine and Feline Nutrition: A Resource for Companion Animal Professionals da Linda Case. É um livro actualizado com frequência e escrito por uma especialista. (Infelizmente ainda não tive tempo para acabar de o ler.)


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Aqui encontramos uma explicação para os resultados divergentes entre estudos: a composição da ração tem muita influência no equilibrio da água no gato e muitos dos estudos anteriores não testam rações iguais apenas variando a húmidade.


Comparações seguindo este método não encontram diferenças no volume ou densidade de urina em gatos que comem ração seca comparados com gatos que comem ração húmida.


Os principais fatores envolvidos na produção de volume de urina são a quantidade de gordura, calorias da ração e digestibilidade. Assim, o autor diz:


 



However, the water content of the diet is probably not as important as are caloric density, fat content, and digestibility of the food. As was evident in the previously mentioned study, a poorly digestible canned cat food may not contribute to increased urine volume if large amounts of water are excreted in the feces. Conversely, the consuption of a cat food (canned or dry) that is energy dense and highly digestible will resul in a lower total DM [Dry Mass] intake. This decrease will be accompanied by decreased fecal volume and fecal water and increased urinary volume.



 


Então qual é a conclusão? O que interessa é a qualidade da ração e não o conteúdo em húmidade. Uma ração de boa qualidade produz menos fezes e por isso menos água é retida com as fezes, podendo ser excretada pelos rins - formando uma urina menos concentrada e reduzindo o risco da formação de pedras.


 


Assim é indiferente se é usada uma ração húmida ou ração seca desde que se use uma ração de boa qualidade.


 


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Então como é que os donos podem avaliar a qualidade da ração?


 


É uma questão muito difícil de responder. A informação que vem no pacote é de pouca utilidade ao dono (e mesmo ao médico veterinário) para avaliação da qualidade da ração.


A qualidade da ração depende muito dos ingredientes utilizados. Uma ração de melhor qualidade terá ingredientes melhor (ex. mais à base de carne) e menor "enchimento" à base de fibras ou outros ingredientes não absorvidos pelo animal. 


Aqui podiamos pensar que ler a lista de ingredientes seria util para a escolha. É verdade que os ingredientes estão organizados por ordem da quantidade utilizada. No entanto, isto não considera a húmidade intrinseca dos alimentos. Um exemplo fácil é a utilização de carnes frescas vs farinhas de carne. A carne fresca contém muita húmidade, pesa mais e por isso facilmente é colocada como primeiro ingrediente. Mas na verdade pouco vai restar da carne fresca quando removermos a húmidade. Já se utilizarmos farinha de carne poderá não aparecer em primeiro lugar.


Por isso a lista de ingredientes poderá induzir o dono em erro. O que é que eu recomendo e uso na escolha das rações? Olhar sempre para a porção recomendada por dia e comparar esta entre marcas. Uma porção menor por dia significa que os ingredientes são de melhor qualidade - uma vez que o gato tem que comer menos para satisfazer as suas necessidades. E porções menores também significam que o saco de ração vai durar mais.


Em principio, a porção menor significa que maior digestibilidade e menor produção de fezes - o que vai de acordo com o que vimos para o aumento do consumo de água e produção de urina diluída. Por isso a conclusão é usar rações de boa qualidade dentro da gama que o dono pode comprar, independentemente de ser ração seca ou húmida.


Por estes motivos, eu vou continuar a comprar ração seca de qualidade melhor em vez de gastar esse dinheiro em ração húmida de qualidade inferior.


 


 


 

Seminário sobre Geriatria nos animais de estimação

Foto de Hospital Veterinário do Atlântico.


 


Gostariam de saber mais sobre os cuidados a ter com os vossos amigos “séniories”?!


Dia 25 de Novembro, a equipa do Hospital Veterinário do Atlântico, em Mafra, irá realizar um seminário, onde poderão aprender mais sobre como dar a melhor qualidade de vida aos amigos de 4 patas.


 


Inscrevam-se já, através do email - info@hvatlantico.pt ou do telefone - 261 810 060.


A inscrição é gratuita.

O Rafael gosta de peluches