
Desde sempre que nós, humanos, nos apelidamos, relativamente aos animais que estão a nosso cargo e dos quais cuidamos, como seus donos. Era algo tão natural e tão espontâneo, que nem questionávamos.
Nesse tempo, ainda os animais eram vistos como coisas, e daí também ninguém se importar com a forma como tratávamos os animais, e a forma como nos víamos em relação a eles.
Hoje em dia, com tantas lutas por um novo estatuto do animal, e por melhores condições e protecção aos animais de estimação, a palavra "dono" começa a ser mal vista, e a provocar mal estar entre alguns defensores de animais.
Pois eu confesso que continuo a dizer que sou a "dona" das minhas bichanas, e não pretendo mudar. E não mudo, porque não o faço com a conotação negativa que lhe querem dar.
Defender os animais e os seus direitos, acho bem. Mas sem cair em exageros. A maldade, muitas vezes, está nos olhos de quem a vê.
Sou a sua dona, tal como elas são minhas donas! Pertencem-me, tal como eu lhes pertenço a elas. Numa relação de amor, carinho, amizade, lealdade...Não no sentido de propriedade, de que lhes posso fazer o que quero porque são minhas.
Não condeno quem prefere apelidar-se de cuidador, tutor, ou até pai/mãe. Mas não condenem, da mesma forma, quem prefere apelidar-se de dono.
E por aí, como se vêem em relação aos vossos animais?
Eu penso da mesma maneira, sou a dona da Fénix e do Puma e de modo algum penso no sentido negativo, tanto que trata a Fénix como gatinha linda e o Puma como meu gatinho lindo, são os meus pestinhas lindos!
ResponderEliminarEu muitas vezes, quando elas miam, pergunto "o que se passa meu amor?"!
ResponderEliminarOutras vezes, vou a correr atrás da Amora, e digo "Sô Dona Amora, venha cá à sua dona!"
Na brincadeira, digo ao meu marido que é pai de duas gatas, mas dizer "Becas, anda cá à mãe", não me soa. E classificar-me como cuidadora, ou tutora, parece forçado.
Anda cá a tutora?! Fica horrível, isso sim parece frio..
ResponderEliminarAhahahaha!
ResponderEliminarAdorei esta sua expressão " Becas, anda cá à mãe".
Eu sou a dona da Kat, converso muito com ela mas trato-a como gata, como animal de estimação: "ó minha gata , ó minha paixão". Quando ela está sossegada sai-me esta de " minha paixão".
De facto, Sofia.
ResponderEliminarAté porque é uma palavra grande, não soa.
Costumo chamar à minha gata Sushi de "minha bebé", mas ela tem um feitiozinho que acho que ela é que é a dona..
ResponderEliminarTambém não acho a palavra dona como sentimento de posse.
ResponderEliminarAté uso em sentido de família.
Até costumamos dizer que o Riscas é o dono da casa...
No Brasil usam muito a expressão pai de gato ou mãe de gato...
Nunca tinha, confesso, pensado nisto. Quero dizer sobre este tema que há dono(a)s e dono(a)s. Algumas coisas que pela escrita não se é nada mas, esse tudo pela atitude e pela ação. Eu acho que pela personalidade dos (nossos) gatos não existe a palavra "dona". Eu sinto-me mãe do Jonas, talvez seja uma parvoíce dizer isto para algumas pessoas mas, para elas sou a orientadora e não dona.
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