quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A chegada de um novo membro à família

Resultado de imagem para adoção de dois gatos


 


Aqui no Clube, apesar das dificuldades iniciais, os casos em que existem dois felinos a cohabitar no mesmo espaço, tendo um chegado ao lar mais tarde que o outro, são de sucesso!


E é assim, na maioria das vezes.


Mas, atenção...


É preciso estar ciente de que o contrário também pode acontecer, e que o animal que temos em casa pode, não só não aceitar a nova companhia, como isso essa nova situação ter implicações na sua saúde.


 


Em algumas campanhas de adopção a que tenho ido, dizem-me sempre, quando mostro relutância em adoptar um novo gato, ou cão "ah e tal, eles acabam por se habituar, eu também tenho cães e gatos, e dão-se bem".


Pode até ser, mas também pode não ser. 


Porque não ser honesto e dizer "de uma forma geral e, com tempo e paciência, as coisas costumam correr bem, mas não podemos garantir"?


Porque não dizer "depende muito de animal para animal" ou, no caso dos cães,  "não sabemos, porque nunca esteve junto com gatos"?   


É que falar é muito fácil e, com tantos animais para adopção, se se puder "despachar" uns quantos, melhor, para dar lugar aos outros que precisam.


Mas quem adopta é que fica com a experiência em mãos, sem saber ao que vai, e como irá correr.


 


Sim, continuo a achar que, se for possível, devemos adoptar mais do que um gato, ou gatos e cães, porque há exemplos desses, em que ambas as espécies se dão bem.


Mas é preciso estar ciente que as coisas podem não correr bem. Que, por ciúmes, o animal mais antigo pode não aceitar a presença do novo. Que pode mudar o seu comportamento, tornando-se mais agressivo, não só para o novo animal como também para os donos. Que pode, até, entrar em depressão, e ter que andar a tomar medicamentos para diminuir o stress e agitação, ou antidepressivos.


 


E não é isso, de certeza, o que se deseja para o animal que já temos, nem para o que levámos para casa. 


Em alguns casos, temos que aceitar que não vale a pena forçar. Que há animais que preferem viver sozinhos, tal como há aqueles que se sentem melhor com companhia.


 


 

2 comentários:

  1. Como sabem eu passei por esta experiencia recentemente. Tinha o Riscas há quase 5 anos, quando trouxe o Rafael e foi muito complicado. O Riscas não o aceitou, entrou em depressão, ficou doente, teve três dias sem comer, sem dormir. Teve uma úlcera no olho, um galo na cabeça...
    Depois foi o dono grande que ficou cheio de alergias, não porquê, não sei como pode uma pessoa ser alérgica a um gato e não ser a outro.
    Mas, cerca de dois meses depois, já se dão mais-ou-menos bem, já dormem próximos, o Riscas já lava as orelhas ao Rafael. Ainda se pegam á patatada.
    O Rafael é um gatinho muito meigo comigo eu gosto imenso dele, mas sei que com a vinda dele, provoquei sofrimento no outro gato. Eu achava que o processo ia correr melhor, tinha uma ideia muito "romântica" da coisa, não fazia ideia dos obstáculos que ia encontrar...
    O problema não foi só o Riscas estar habituado a estar sozinho, mas talvez também, pela diferença de idade entre eles, enquanto um só quer brincadeira e folia, o outro só quer paz e descanso...
    Depois deste processo todo não estou arrependida, mas se soubesse antes de como ia ser, não o faria, pelo bem estar do Riscas e pela saúde do marido...

    ResponderEliminar
  2. O caso que me inspirou a escrever este post é o de uma pessoa que conheço, que tinha uma gata há já uns anos. Entretanto, agora, foi buscar outra, mas penso que está uma na casa da mãe, e outra na dela. Não vivem juntas, estando apenas próximas por pequenos períodos, mas a gata antiga virou uma fera, e em consulta veterinária disseram que pode estar com depressão. Se não adiantar aquele ambientador calmante, tem mesmo que passar a comprimidos, durante um mês, e será mais um stress, para os administrar.

    ResponderEliminar

O Rafael gosta de peluches