terça-feira, 5 de setembro de 2017

O estrabismo nos gatos

Foto de Clube de Gatos do Sapo.


 


No outro dia, na brincadeira, apelidei o Pompom (branquinho) de gato estrábico, por parecer que estava a entortar os olhos.


Ontem, também me pareceu fazer o mesmo, e fui pesquisar se existiriam, de facto, gatos estrábicos.


 


A resposta é: Sim, o estrabismo em gatos existe!


 


O estrabismo, ou também conhecido como desvio ocular, é uma situação bastante comum de ser encontrada em gatos não estando, por norma, relacionado com nenhuma patologia (doença), embora seja necessário descartar essa possibilidade.


O estrabismo não é algo somente estético.


"Esse desalinhamento dos olhos pode afetar a percepção de profundidade do animal. Pode haver, no olho estrábico, alteração na acuidade visual, ou seja, o gato não vê com nitidez ou, em alguns casos, acuidade zero (cegueira total)."


As raças mais predispostas ao aparecimento de estrabismo são: Siamês, Persa, Angorá e Red Point, entre outras. Relativamente aos siameses, estes felinos trazem essa alteração geneticamente, por isso não há forma de prevenir. 


 


Tipos de estrabismo


Existem dois tipos principais de estrabismo: O convergente e o divergente.


O estrabismo convergente, caracterizado pelo olhar cruzado (o animal olha em direcção ao nariz), é o mais comum nos gatos. 


 


Tratamento



O tratamento cirúrgico do estrabismo, na maioria das vezes, não é feito. Nos animais, é bastante raro profissionais executarem cirurgias por questões meramente estéticas. Nos casos em que a alteração tem outra origem, por exemplo, a neurológica, são recomendadas terapias específicas pelo médico veterinário responsável pelo caso.


 


Prevenção


A prevenção consiste em não cruzar gatos estrábicos para que o gene não seja passado para os filhotes.


 


Acompanhamento


É importante que todos os animais estrábicos sejam avaliados por um oftalmologista veterinário. Os animais, assim como os humanos, necessitam sempre de uma avaliação de um profissional da área médica.


 


 


Fontes:


http://portaldocat.com.br/


https://www.peritoanimal.com.br


 



 

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