sábado, 2 de setembro de 2017

A decisão mais acertada?

Foto de Marta E André Ferreira.


 


Ontem saímos para ir ver o espectáculo de videomapping no centro de Mafra.


Antes, o meu marido teve que passar pelo hospital, e de seguida fomos à farmácia. Já nos despachámos tarde, Mafra estava cheia e tivemos que procurar estacionanamento longe do centro.


Eu não estava com muita vontade de ir, mas o meu marido queria ver como era o espectáculo e, depois de falar à minha filha, também ela queria ir.


Estacionámos num parque novo e, quando estamos a chegar, o espectáculo acaba! Desilusão. Vemos um mar de gente a dirigir-se para o estacionamento e digo ao meu marido "vem já, senão apanhamos com esta gente toda".


 


E é quando estamos a ir de volta para o carro que nos deparamos com esta gata. 


Miava, talvez com fome, talvez assustada, talvez perdida...


Tinha a ponta da orelha ferida e já a formar crosta. 


Muito meiguinha, veio logo quando a chamámos, e só queria mimos e festinhas.


Está gordinha, o que nos leva a crer que alguém a alimenta.


 


O meu marido queria levá-la ao veterinário. Mas, lembrei-o, não temos dinheiro para isso neste momento.


A minha filha queria levá-la para casa. Mas não poderia arriscar juntá-la às nossas gatas, sem saber como está de saúde e, lá está, não temos dinheiro para isso.


Pensei em levá-la para a nossa rua, mas não faço ideia se a gata estava perdida, ou se está habituada a estar ali, e não fazia sentido estar a tirá-la de um local que conhece, para trazê-la para uma rua estranha, só para estar mais perto e poder alimentá-la.


 


Ainda ficámos lá bastante tempo, enquanto esperávamos que os carros saíssem do estacionamento, eu e a minha filha sentadas no passeio, e a gata deitada ao pé de nós. Só não gostava muito quando a tentávamos pegar ao colo.


 


Sem nada que pudessemos fazer, a não ser partilhar, ela acabou por ir à sua vida, e nós à nossa, rumo a casa.


 


Terá sido a decisão mais acertada?


 



 

3 comentários:

  1. Imagino como deve ter custado essa decisão , mas não conseguimos ajudar todos, e vamos continuar ver situações destas muitas mais vezes!

    ResponderEliminar
  2. Sei que foi uma decisão difícil, pois há uns anos passamos pelo mesmo (ainda não tínhamos os nosso gatos).
    Encontramos uma gata branca muito meiga e deduzimos que estaria abandonda, pois o local onde estava indicava isso mesmo.
    Era noite e só quando chegámos a casa é que vimos que tinha um problema num ouvido. Deduzimos que seria grave.
    No dia seguinte fomos ao veterinário e confirmou-nos que a tinham abandonado, pois já lá tinham ido com ela e o diagnostico era que não havia nada a fazer. Tinha um tumor num ouvido já em estado muito avançado. Ora a dona achou que era melhor abandona-la.
    Acabámos por ter de ser nós mandar abate-la. Fomos ao veterinário da Câmara Municipal, para não termos de pagar no veterinário (foi ele próprio que aconselhou).
    Calhou ao Miguel e ainda hoje diz que fui a experiência mais traumatizante que viveu.
    Já foi mesmo há muitos anos e na altura os veterinários não pediam os dados às pessoas, logo não foi possivel identificar o dono. Actualmente isso já não acontecia.
    Esse gatinho que vocês encontraram sofria do mesmo mal que o Snoo. Portanto caso o levassem entrariam em grandes despesas. Certamente nao se livrariam da amputação da orelhita.

    ResponderEliminar
  3. Custa tomar decisões quando se trata de animais , mas provavelmente, foi melhor .

    ResponderEliminar

Feliz Páscoa