sexta-feira, 21 de julho de 2017

Altruísmo versus egoísmo

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Há já algum tempo que andava com a ideia de contactar uma associação que cuida dos animais de rua, e suas colónias, para ver o que se podia fazer com aquelas gatas e gatos que costumo alimentar a caminho de casa.


Disseram-me, há uns meses, que seria preciso enviar uma candidatura, ter padrinhos que custeassem as esterilizações, e ajuda dos cuidadores para conseguir apanhá-los.


Desde então tenho estado na dúvida se enviava ou não a dita candidatura.


 


 


Por um lado, não fazendo nada, a não ser dar-lhes comida e água, estou a deixar que eles se reproduzam, e daqui a pouco não são apenas 8, mas muitos mais. Se não fizer nada, estou a deixá-los entregues a si mesmos, e à boa vontade das pessoas que têm ajudado até agora, sem quaisquer outros cuidados.


Poder sinalizar a colónia, e haver quem os vá vigiando e não lhes deixe faltar o essencial, é querer o bem deles.


 


Mas, por outro lado, dou por mim a pensar se os gatos não querem, simplesmente, que os deixemos em paz, a viver a sua vidinha como sempre o fizeram. Dou por mim a pensar se, depois, não vão retirar os gatinhos bebés às mães, para adopção, e restituir estas à colónia, sozinhas. Que direito tenho eu de lhes fazer isso?


E, confesso, gosto tanto de ver todos ali sempre que passo, de ver a cumplicidade entre mães e filhos, e restantes gatos, como se fossem um clã unido, que iria sentir muito a falta deles, se os tirassem dali. E aqui, sim, estou a ser egoísta.


 


De qualquer forma, nenhuma mãe deveria ser privada dos seus filhotes. Por muito bonito que seja adoptarmos gatinhos bebés e seja assim que funciona, sendo os gatos separados das mães logo que podem, para encontrarem nos humanos as suas famílias, o que sentem as mães gatas quando vêem que todos os seus filhotes partiram?


 


Assim, voltamos ao ponto de partida. A única forma de isso não acontecer, é as gatas não terem filhos. Para isso, é preciso esterilizá-las. E, para isso, é preciso sinalizar a colónia.


É por isso que ando aqui nesta ambiguidade, entre o que será mais correcto fazer, o que devo fazer, e o que o o coração me diz para fazer.


Qual a melhor decisão? 


 


Para já, enviei a candidatura. O resto logo se verá...


 


 

5 comentários:

  1. É uma situação complicada...
    Mas se o tempo passar e nada acontecer... e para uma medida preventiva... consegues que as gatas tomem a pílula? Sei que não é o procedimento correcto, mas como estão em liberdade e para prevenir novos bebés... até à sua esterilização...
    Porque agora, os bebés ainda estão dependentes da mãe, mas daqui a poucos meses... ela já estará novamente com o cio e os gatinhos estarão à sua sorte...

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  2. Só misturando na comida, e esperar que sejam as gatas a tomá-la, e não os machos!
    Eles não comem quando estão pessoas por perto, não se chegam perto, e tenho um portão trancado a cadeado a separar-nos.

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  3. Aaaahhhh assim é complicado...
    Com um pouco de carne picada a envolver o comprimido a toma é certa. Mas para isso tinhas de conseguir ganhar-lhes a confiança. E teres disponibilidade para isso... Vai experimentando, quando por lá passares, falar com eles, dar-lhes um nome e olhares nos olhos... para que comecem a te reconhecer e associarem-te a "fornecedora de comida". Aos poucos pode ser que consigas estar mais perto. Agora com os gatos pequenos é natural que a mãe se afaste por receio...

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  4. É um tema realmente complexo...espero que corra bem!

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  5. Pois é realmente uma decisão difícil de tomar. Mas será que o pessoal das associações, habituado a estas situações, não vai ter em conta, o facto de os bebés precisarem das mães até uma determinada idade?
    Se eles são felizes na sua colonia, porque que não deixá-los lá, e apenas esteriliza-los...

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O Rafael gosta de peluches