
Como o próprio nome indica, são famílias que acolhem temporariamente os animais, até que encontrem um lar definitivo.
Para muitas associações, que não têm um espaço físico, um abrigo onde ter os animais, esta é a solução encontrada para que os mesmos possam ser recolhidos da rua, e tenham todos os cuidados e atenção, até ao momento da partida.
Se não fossem as FAT's, a maioria das associações não conseguiria levar a cabo todo o trabalho com o resgate, acolhimento, tratamento e processo de adopção dos animais.
Agora, pergunto eu: quanto tempo deve um animal ficar numa família de acolhimento temporário? E se ninguém adoptar um determinado animal, ele fica a viver permamentemente com a FAT?
No que diz respeito aos animais que são acolhidos nestas famílias, e que ficam com elas meses ou até anos, não se até que ponto eles próprios não criam laços com os seus cuidadores, e até que ponto será benéfico ou não retirá-los depois, para irem para outras famílias, desta vez definitivas (ou assim se espera)
Mas sei que, como diz António Manuel, da direcção da Miacis - Protecção e Integração Animal:
"Ser Família de Acolhimento Temporário é uma “missão” para a qual nem todos têm capacidade. Eu faço tudo, ajudo de todas as formas, mas FAT não consigo ser. Se um animal entra em minha casa já não consigo que saia.”.
Pois é exatamente isso que eu sinto que aconteceria comigo. Ficaria tão ligada aos meus meninos, que não iria conseguir deixá-los partir!
“É preciso muita disponibilidade. E um altruísmo gigante. Até porque quando pedimos ajuda não sabemos se o animal vai demorar dois dias, duas semanas ou dois anos a encontrar um dono.”
De acordo com Manuela Melo, o maior drama são mesmo as despedidas. Lembra-se perfeitamente do primeiro gato que deu, um preto e branco:
“Fui o caminho todo a chorar. A senhora a dizer que ia tratá-lo muito bem e eu chorava e chorava. Agora, mais mentalizada para esse dia, já não saio tão lavada em lágrimas."
Para Luísa Rocha, a escolha de ser Família de Acolhimento Temporário não é uma escolha racional:
“É pensar com o coração e gostar deles em dobro.”
Quem é que, por aí, já foi ou é FAT, e quer partilhar a sua opinião ou experiência com o Clube?
Queremos também saber o que pensam os nossos seguidores, sobre as famílias de acolhimento temporário para animais.
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Como já contei, fui FAT de uma gatinha que tinha sido espancada pelo dono e abandonada na rua, quando vi no Projecto a história dela, disponibilizei logo, sem pedirem e sei que fiz a diferença.
ResponderEliminarTive, noites sem dormir pois ela miava alto ás tantas da madrugada, estranhou-me os estores, mas ao fim de umas semanas, já brinca com a Fénix, que puxava por ela, até com uma bolinha começou a brincar.
O Puma, foi o segundo gato que fui FAT, após vários meses em minha casa, visitas marcadas e que não apareciam, tomei a decisão e adoptei-o, no fundo ele já tinha escolhido a sua casa, mal lá entrou...
“É preciso muita disponibilidade. E um altruísmo gigante..."
ResponderEliminarA Sofia, minha sobrinha, foi FAT duas vezes de dois gatinhos acabados de nascer.
O altruísmo é gigante, sim. Ela quase não dormis para ver a temperatura dos gatos, preparar-lhes e dar-lhes o biberão, estimulá-los para fazerem as suas necessidades, levá-los no dia certo ao veterinário, daí a disponibilidade, também.
O primeiro gato, o Mickey, acabou por o adoptar, tem agora 9 meses é um malandro mas lindo gato.
O segundo gato, cuidou dele cerca de 2 meses e se ela não tivesse viagem marcada para o Brasil, acho que iria rogar à mãe para ficar com este, também.
Assim, uma colega, penso que da Abra, levou-o para sua casa, continuou o trabalho dela e adoptou-o.
Na 5ª feira passada, o gato foi passar o dia com a Sofia. Pelo que me disse, ele está bem, morde muito, é muito malandro.
Penso que ser FAT é interessante, mas quando os gatos são recém-nascidos a dedicação é demais, acredito que é muito difícil deixá-los.
Eu não era capaz, pois ia logo afeiçoar-me e depois não ia conseguir me separar do animal...
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