sexta-feira, 31 de março de 2017

Quem compra animais de estimação é má pessoa?

Foto de IRA - Intervenção e Resgate Animal.


 


A cadeia de hipermercados El Corte Inglés lançou uma campanha de financiamento, para compra de animais de estimação, que permitia aos titulares do cartão de crédito do estabelecimento comprar animais, em valores superiores a 200 euros, oferecendo a possibilidade de pagamento até 12 meses sem juros. A campanha aplicava-se unicamente à aquisição de animais de estimação e não de produtos para animais.


Depois de várias críticas e da polémica que esta campanha originou, a mesma foi cancelada.


Entre as críticas, a cadeia foi acusada de,com este tipo de iniciativa, facilitar o “abandono de animais” e diminuir o número de adopções daqueles que se encontram em canis municipais e associações, facilitando ainda a aquisição irresponsável e indo contra a legislação, pela qual os animais deixam de ser "coisas".


 


 


Ora, aqui no Clube incentivamos a adopção de animais de estimação, nomeadamente, dos gatos. Penso até que todos os membros felinos do clube foram adoptados.


E, pessoalmente, causa-me alguma confusão fazerem da venda de animais um negócio, e pedirem, por vezes, centenas de euros por cada um deles.


Porque é que, por norma, são os animais de raças mais conhecidas e prestigiadas, que são vendidos? O que têm eles a mais, que os denominados "rafeiros" não tenham. Porque não podem estes animais considerados de "classe" ser doados como os outros? 


 


  


No entanto, poder-se-á dizer que uma pessoa que compra um animal de estimação, é uma má pessoa? E que será, automaticamente, um mau dono? 


É certo que, se não houver ninguém a comprar, não haverá quem consiga vender, e o negócio acaba. Logo, pode-se dizer que é o facto de haver sempre pessoas interessadas em determinados animais e raças, e dispostas a pagar, que fomentam este negócio, Mas não será a principal responsabilidade (neste caso, irresponsabilidade) de quem cria e coloca animais à venda? 


 


 


Poder-se-á culpar uma pessoa que tenha um preferência por determinada espécie, por não encontrar a mesma para adopção, e ter que pagar para poder ter o animal que mais gosta? Poder-se-á culpar essa pessoa, por preterir um animal de estimação que esteja para adopção, porque não é aquele que procurava?


 


 


Deixem aqui as vossas opiniões.


 


 


 


 

18 comentários:

  1. Um bom tema, Marta.
    Eu não consigo entender por que vendem animais.
    As vezes que entro numa loja de animais e os vejo fechados à espera que os comprem, é inconcebível.
    Mas não crítico quem os compra e como diz a Marta, quem os cria e os põe à venda.
    Costumo ir à praia onde passava as minhas férias desde criança, para dar um passeio, gozar o mar, e descobri há cerca de 2 anos um loja de animais.
    Encontrei a areia que gosto, e a ração que o dono da loja me aconselhou para a Kat, passei a lá ir.
    A última vez que fui, cerca de um mês, tinha uns cães lindos para venda.
    Perguntou-me se queria levar um.
    Disse-lhe que não compro animais e sou contra a venda e, além disso, tenho a gata.
    Beijinho

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  2. Desconhecia, a campanha do Elcorte e acho revoltante, uma superficie adoptar esta campanhas, se fosse em produtos para animais tudo bem!
    É sempre, preferível uma adopação, mas se uma pessoa quer uma determinada raça e não encontra, mas vai lhe dar todo o amor e carinho, quem sou eu para condenar...

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  3. Ao comprar de raça as pessoas sabem como é o aspecto e personalidade do cão em adulto. Compreendo que gostem de certas raças e os comprem. Os criadores têm despesas com a ninhada, como acompanhamento da gestação, inseminação artificial (em alguns casos), rações premium para a mãe e para os bebés, etc., logo devem ser compensados.

    Não condeno quem compra animais de raça. No entanto, não me vejo a gastar dinheiro num cão ou gato se posso ter um igualmente bonito e carinhoso adoptando.

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  4. Uma das minhas irmãs que pensava se avançasse para ter um cão seria por "adopçã0" foi conquistada por um cachorrinho que se encontrava à venda num Centro Comercial - passava por lá e via-o, desceram o preço porque não estavam a conseguir vendê-lo e aí ela não resistiu...

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  5. Há uma raça que me deixa doida: os bengali. A sério. E nunca vou ter um, porque NUNCA seria capaz de comprar um animal, quando há tantos à espera de ser adotados ou resgatados.

    No entanto, uma pessoa que compra um animal não vai ser um mau dono - quanto mais não seja para proteger o investimento. Se lhe será mais facil abandonar precisamente porque pagou? Isso depende da pessoa que for. Há energúmenos com e sem dinheiro.

    Eu pessoalmente não compraria jamais. Mas isso sou eu...

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  6. Bem, não creio que as pessoas que comprem animais sejam más pessoas. Por vezes o que os leva a fazer isso, além de terem dinheiro para o fazer, também ouvi dizer que as raças tem características especiais, por exemplo saberem que os cães de uma determinada raça, são amigáveis, calmos e assim, e também outras raças que sabem que os cães são ferozes...

    Aqui há uns tempos fui a uma feira de animais, em santarém no cnema, e havia lá uma gato persa amarelo enjaulado, custava acho eu 400 euros. Era lindo, mas tinha uma lágrima num dos olhos e tinha um ar muito triste... acho que deu vontade de o salvar daquela situação...
    Todos eles precisam de carinho. Claro que com tantos animais a precisarem de um lar, comprar um...não parece nada bem... mas enfim

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  7. Infelizmente, há quem compre um animal à semelhança do smartphone. Projetam a posição social, que tantas vezes é irreal, ao que vaidosamente apresentam. E apresentam até se cansarem...

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  8. Eu se tivesse neste momento 550 euros comprava um gato que está enfiado numa loja de animais há mais de uma semana com ar super triste porque venderam os irmão e ele ali ficou. É tão fofinho e mia quando vê as pessoas

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  9. A mim o que me faz mais confusão é quem vende os animais.
    Quem os adquire com o propósito de procriar para negócio.
    Se eu tenho uma gata ou cadela de uma determinada raça que teve crias, porque não dar essas crias?
    Se formos ver bem, nas associações, a grande maioria dos animais são de raça indefinida. Até nos anúncios de gatos para dar, os de raça indefinida são doados, os de raça mais conhecida, são vendidos a preços exorbitantes.
    Felizmente, prefiro os ditos "gatos rafeiros".
    Beijinhos

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  10. É difícil condenar uma pessoa que compra um animal porque, simplesmente, não os consegue de forma gratuita, e se for apenas uma questão de gostar de uma determinada raça.
    Pior é quando compram para negócio.

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  11. A questão que coloco é: é preciso haver criadores para manter a espécie? Ou é tudo um negócio?
    Se uma pessoa tem uma cadela, ou gata, e a mesma tem crias, porque não doar as mesmas, ao invés de vender?
    No entanto, se uma pessoa quer adoptar um determinado animal, e a única forma de o conseguir é comprando, isso não significa que seja pior dono que qualquer um que tenha adoptado.

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  12. Nunca se pode dizer "desta água não beberei".
    Foi a sorte do cachorrinho, que não tem culpa, ter-se livrado de uma jaula onde tinha que estar enclausurado à espera que alguém o pudesse comprar.
    Aposto que se não cobrassem nada, teria sido mais rápido.

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  13. Eu, pessoalmente, prefiro os chamados "gatos rafeiros". Quando andámos à procura de gatos, no OLX, viam-se imensos gatinhos para dar, mas também muitos gatos de raça à venda, com anúncios especiais marcados no topo.
    Por norma, quem compra, compra para negócio. Ou porque gosta realmente daquela raça específica, e não consegue de outra forma.
    Mas, como diz, há energúmenos em todo o lado. Assim como pessoas bondosas. É difícil julgar.

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  14. É como em tudo, não se pode julgar o todo pela parte. Nem todas as pessoas que compram são necessariamente más pessoas, maus donos.
    No caso desse gato que falas, à venda na feira, até poderia haver alguém que, como tu, quisesse salvar o gato e pagasse o preço por ele pedido. Tem mais culpa quem está a lucrar com o negócio, vendendo-o em vez de simplesmente lhe arranjar um bom dono.

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  15. E sabíamos que iria ficar bem entregue nas tuas mãos.
    Irresponsável é a loja, que o mantém lá, com vista ao lucro, em vez de ficar feliz por um dono querer levá-lo consigo, sem qualquer custo.
    Por falar nisso, com toda esta legislação nova de protecção aos animais, ainda é permitido vendê-los? E vender em lojas, como se fosse mercadoria?

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  16. Verdade.
    Ah e tal, não temos um cão/ gato qualquer. Temos o animal tal, filho de tal e tal, com sangue não sei de quê, e por aí fora. Exibicionismo.
    Mas também há quem compre por outros motivos, mais válidos.

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  17. Sou como a Mara, prefiro os rafeiros.
    Lamentável o negócio que se faz e lá fora, o cruzamento de raças, o que mais me choca.
    Em tempos vi um programa na TV sobre a exploração animal quando havia junção de raças diferentes.
    Horrendo o que resultava, por vezes.

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  18. é triste mas acho que sim. Fazem-me muita confusão os pássaros que nem sequer podem voar.

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O Rafael gosta de peluches