quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O nosso grande dilema sobre a Amora

Foto de Becas e Amora.


 


O veterinário deu-nos, na altura, a sua opinião:


 


"Não aconselho a esterilização da Amora, tendo ela este problema da incontinência, e sem antes percebermos o que lhe está a causar o mesmo. Arriscam-se a esterilizar, e a piorar o quadro, tornando a incontinência permanente, com tudo o que isso acarreta e como afectará a qualidade de vida da Amora, e dos próprios donos."


 


Mais, deu a entender que o hospital não estaria muito receptivo a proceder à cirurgia, dado o risco de que a incontinência venha a agravar.


E, quando questionado sobre as desvantagens de não esterilizar, respondeu-nos que, desde que ela não tivesse cios muito intensos, que a afectassem ao ponto de deixar de comer, por exemplo, não haveria grande problema, a não ser o risco de vir a desenvolver, a longo prazo, tumores que a esterilização ajuda a prevenir.


 


Viemos assim, para casa, convencidos de que estaríamos a fazer o melhor.


No entanto, os cios da Amora são cada vez mais frequentes e, nessas alturas, ela pouco dorme, anda alterada e agitada, até mais agressiva, e alimenta-se menos, claro.


Se formos pesá-la neste momento, deve estar com o mesmo peso de há meses atrás. Pega-se nela, e parece uma pluma.


Apesar de ser uma forma de atrair a atenção dos machos, é difícil ouvir a toda a hora aqueles miados altíssimos e graves que faz. É difícil vê-la em cima de nós a simular o acasalamento, ou vê-la esfregar-se no chão, para satisfazer os seus desejos.


 


E, depois pensamos - e se a esterilizarmos? Será que não era melhor, do que ela estar assim constantemente? Quem nos garante que ela irá mesmo piorar a incontinência? Até pode ficar como está agora. É apenas um risco, não é uma certeza. E, quem sabe, não melhora?


 


De qualquer forma, depois de frustrado o tratamento experimental, o que temos realmente a perder? A verdade é que os exames, para se tentar descobrir com certeza o problema que tem, são caríssimos, e demasiado invasivos. Nunca os poderemos fazer, e também não queremos transformá-la numa cobaia, sempre enfiada em clínicas e hospitais.


 


Por isso, só nos restam duas opções:


- ou arriscamos a esterilização, que vai acabar com este sofrimento cada vez mais frequente dos cios, e que poderá levar a que tudo o resto se mantenha, havendo sempre o risco de agravar a incontinência,


 


- ou deixamo-nos estar quietos, e não sei até que ponto ela irá aguentar estes cios consecutivos, sem sequelas


 


Mas a hipótese da esterilização ganha cada vez mais força... 

6 comentários:

  1. Eu não pensava duas vezes e esterilizava...sem dúvida a melhor opção, porque assim com o cio pode mais tarde vir a morrer :( e com a esterilização ao menos tentaram que ela tenha uma melhor qualidade de vida! Mas claro que vocês é que sabem!

    A minha Bella é igual à Amora!! Só que tem o peito branco :)

    ResponderEliminar
  2. Pois.
    Nós também tínhamos essa ideia. Mas depois, numa conversa com o veterinário, sobre um dos riscos da esterilização ser problemas urinários, e de a Amora ter uma incontinência, alertaram-nos para o facto de ela poder piorar. Neste momento, ela vai normalmente à caixa, mas depois, nos sítios onde dorme, acabam por ficar manchas de chichi, e por ela própria estar deitada aí.
    O receio do veterinário é de que ela passe a ficar permanentemente incontinente, e tenha que usar fraldas.
    Mas já me passou pela cabeça se isto não se deveria ao início dos cios, já que fisicamente tudo está normal. E há sempre a hipótese que eu avancei desde o início - de ser causado pelo problema neurológico dela.

    ResponderEliminar
  3. Pois, é complicado decidir :(
    Espero que o que decidam, corra tudo bem!
    Beijinho

    ResponderEliminar
  4. Muito boa tarde. O cio é sempre uma perda de sangue e isso poderá causar uma anemia. Eu esterilizava pois a incontinência pois haveria remédio pondo umas fraldas,... sem lá. Aqui está a minha opinião...otária. Desculpe a expressão. Vai tudo correr bem.

    ResponderEliminar
  5. E pedir uma segunda opinião?
    É uma decisão dificil... Eu não saberia o que fazer. Pode ser que haja algum dono com alguma experiência parecida q possa auxiliar...

    ResponderEliminar
  6. A Maria teve o ultimo cio à cerca de 3 semanas. Ia-me deixando louca.
    Inicialmente dava-lhe a pílula, mas depois informei-me e apercebi-me que lhe poderia fazer mal e deixei.
    A vossa decisão não é fácil, nada fácil.

    ResponderEliminar

O Rafael gosta de peluches