quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Uma historia de um passeio que podia acabar mal

Ao ler este post lembrei-me de um episódio assustador no qual inclui um passeio, um gato, uma dona e 2 cães assustadores.


Todos os dias o Snoo obrigava-me a leva-lo à rua. Sim, era obrigada já que ele ora miava, ora arranhava na porta ou ficava com aquela cara de fofo a olhar para mim como que a pedir "levas-me?".


Vivíamos numa zona com vários prédios e no meio deles havia um terreno onde ele adorava passear e comer as ervas. Era frequente ver as pessoas nas varandas ou na estrada a apreciarem-nos. Não é comum ver-se um gato a passear de trela como se fosse um cão, ainda mais um gato de 7 quilos lindo e maravilhoso.


Não sei precisar, mas creio que durante uns 3 anos a caminhada era diária e sem problemas de maior. Por vezes apareciam uns cãezitos refilões, mas que rapidamente fugiam quando viam o ar emproado do Snoo.


Certo dia andávamos na nossa voltinha quando vejo 2 cães enormes a correr direito a nós. O dono chamava-os e corria atrás deles, mas eles continuavam a aproximarem-se e a ladrarem. Confesso que fiquei assustada sem saber o que fazer. A primeira coisa que olhei foi para a porta do prédio ao nosso lado. Infelizmente estava fechada. Largar o Snoo podia correr bem se ele conseguisse alcançar o muro alto, mas e se não conseguisse? Não acreditava que ele lhes conseguisse fazer frente, portanto não era solução.


Ali estávamos os dois em pânico à espera de um milagre. Por incrível que pareça não conseguia mover-me e ali estavam eles a poucos centímetros de nós. O dono gritava a chama-los e eu gritava para os tirar dali. A muito custo e a aplicar muita força conseguiu afasta-los.


Recordo-me de lhe ter dito que não podia andar com eles sem trela e de ele me dizer "os gatos não são para passear na rua". Não me recordo de como consegui chegar a casa tal era o meu estado de nervos e de raiva, mas recordo-me de fechar a porta e cair no chão a chorar sem conseguir parar.


Foi a ultima vez que o Snoo foi passear à rua.


Já passaram uns anos, mas neste momento consigo sentir tudo o que senti naquele dia.


 


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5 comentários:

  1. Nem quero imaginar o pânico de ver o nosso bichano em perigo.
    Há pessoas que mais valia estarem caladas. A rua não é território exclusivo dos cães, muito menos para andarem à vontade sem trelas.
    Felizmente conseguiu controlá-los a tempo!

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  2. Imagino a aflição!
    Até porque os cães podiam ter atacado ambos e seria um grande problema.
    No seu lugar, tenho a certeza que desatava a chorar, também.

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  3. Revolta-me não ter tido a coragem para fazer queixa dele, pois estou quase certa que um dos cães é cruzado com umas das raças consideradas perigosas. Confesso que tive receio, pois mora perto de mim e o fulano tem cara de que não é uma pessoa que possamos enfrentar sem ter consequências.
    Continua a passear os cães todos os dias sem trela.

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  4. Naquela altura nem pensei que me poderiam atacar, mas a realidade é que poderiam.
    Fiquei tão apavorada que não me conseguia mexer.
    Foi assustador.

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  5. Realmente que grande susto...
    A rua é de todos não é só dos cães...e andar com eles sem trela não está nada correto, porque até podia ser uma criança a andar por ali.
    Ainda bem que tudo se resolveu pelo melhor...
    De certo que ele já se esqueceu...

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O Rafael gosta de peluches