Já na primeira edição tinha prometido a mim mesma que ia deixar de ver o programa, porque assistir a situações de maus tratos e maldades para com os animais, e ver as sequelas que daí advinham, mexia demasiado comigo e tornava-se, a cada novo episódio, mais penoso.
Mas lá estive eu hoje a assistir à estreia da 2ª temporada, e a torcer para que o Pongo recuperasse e conseguisse alguma qualidade de vida, depois de ter sido encontrado à beira da morte, por privação de alimentos.
Graças aos cuidados de toda uma equipa de médicos veterinários e enfermeiros, alimentação e medicação adequada, e com recurso a fisioterapia e acupunctura, o Pongo foi melhorando aos poucos.
Pelo que sei, já foi adoptado!
Foi bom também ver que o Hospital Solidário já está em pleno funcionamento, quando na primeira temporada ainda não passava de um projecto de difícil concretização.
No entanto, fica uma dúvida: ao vermos estes episódios ficamos com a sensação de que é muito simples ajudar um animal em risco. Ligamos à SOS Animal, eles vão lá e tratam de tudo o resto. E nós vamos à nossa vidinha. Mas será mesmo assim?
Aos animais ajudados são disponibilizados todos os meios e tratamentos necessários. Mas quem é que paga essas despesas? Quando alguém encontra animais abandonados e os leva até ao hospital solidário, pode desresponsabilizar-se de qualquer encargo? Não tendo o hospital qualquer apoio do estado, como é que sobrevive e tem condições para ajudar estes animais, sem ter a quem cobrar as despesas?
Imagem SOS Animal
Perguntas pertinentes.
ResponderEliminarHá uns anos encontrámos um gato adulto abandonado. Supusemos que estaria abandonado pois estava num local isolado. Era de noite e não havia iluminação como tal corria risco de ser atropelado decidimos leva-lo connosco.
ResponderEliminarSó em casa vimos que tinha um tumor num ouvido. Alimentamos-lo com o que havia, pois não havia comida de gato já que não tínhamos nenhum. No dia seguinte levamos-lo ao veterinário. A sua dona já lá tinha ido com ele e o diagnostico era que nada havia a fazer. Segundo o veterinário a dona não tinha querido optar pela eutanásia.
Não tivemos coragem de o abandonar e visto que nada havia a fazer e que iria sofrer até morrer tomámos a decisão da eutanásia.
O veterinário não nos levou dinheiro da consulta e aconselhou-nos a ir ao veterinário municipal para que ficasse mais barato. Já que se o fizesse ali iria ter de cobrar.
Foi o meu marido que o acompanhou e diz que foi das coisas mais horríveis que assistiu.
Que posso eu dizer da dona?
Sem palavras, Joana.
ResponderEliminarMas dá na TV, em que canal?
ResponderEliminarDá na Sic, aos sábados, ao final da manhã.
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