Pela perspectiva dos adoptantes
1- Encontrar o animal que procuram, em termos de idade, sexo, raça, cores, e outras características físicas que pretendem
2 - Ao pesquisar na internet, deparar-se com anúncios de animais que são mesmo aquilo que se andava à procura, e perceber depois que já são de há vários anos atrás. Ou seja, nem sempre se encontra o animal que se deseja, no momento em que se quer
3 - Ao adoptar a nível particular, os adoptantes não têm garantias de que os animais estejam nas condições em que foram anunciados, nomeadamente quanto à idade, vacinação, doenças, desparasitação, esterilização/ castração, comportamento dos animais, e outras informações importantes. Isto porque os donos querem, muitas vezes, despachar os seus animais e podem omitir informação para não verem o seu objectivo falhar, e os adoptantes retrocederem na sua intenção
4 - Ao adoptar numa associação, os adoptantes deparam-se com questionários sobre as suas condições habitacionais, financeiras e psicológicas, experiência com animais, visitas a casa dos adoptantes e assinaturas de termos de responsabilidade, exigências que podem não ser muito bem vistas por parte dos adoptantes, ou até mesmo ser mal interpretadas, fazendo o adoptante desistir
5 - A comunicação estabelecida entre adoptantes e particulares/ associações também nem sempre é fácil, seja pela inexistência de informação sobre contactos ou moradas, seja pela demora na resposta ao contacto dos adoptantes
6 - A tendência, até porque são sempre os últimos a ser adoptados, é a publicitar a maioria dos animais mais velhos, muitas vezes, em pares, e a resguardar os mais pequenitos, de que só se tem, por vezes, conhecimento indo pessoalmente às associações
7 - Agendar as visitas às associações ou locais onde se encontram os animais para adopção, nomeadamente, quando se encontram em famílias de acolhimento temporário, dependendo da agenda da pessoa com quem estão os animais, da disponibilidade das responsáveis ou voluntárias, no caso das associações, ou mesmo pela falta de um espaço físico
8 - Muitas vezes, as associações ficam aborrecidas com os potenciais adoptantes quando recebem várias solicitações para adopção de bebés que ainda não estão em fase de adopção, como se isso fosse uma coisa má, quando a intenção é apenas a de dar um lar a cada um deles, ainda que para isso tenham que esperar mais umas semanas
9 - Adoptar um animal sai caro, e não existem muitos benefícios ou ajudas financeiras ou médico-veterinárias para quem o faz

Pela perspectiva das associações
1 - A discriminação - a maior parte dos adoptantes procuram animais com determinadas características, quer físicas, quer comportamentais, e os restantes vão ficando para trás
2 - A falta de adoptantes que tenham capacidade para lidar com determinados animais, devido ao seu estado físico e/ou psicológico, e que careçam de cuidados e atenção redobrada e específica
3 - Os adoptantes consideram que as associações fazem demasiadas exigências e perguntas a quem quer avançar com a adopção de um animal, e muitas vezes desistem, sem entender que, se estas o fazem, é porque pretendem que os animais fiquem bem entregues e nas melhores condições, e não sejam entregues a qualquer um que os possa, eventualmente, colocar em perigo
4 - A devolução dos animais adoptados, pelos mais variados motivos, desde falta de condições financeiras, a estragos provocados pelos mesmos, incapacidade de adaptação aos donos, ao lar ou a outros animais já residentes, entre outros
5 - A dificuldade em encontrar um lar para gatos com Fiv e/ou Felv, ou outras doenças ou limitações dos animais para adopção
6 - O facto de alguns adoptantes não estarem minimanente conscientes do passo que estão a dar, ou não terem noção de que um animal de estimação será parte da família, e não um objecto de decoração, capricho súbito e temporário ou brinquedo
7 - O facto de, muitas vezes, os adoptantes se guiarem pela primeira impressão, sem dar tempo ou uma oportunidade ao animal de se mostrar como é, e desistirem
8 - A burocracia, e o facto de as associações quererem acompanhar os animais adoptados após a adopção, faz com que os potenciais adoptantes se virem para particulares que se queiram desfazer dos seus animais
9 - A dificuldade em encontrar adoptantes dispostos a acolher mais que um animal, nos casos em que os mesmos foram criados juntos e seria penoso separá-los
Excelente post Marta! Parece que estamos em sintonia, amanhã no Cantinho vai estar o caso e duas meninas devolvidas! :(
ResponderEliminarAcho bem que as associações se certifiquem se os donos têm condições e aptidões para a responsabilidade que é adotar um animal, mas não podem cair no exagero, porque assim afastam os possíveis adotantes. há que haver um meio termo.
ResponderEliminarAqui há uns tempos uma pessoa minha conhecida desistiu de uma adoção pq a associação pedia para ela pagar vacinas, ora vacinar ou não é uma escolha da dona e não uma imposição da associação...
Por aquilo que me pude aperceber, nesta nossa busca por duas gatinhas, há de tudo um pouco.
ResponderEliminarVi anúncios a que respondi, em páginas de associações, em que pediam para contactar a pessoa que tinha os gatos. Nunca responderam.
Liguei para o contacto que vinha num outro, de uma gatinha que tinha sido retirada das ruas há pouco, com cerca de 4 meses. Disponibilizei-me a ir buscá-la nesse dia e levá-la ao veterinário. Arranjou mil e um a desculpas, e que esta semana dizia alguma coisa. Até agora, nada. Disse-me na altura que já tinha recebido alguns contactos, mas nenhum lhe agradava muito. No nosso caso, o problema era o eventual acesso à rua.
E depois há todas aquelas perguntas que parece que querem saber tudo da nossa vida, mas que se compreende que sejam a pensar no bem dos animais.
Mas se a pessoa diz a verdade, corre o risco de ser preterida. Logo, pode levar as pessoas a mentir para verem o seu objectivo concretizado.
Esse requisito do acesso ou não ao exterior, por exemplo. Compreende-se que não queiram dar o gato a alguém que o pretende ter na rua, ou deixá-lo andar na rua à vontade. Mas o facto de a pessoa ter um pátio, ou quintal, não significa que os deixe ir para lá. Ou até pode levar e vigiar. E não quer dizer que um gato que viva num apartamento não fuja pela porta de casa, apanhe a porta do prédio aberta e vá para a rua.