Há mais ou menos um ano atrás, apareceu na garagem do meu prédio um gatito pequenino. Certamente foi lá parar, vindo dentro de algum carro, na parte que vai dar ao motor.
Miava muito, certamente com fome, mas era muito arisco e não deixava que ninguém se aproximasse dele. Falei com a veterinária cá do sitio e ela disse para eu o levar para a clínica, que ia tentar que alguém o adoptasse.
Durante quatro dias eu andei em tentativas para apanhar o gatinho, cheguei a colocar a transportadora do Riscas com a porta aberta, comida lá dentro, ficando eu escondida para fechar a porta da transportadora, assim que ele entrasse, mas ele safava-se sempre! Comia, bebia água, mas não se deixava mesmo apanhar.
Ao terceiro dia, toca-me à porta uma vizinha, a fazer um escândalo porque viu lá a caixinha da comida e da água. Perguntou se eu andava a criar um animal na garagem. Barafustava, dizendo que o bicho tinha feito cocó na parte da garagem dela. Disse-me que ia deixar a porta da garagem aberta para ver se ele saía, as taças que eu lá tinha, com água e comida desapareceram. Eu ainda lhe disse que andava a ver se o apanhava porque já tinha onde o deixar, mas ela nem quis saber. Acho que as pessoas podem não gostar de animais, mas pelo menos deviam de ter um pouco de compaixão... também tudo vai da formação das pessoas, e há aquelas que não sabem viver em comunidade, em humanidade.
Eu fiquei ainda mais preocupada com o bichinho e passava muito tempo na garagem, mas ele escondia-se em todos os recantos, apesar disso, ainda consegui lhe tirar uma foto.
Nós até pensávamos que ele era cinzento, mas depois de um banho era branco, o cinza era, certamente, do óleo do carro de onde ele esteve "alojado"!
Já no quarto dia, estava eu com o meu filho numa consulta, quando o meu telemóvel toca. Era o meu marido a dizer que tinha conseguido apanhar o gato. Eu estava na sala de espera e o meu filho estava no consultório com a doutora. O meu filho ouviu a minha conversa com o pai, contou à doutora. A doutora andava á procura de um gato, pois já tinha, cama, caixa de areia , e tudo! Foi quase um milagre: no dia em que o conseguimos apanhar, arranjamos uma dona para ele.
Alguns meses depois a doutora mostrou-nos fotos do gato, que colocou o nome de Viriato. Diz que ele é muito meigo, que lhe faz festinhas na cara sem usar as garras, que adora mimos. Enfim...
Um história com um final feliz!
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ResponderEliminar1º raios partam a vizinha e vizinhos dessa laia.
ResponderEliminar2º coisa mai fofa e ainda bem que está tão feliz.
3º Uma vez o meu irmão também apanhou um gato que lhe entrou para o carro e era de um cinzento lindo e assim que lhe demos banho...pufff...o gato era completamente branco .
A minha vizinha, que por acaso até tem um gato, quando eu lhe disse que deixava uma caixa com comida para gatos no quintal, para o caso de algum gato lá aparecer com fome, perguntou se era eu que andava a dar de comer ao pequeno gato preto vadio que por lá tem aparecido. E disse que ela já não alimentava mais nenhum, já bastava o dela e a Boneca, senão daqui a pouco não lhe largavam a porta!
ResponderEliminarO mais engraçado é que desconfio que o próprio gato dela também lá costuma ir petiscar, à conta dos outros, portanto!
Ainda bem que o Viriato teve um final feliz!
Infelizmente quase todos os prédios têm algum vizinho(a) mesquinho(a) assim...
ResponderEliminarA história do teu irmão é semelhante a esta do viriato...gatos que entram pra dentro de carros e se afastam da sua "casa"!
Pois, há pessoas assim, que até se incomodam com o facto de haver pessoas diferentes delas. essas pessoas não se importam, não têm compaixão, e ainda acham mal que alimentemos animais de rua. Por elas esses animais podiam morrer de fome...
ResponderEliminarAntes de eu ter o Riscas, eu já comprava comida para dar aos gatinhos que andavam aqui na rua e não tinham dono...
Tão lindo, só uma pessoa sem coração é que não se apaixona por este olhar!
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