sábado, 30 de agosto de 2025

Um conto para crianças: o gato e a ratinha

Era uma vez uma ratinha pequenina chamada Mimi. Essa ratinha cinza vivia dentro de um buraco na parede de uma casa: um cantinho seguro e escondido do mundo.


 Na mesma casa, além da família de Mimi, morava também um gato  chamado Tom.


O gato cinzento passava os dias não apenas brincando com novelos de lã, mas também tentando capturar a pequena Mimi. 


A ratinha, porém, sempre conseguia escapar. Assim, os dois viviam numa eterna brincadeira de pega-pega e esconde-esconde. Mimi vivia com um friozinho na barriga, mas, por ser tão pequenina, encontrava bons esconderijos longe das garras de Tom.


Numa noite chuvosa, Mimi estava se aconchegando em sua caminha feita de latinha. Cobriu-se com um paninho e já ia fechando os olhinhos quando ouviu um miado alto.


“Com certeza o Tom está tentando me enganar de novo e quer me comer!”, falou para si mesma, tentando voltar a dormir.


Mas o miado não parava, e ela não conseguia adormecer. Curiosa, abriu a portinha de sua casinha e espreitou. Diante da lareira, Tom estava deitado, chorando de dor e segurando a patinha.


Com medo, mas também preocupada, Mimi caminhou bem devagarzinho até ele. Perto da lareira havia um monte de lenha e, no chão, pedacinhos e lascas espalhados. Bem ali, seu inimigo se contorcia de dor. A ratinha reparou que sua pata estava inchada, com uma lasca bem fincada.


"Espera, vou te ajudar!”, disse timidamente, mas com determinação.


Tom miou, hesitante. A dor era grande, e ele não tinha escolha. Estendeu a pata inchada para ela.


“Por que você está me ajudando?”, perguntou, desconfiado.


Mimi não se intimidou. Com suas patinhas ágeis, retirou a farpa com cuidado.


"Porque precisamos nos ajudar. Afinal, moramos juntos. Acho que essa farpa veio daquela lenha ali!”, disse, apontando para a lenha perto da lareira.


Tom percebeu que ela tinha razão: provavelmente não prestou atenção e acabou se ferindo.


“Obrigado por me salvar!”, disse, aliviado, quando sentiu a dor começou a passar.


Mimi sorriu, e Tom retribuiu o gesto. Ele não era tão assustador quanto ela imaginava.


A partir daquele dia, viraram amigos. Tom sempre deixava alguns pedacinhos de queijo na porta da casinha de Mimi, e ela o ajudava quando ele perdia seu novelo. Assim, o predador e a pequena presa construíram uma amizade inesperada e extraordinária.


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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Ser cuidadora de colónia e resgatar gatos em perigo

Já por diversas vezes encontrei esta frase: Resgatar gatos é como uma máfia: uma vez que você entra, não há como sair


Pura verdade. Já perdi a conta aos anos que faço isso. Mesmo antes da  colónia dos Chães ser  legalizada, já andava nesta vida. Consegui ajudar alguns a encontrar um lar. 


Alguns foram aqui abandonados, outros encontrados nas redondezas, outros no quintal de pessoas, que gostam de gatos.


Há uns tempos para cá passei a andar com uma caixa de cartão na mala do carro, depois com uma sacola transportadora de tecido que se espalma, para não ocupar espaço.


Ando sempre atenta. Infelizmente tenho encontrado mais gatos mortos na estrada do que vivos. É sempre triste. 


Mas, se aparecer algum em apuros, espero o conseguir ajudar!


Aqui há uns tempos vi num canal da tvcabo, uma serie onde um grupo de pessoas, especializadas resgatavam animais em perigo. Se existisse algo do género em Portugal, gostaria de fazer esse trabalho. Confesso que tenho um pouco de medo de cães grandes, talvez isso me impedisse, de ter essa coragem, mas certamente que arranjaria uma solução para ajudar de alguma forma.


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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Nestas férias não abandone o seu animal de estimação, procure uma solução

As férias são sempre um momento, muito desejado e esperado. É normal, trabalhamos o ano inteiro, merecemos ter um tempo de descanso e lazer.


Mas,  quando temos animais de estimação, temos de os estimar, e arranjar uma solução para eles.


Pessoas com cães, nas férias é muito comum, mas os gatos, têm outro tipo de necessidades. Eu, quando passava férias fora, cheguei a levar os meus dois gatos. Agora só tenho um, e ele dá-se mal em viagens, mas há comprimidos para o enjoo. Por isso, já tenho uma solução, mas se decidir não o levar, tenho alternativas, que acredito que também possam ser úteis a quem tem animais, principalmente gatos.


Procurar a ajuda de um amigo ou familiar que possa ir a sua casa, dar algum apoio, mudar a  água, comida, limpar a areia, brincar um pouco com ele.


Também existem os pet sitter ou cat sitter, são pessoas (profissionais) que vão a casa prestar auxilio.


Depois existem hotéis para animais, não há muitos, mas procurando, encontra-se. São pessoas que cuidam, mesmo assim, é sempre melhor pedir referências , se não conhecerem as pessoas.


Existem até abrigos de animais, que oferecem serviços acolhimento temporário.


Também o pode deixar em casa de algum amigo ou familiar, isso também depende do feitio do gato.


Claro que, durante este tempo, é importante poder estar em contacto com quem ficou responsável, pelo nosso bichinho. Caso o nosso animal precise de algum cuidado especial, medicação, alimentação, temos que ter esse critério na escolha da solução. Convém, podermos ter vídeo chamada, fotografias, etc.


São apenas conselhos de alguém com alguma experiência, mas cada pessoa é que sabe de si. Apenas peço e reitero: não abandone, há sempre solução!


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O Rafael gosta de peluches