
Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pelas plataformas digitais, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!
Na post de hoje partilho um caso que me comoveu o do Bandido.
O Bandido, mas de bandido tem pouco, faz-me lembrar um algodão doce, foi abandonado há uns anos numa colónia de gatos e por ali ficou.
O Projecto Amor Animal resgatou-o para tentar melhorar a sua saúde que se deteriorou e o impede de se alimentar.
O Bandido está com uma infecção respiratória, tem que retirar dentes que estão a causar dor e há suspeita de ter cancro nas orelhas e nariz.
Os gatos brancos têm de ser protegidos do sol, pois são propícios a desenvolver cancro.
Todos estes problemas são derivados ao abandono.
Para lhe darem a medicação e o tratarem precisavam de uma FAT(família de acolhimento temporário)urgente, para o não devolver à rua antes da sua saúde melhorar.
Eu ofereci-me como FAT. ele está numa varanda separado do Puma e Fénix para evitar algum tipo de risco .
Adoptei um esquema de horários para todos terem acesso á casa.
O Bandido como podem ver no vídeo é um gato adulto muito meigo e adaptou-se logo á casa e usou a caixa de areia.
O que mais ambicionamos é conseguir uma casinha cheia de amor para ele, onde ele possa andar livremente e ser feliz.
Sabemos que esta adopção será quase impossível, mas será que não há um grande coração por ai que lhe posso dar esse amor para a vida?
A última que queremos é devolvê-lo à rua depois do tratamento ter terminado.
O Bandido depois de uma vida de sofrimento merece um final feliz...![]()
Se quiseram saber mais informações sobre o gatinho, devem contactar directamente :
Como ajudar:
NIB: 0023 0000 45474786214 94
IBAN: PT50 0023 0000 45474786214 94
SWIFT: ACTVPTPL
projecto.amoranimal@gmail.com
https://www.facebook.com/projecto.amoranimal
#paaced #paaresgates #projectoamoranimal
Dar atenção, carinho, comida, água, tratamentos, proteção a gatos de rua é algo que faço com dedicação, com gosto. Eles merecem isso e muito mais. Este lugar poderia se chamar de colónia, mas ainda não o é oficialmente.
O que me entristecesse, é saber e assistir ao desaparecimento de alguns deles, mesmo sabendo que sendo de rua, tudo lhes pode acontecer. Além de poderem ficar doentes, serem atropelados, andarem em brigas, ainda existe, a maldade humana. E por cá ela é real!
Havia aqui uma gatinha que era tão meiga, tão meiga, que consegui levá-la ao veterinário, onde foi esterilizada. Depois esteve constipada dei-lhe antibiótico, mais tarde teve um abcesso voltei a dar-lhe antibiótico aconselhado pela veterinária. Entrava no meu carro , era todo melosa comigo. De um dia para o ano, desapareceu sem deixar rasto!
Aqui há dias uma gata preta foi atropelada aqui na rua, também era minha protegida. Outra siamesa, que todos os dias estava aqui na zona, também desapareceu.
Apenas dois gatos, talvez por serem mais velhos e sabidos se mantêm cá já alguns anos! Um deles até já o levei ao veterinário e quando o vi carregado de carraças, desparasitei-o. Os que se deixam tratar, tento arranjar forma, donativos. Já cheguei a vender objectos para conseguir ajudar.
Custa-me muito "perdê-los" porque me afeiçou muito a eles. É mesmo que mais me "dói"!


O Cantinho de adopção está de volta e quer apresentar-vos três gatinhos super fofos, a Molly, o Mingau e o Marvin.
Este irresistível trio são filhos da Mariska, uma gatinha de uma de uma colóniacapturada para esterilização e devolução pelo Projecto Amor Animal.
Os gatinhos já estão em condições para adopção.
Deixo-vos o post do Projecto para saberem mais informações, se estiverem interessados em dar uma família para a vida a estes docinhos.
"Têm 2 mesitos, e temperamento assustado.
Evoluíram bastante e estão a perder os medos.
Brincam muito, são muito activos.
Dão-se bem com outros animais.
Estão desparasitados, têm a primeira vacina e estão chipados.
Estamos a aceitar candidaturas para a adopção dos babies.
Estão para adopção responsável, pelo que quem os veja como objectos e coisinhas engraçadas para ter enquanto são pequenos, não nos contacte, pf.
A adopção é uma responsabilidade grande, e o animal adoptado será membro da família, onde deverá permanecer e ser cuidado, até ao fim da sua vida, mesmo havendo mudanças na família.
A adopção dos gatinhos, implicará assinatura de contrato de adopção.
Se não concorda, não nos contacte, pf.
Damos tudo de nós por estes meninos e queremos fazer o que estiver ao nosso alcance para que sejam felizes e bem tratados."
Se quiserem obter mais informações ou ajudar de outra maneira podem o fazer através:
projecto.amoranimal@gmail.com
https://www.facebook.com/projecto.amoranimal
Como ajudar:
NIB: 0023 0000 45474786214 94
IBAN: PT50 0023 0000 45474786214 94
SWIFT: ACTVPTPL

Fica á porta da varanda a miar desesperadamente para que lhe abra a porta. Quando abro vai como uma flecha direito ao vaso.
Já andamos a pensar se as ervas terão alguma coisa para lhe criar esta dependência. Porque ele sofre quando ignoro o seu pedido. Pela vontade dele passava o dia a pastar!

Todos os dias sem exceção, quando nos sentamos à mesa para lanchar, temos que dar uns snacks à nossa gatinha... fica num desassossego só.
Quando falei do problema à veterinária, ela observou-o ouviu-me contar os sítios e as ocasiões que ele o faz, e disse-me que seria um problema comportamental e não de saúde.
Apesar de ele nunca ter tido uma infeção urinaria e de eu conhecer e saber identificar quando isso acontece porque o Rafael , já teve duas, não tenho absoluta certeza que seja só um problema comportamental.
Ainda assim, fiz a minha pesquisa por vários sites para tentar compreender e melhor poder ajudar o bichano. E, se alguém tiver alguma dica ou experiência que possa aqui deixar, agradeço.
O Riscas, é um gatinho castrado, meigo, doce, mas também ciumento, e antes da chegada do Rafael tinha, de vez em quando, e do nada, o hábito de me atacar, fosse nas minha pernas ou nos meus braços, talvez para pedir atenção. Com a chegada do Rafael esses episódios foram deixando de acontecer.
No entanto, veio este hábito de fazer xixi fora da caixa, que começou depois de já estarem juntos há mais de um ano.
Sendo um problema comportamental, ou seja, stresse, algumas vezes conseguimos encontrar coerência, porque houve realmente alguma mudança na nossa rotina. Isto porque, segundo as minhas pesquisas e segundo a própria veterinária são as alterações que o deixam stressado, ansioso.
Examinar o ambiente onde o bichano vive:
Algo que os humanos não costumam considerar quando o gato passa a urinar fora da caixa de areia é o barulho do exterior.Devido ao apurado sentido de audição, o gato é bastante sensível a barulhos vindos do interior ou exterior da casa.Obras na rua ou no apartamento ou na casa do lado podem colocar o gato em estresse. Talvez possa ser, porque num apartamento há sempre barulhos...
Outras observações:
No entanto, a minha máquina de lavar a roupa avariou, andamos a tentar arranjar, fiquei com a cozinha cheia de água, vieram cá dois técnicos. Este entre e sai, deve de o ter deixado stressado! Mas já passaram mais de 15 dias e ele continua a fazer quase todos os dias.
Também é aconselhável manter o gato ativo. Fazer uma programação com ele com brinquedos, mantê-lo ocupado, fazê-lo correr, brincar interagir. Com isto ele pode se sentir amado. Confesso que não tenho feito muito isso, mas vou fazer, vou brincar mais com ele.
Os donos devem de se manter positivos, por mais irritante que seja limpar o xixi e remover aquele odor horrível. No nosso caso como o Riscas tem tendência para escolher sapatos, a maioria vai parar ao lixo porque o cheiro não sai de forma alguma. Aconselham também se limpe a área com um produto próprio para isso e incentivá-lo a brincar, dormir ou até a se alimentar-se lá , isso ajudará o gato a associar essa área com brincadeiras ou relaxamento, em vez de ansiedade.
Também é aconselhável que se use sprays ou difusores projetados para acalmar os gatos . É uma hipótese que não descarto.
Também não é aconselhável ter a caixa da areia perto da comida, nesse caso, estou descansada.
Estudos internacionais mostram que as principais justificativas para o abandono dos felinos são:
Problemas na interação com outros animais, agressão contra pessoas, comportamento destrutivo, mas o grande campeão é o xixi no sítio errado.
Mas, essa opção para mim, para nós, está fora de questão, o que eu quero é ajudá-lo é resolver o problema dele, porque acredito que ele sofra, acredito que ele não esteja feliz com a situação. Além de querer manter a minha casa limpa e sem este cheiro, quero acima de tudo, que ele se sinta bem, feliz equilibrado, amado!
Cuidar sim, abandonar nunca!


A ET, farta de ter os machos atrás dela, achou que a melhor forma de se livrar deles era enfiar-se dentro do fogareiro.
O Pantera, esperto, acabou por subir para cima da caixa e, ainda que sem incomodá-la enquanto ela dorme a sesta, está ali ao lado, para o caso de ela precisar de alguma coisa.
Volta e meia, quando ela se espreguiça, ele levanta-se e olha para ela. Depois, volta a deitar-se, ao perceber que ela ainda quer dormir mais!
Já o Malhado, coitado, teve que se sujeitar a ficar lá em baixo, de pé, como um escravo.
Também não sai dali.
De vez em quando, põe-se de pé, espreita e tenta dar umas festinhas à donzela mas, mal ela olha para ele ou se mexe, ele recua, e volta à posição inicial.
O Pantera, fez uma pausa rápida na vigília porque, afinal, um gato também tem as suas necessidades e a casa de banho mais perto era o canteiro do vizinho de cima. Mas voltou rapidamente ao seu posto.
O Malhado, que está em desvantagem, teve que ir desentorpecer as patas com uma caminhada e umas rondas mas, também ele, voltou à base.
E ali passaram várias horas da tarde, até que a ET decidiu que já tinha dormido o suficiente, e era tempo de se pôr ao caminho, para outras paragens! Com os caval(h)eiros atrás, a escoltá-la, como não poderia deixar de ser!
À muito tempo que não passo por aqui e hoje venho por uma triste razão.
A morte do snoo.
Com os seu 17 anos ( feitos, mas comemorávamos no dia em que veio para nossa casa. Fazia no dia 4 e faleceu a 3) e apesar de 4 cancros sempre foi muito activo.
À uns meses teve uma infecção urinaria grave. Ia fazer soro todos os dias porque o malandro recusava qualquer tipo de medicação via oral. Recuperou, apesar de ter emagrecido muito. Dos seus 7 quilos passou para cerca de 3 quilos.
A correia com a mana Chiara continuou, a sua meiguice para nós nunca faltou e o seu jeito persistente para lhe fazer-mos as vontades também continuou igualzinho.
Na ultima semana ficou muito parado...já não ia dormir connosco, praticamente não comia, apesar de lhe comprar varias marcas e sabores, percebíamos que tinha desconforto e que se aproximava o fim. A duvida eram muitas " quando será o fim?", "Devemos apressar para não sofrer?" " Será que ainda não é o momento certo?", "Quando é o momento certo?
Dia 2 à noite tomamos a difícil decisão que seria no dia seguinte. O sofrimento aumentava e não podíamos ser egoísta de o ter naquele estado. Decidi que ia apenas eu, achei que o Miguel não deveria passar por aquilo. Eu estava a sofrer por saber que nunca mais íamos estar com ele, mas o Miguel estava de rastos. Choramos ambos...eu, felizmente fui fazer noite e deu para afastar da minha cabeça o que iria passar no dia seguinte. Já o Miguel teve uma noite de tristeza e angustia. Encontrei-o a sair de casa a chorar. Abraçamos-nos e eu disse "por mais que nos custe, é o melhor para ele".
Todo o tempo que me foi possível estive com ele. Ele na mesinha da sala e eu com a minha cabeça junto à dele.
Não temos duvidas que a Chiara se apercebeu que algo se passava. Passou a noite na cama com o Miguel, coisa que não costuma fazer quando eu não estou. Também esteve alguns momentos junto ao mano e quando chegou a hora de irmos embora olhou para a transportadora como que a perguntar "O que se passa? Onde vai o mano?"
Chorei toda a viagem, chorei quando o coloquei na mesa do consultório veterinário. Fiquei até ao fim dele. Partiu tranquilo e eu (nós) fiquei em Paz.
Não tenho duvidas que não poderíamos ter um gato melhor, tal como ele não poderia ter tido uns donos melhores. O amor foi mutuo e enorme.









Até sempre, Snoo!

Como descrever o Branquinho?

O maior engatatão do bairro!
Não havia bichana que ele não tentasse engatar com o seu charme e meiguice. Ainda no fim de semana se arriscou a entrar na casa da vizinha, para cumprimentar a felina tartaruga que lá vive.
Mas as suas conquistas vêm de longe, e de há muitos anos.

E nem as nossas bichanas escaparam. A Amora sempre teve um fraquinho por ele, embora disfarçasse. Mas foi num dia em que ele entrou cá em casa que a Becas levou o seu primeiro beijo do galã. Aliás, era arrastava um patinha para a Becas, para desgosto da Amora.

No entanto, a sua maior paixão foi a Kikas, com quem ele estava sempre a brincar e a aventurar-se. Quando ela morreu, atropelada, ele ficou mal. Nem parecia o mesmo.

Mas a vida tem que ser levada para a frente e, por isso, acabou por ser pai dos filhotes da Esparguete, a miúda nova que tinha chegado ao bairro e, mais tarde, da Mia.
O gato mais meigo do bairro!

Podíamos pegar nele. Dar-lhe festas. Ele até se deitava de barriga para cima, e rebolava-se no chão, para as receber!
Simpático, giraço, meigo. Um gato que qualquer pessoa gostaria de ter em casa, mimar e proteger. Qualquer pessoa, excepto os seus donos...
O gato que mais se armava em valente e se metia em sarilhos!
O Branquinho era conhecido nos arredores por andar a meter-se com todos os outros machos, e andar à bulha com eles. Cheguei a separá-lo, muitas vezes, do gato da vizinha.
Volta e meia, aparecia ferido, com as marcas de guerra. Mas não baixava a guarda, nem retrocedia.
De Branquinho, por andar mais tempo na rua que em casa, já pouco tinha.
O gato mais gentlecat!

As ruas, as brigas, as condições em que vivia, podiam tê-lo tornado amargo, frio, insensível.
Mas não.
Apesar de tudo, mantinha-se igual, e uma das suas grandes qualidades era ser um cavalheiro das damas desprotegidas.
Não me esqueço da noite em que a nossa Becas ficou na rua e, quando dei por isso de manhã cedo, era o Branquinho que estava com ela, para que nada de mal lhe acontecesse.
O gato mais pesado em que já peguei!
Embora tivesse havido uma altura em que emagreceu, voltou a recuperar o peso e, sem estar gordo, de cada vez que pegava nele, normalmente para o tirar de casa, para onde tinha entrado à socapa, sentia que era mesmo pesado!
O gato que os donos nunca quiserem dar, mas que nunca souberam estimar.

Quantas vezes ao frio, à chuva, com fome e falta de mimos, ele tentou a sua sorte nas casas vizinhas. Mas tinha dono. Um dono que achava que os gatos deviam viver consoante os seus instintos, e em liberdade. Um dono que nunca ligou muito ao bem estar do gato, mas também sempre se recusou a dá-lo, a quem poderia tratá-lo melhor.
De um dia para o outro, o Branquinho desapareceu ![]()
Nunca mais ninguém o viu. Nunca mais se soube dele.
O dono, está demasiado descansado e despreocupado mas, ao mesmo tempo, com aquele sorriso nervoso, dando a entender que sabe o que aconteceu, ou que tem alguma coisa a ver com o que se passou.
Estou triste... E revoltada...
Uma pessoa acaba por se afeiçoar a eles e depois...
Tinha os meus afilhados na colónia, e morreram todos.
Tínhamos aqui a Kikas, e morreu.
Os filhotes da ET, desapareceram ou morreram.
E agora o Branquinho desapareceu.
Por vezes penso que devia ter um coração mais feito de pedra, de indiferença, de insensibilidade para com os animais, para depois não sentir tanto a sua perda.
Nunca te esqueceremos, Branquinho!


O edredom que tenho para este dias de Primavera que ainda se sente algum frio à noite, está dobrado aos pés da cama.
A Kat adora deitar-se num dos cantos, e deixa-se adormecer.
Ontem, fui ao quarto, vi que de um lado estava amarrotado, e do outro um montinho.
Pensei: " Ela meteu-se dentro dele".
Levantei a ponta e lá estava ela confortavelmente a receber o calorzinho do edredom.

Com uma das patas, abre a porta ( de correr) do roupeiro. Esta noite, estava eu na cama, pronta para adormecer, ouço-a tentar abri-la.
Liguei a luz e ralhei com ela.
Ficou a olhar para mim
Acordei a meio da noite, estava sentada aos pés da minha cama.
Não gosto que vá para o roupeiro, tenho as camisolas, senta-se em cima delas e amarrota-as.
Agora,usufrui do sol, aqui ao meu lado.
