quinta-feira, 31 de março de 2016

Os gatos falam "eu te amo"

E para aprender a dizermos ao nosso felino " eu te amo" e esperar que ele nos responda, basta ler este artigo:



Isso mesmo, os gatos falam “eu te amo”. Na verdade eles falam várias coisas, o tempo todo, nós humanos é que temos um pouquinho de dificuldade para entender… Porque, claro, eles não falam com palavras, falam do jeitinho deles: com gestos.


E é com um gesto que eles falam “eu te amo”: olhando para você e piscando os olhinhos, bem devagar.


Só isso. Bem subtil como quase tudo o que eles fazem, mas bem profundo também. Para os gatos, que são tão preocupados com segurança e adoram se esconder em tocas, fechar os olhos na presença de outro animal (ou humano) é uma demonstração imensa de confiança. Então quando fazem isso por querer e bem devagar, olhando para você, é porque definitivamente querem dizer algo: que te amam muito e se sentem seguros com você.


Quem desvendou a piscadinha dos gatos pela primeira vez foi a comportamentalista americana Anitra Frazier. E ela descobriu mais: se piscarmos “eu te amo” para nossos gatos, eles podem piscar “eu te amo” de volta! Fofo assim!


Para aprender a piscar direitinho, a dica vem do Jackson Galaxy: pratique no espelho! E enquanto pisca, fale mentalmente E-U-T-E-A-M-O, bem devagar, assim você não apressa demais as coisas. E depois, pisque para o seu miau e espere a resposta!


Outro jeito de aprender é, claro, observando os gatos. Existe uma chance grande de seu gatinho estar declarando o amor dele todo dia e você não estar percebendo. Só não vale confundir “eu te amo” com os olhinhos fechando de sono!


E se seu peludinho ainda não estiver pronto para “falar”, não desanime! Ele pode demonstrar o amor dele de outros jeitos: indo te cumprimentar na porta, pedindo agrado, ficando perto de você, deitando no seu colo, na sua cama, no seu teclado… É que para alguns gatos o “eu te amo” é simplesmente mais difícil de sair!

Também vos acontece isto?


 


Comprei uma cama para a Becas e outra para a Amora, cada uma com a sua mantinha.


A Becas dormiu lá uma vez ou duas, durante o dia, enquanto ainda estava separada da Amora.


A Amora, nunca quis lá dormir. Apenas servia para amortecer a queda, à noite, quando saltava da nossa cama, ou para estar lá dentro a brincar.


Nos últimos dias, durante o dia, e com uma cama ao lado da outra, têm-se deitado as duas na cama da Amora!

A importância dos arranhadores para gatos


 


 


Ainda na nossa primeira ida ao veterinário com a Becas, a veterinária aconselhou-nos a arranjar um arranhador, de preferência, horizontal.


Com a Tica nunca tivemos nenhum. O arranhador dela era o sofá, as caixas de cartão, os tapetes, os jornais!


 


 


Mas, afinal, qual é a importância dos arranhadores para os gatos?


 


1 - Afiar as unhas


Para além de servir de brincadeira para os gatos, sobretudo para os mais pequenitos, o arranhador serve também para que eles desenvolvam os seus instintos, entre os quais, o de afiar as unhas.


Como as suas unhas nunca param de crescer, e unhas grandes são um incómodo para os gatos, é importante que, periodicamente, eles as vão desgastando, e retirando as camadas superficiais, para renovação das suas superfícies.


 


 



 


2 - Demarcar território


Por outro lado, os arranhadores permitem-lhes demarcar o seu território, outro dos seus instintos. Essa demarcação é conseguida através das glândulas odoríferas que possuem nas patas. Assim, sempre que arranham alguma coisa, deixam o seu cheiro.


 


3 - Alongamento e Relaxamento


Os arranhadores proporcionam ainda, através do acto de arranhar um relaxante alongamento para os músculos e tendões dos gatos.


 


4 - Chamar a atenção


No caso dos gatos domésticos, o ato de arranhar provém da necessidade de chamar a atenção dos donos, principalmente os que passam muito tempo sozinhos .


 


 


A Utilidade dos Arranhadores


Desta forma, e para evitar que os gatos utilizem móveis e sofás, ou outros, para todas estas funções e desenvolvimento dos seus instintos, foram criados os arranhadores para gatos, já que lhes permitem exercitar enquanto brincam, sem causar danos aos móveis e objetos domésticos, e não há lugar à repressão dos seus instintos naturais, que poderia levar a que os gatos se tornem animais desequilibrados, reprimidos e agressivos.


 


 



 


O que ter em conta na hora de escolher um arranhador


Existem várias opções de arranhadores no mercado, com vários tamanhos, cores e materiais diferentes.


O mais importante é que o gato goste do arranhador e se sinta atraído por ele, pelo que devemos ir observando o nosso gato para tentar perceber o que mais lhe chama a atenção e como arranha, normalmente, aquilo que apanha pela frente, já que alguns gatos preferem arranhar na horizontal e outros na vertical, e enquanto que uns preferem materiais mais rústicos, outros optam pelos mais macios.


 


 


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Como estimular os gatos a utilizar o arranhador?


Da mesma forma que para muitos outros comportamentos - incentivando com elogios e recompensas, de forma a quebrar a resistência que eles possam ter inicialmente.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Uma Velha e o Seu Gato...


 


...e A História de Dois Cães


 


Sinopse:


"Dois dos mais emblemáticos contos de Doris Lessing, Nobel da Literatura. Era célebre a sua paixão pelos animais, especialmente os gatos, bem patente nestas duas histórias. Em Uma Velha e o Seu Gato, uma mulher de sangue cigano, agora velha, viúva, com pouco contacto com os filhos adultos, vai-se lentamente desligando do mundo, das normas sociais e da convivência com os outros. A sua grande companhia é o seu gato, com quem se vai tornando cada vez mais selvagem e mais afastada dos outros humanos. Em História de Dois Cães, Doris Lessing narra a fascinante amizade entre dois cães, até ao fim da vida de ambos. Um é morto a tiro por roubar ovos, o outro, envelhece e entristece com a perda do amiga e acaba por ser posto a dormir."

Humor felino! # 24


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terça-feira, 29 de março de 2016

Coleiras com guizos - porque não se deve usar



Na primeira ida ao veterinário, com a Becas, falámos sobre os vários desparasitantes externos, incluindo as coleiras.


Como ela ainda é muito nova, não pode usar já, mas caso optássemos por esse método, e para ela se ir habituando a ter algo no pescoço, até mesmo para sua identificação ou dos donos, poderíamos já utilizar uma coleira normal.


No entanto, nada de coleiras com guizos! 


Porquê?


Porque nós podemos até pensar que eles ficam muito giros com eles, já para não falar que é mais fácil saber por onde andam, através do som dos guizos.


Mas os gatos não partilham dessa opinião!


Como predadores, e caçadores por natureza, para não denunciarem a sua presença às possíveis presas e, ao mesmo tempo, para sua própria protecção, os gatos gostam de passar despercebidos a tudo e todos à sua volta. Por um lado, não podem deixar a sua presa saber que estão por perto, sob pena de perderem a sua refeição. Por outro, como presa, não podem deixar que os predadores os descubram, senão eles próprios tornam-se a refeição deles.




Os guizos tornam esse objectivo impossível, deixando-os nervosos e frustrados, para além de que um som que para nós é mínimo, para os gatos, que têm uma audição apuradíssima, é muito mais forte e irritante.


Diz-se que, a longo prazo e em alguns casos, o uso dos guizos pode mesmo provocar problemas neurológicos no animal.


E por aí, são a favor ou contra o uso dos guizos nas coleiras? Costumam usar nos vossos gatos? 


 



 


A história por detrás do guizo


A ideia do sino no pescoço do gato é muito antiga, e podemos encontrá-la numa das fábula de Esopo:


"Há muito tempo, os ratos reuniram-se em conselho para decidir a maneira de se verem livres do gato que andava permanentemente à caça deles.

O gato era muito esperto, deslocava-se furtivamente, sem fazer barulho e, quando atacava, era mais rápido e mortífero do que um relâmpago.

Vários ratos expuseram as suas ideias, e a reunião prolongou-se pela noite fora. Nenhum dos planos parecia resultar, até que um rato muito novo pediu a palavra.

 

- Proponho - disse ele - que se pendure um guizo ao pescoço do gato. E, assim, cada vez que ele se mexer, o guizo toca e avisa-nos do perigo. Ouvimos o som e temos tempo de fugir.

 

Os outros ratos acharam que era uma óptima ideia e foi uma chiadeira de entusiasmo e aplausos.

 

Então, um velho rato, que tinha ficado calado durante todo o tempo, levantou-se e disse com gravidade:

- A tua proposta é excelente e tenho a certeza de que vai dar resultado. Mas pergunto uma coisa.

Calou-se.

 

- O que é? Faça a pergunta- chiaram os outros ratos.

 

- Quem - disse o velho rato - vai pendurar o guizo ao pescoço do gato?

 

Desta vez, nenhum dos ratos teve mais nada a dizer."



 

Versão de Ricardo Alberty, Fábulas de Esopo


Como é que os gatos sabem quem gosta deles?

Certamente já devem ter reparado que um gato não costuma chegar perto de determinadas pessoas. E porque será? De acordo com o Internacional Cat Care, a resposta está na linguagem corporal dos humanos.


 


Normalmente, as pessoas que gostam de gatos, aproxima-se, tentam fazer festinhas, mas as pessoas que não gostam, olham para baixo, não encaram o gato, ficam quietas. E assim sendo, o gato compreende quem quer a sua aproximação, quem realmente gosta deles.


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segunda-feira, 28 de março de 2016

li isto e...

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substituí o prato de plástico recentemente comprado, por um de louça:


 


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o artigo, aqui.


 


 

Manual do Gato


 


A Arte Plural Edições, do Grupo Bertrand Círculo, lançou o livro "Manual do Gato", um manual prático com conselhos e dicas de especialistas sobre nutrição, cuidados com o pelo, exercício e comportamento do animal, em páginas que fornecem informação detalhada sobre saúde, que ajudará a manter o gato saudável, a identificar rapidamente qualquer doença e até a prestar os primeiros socorros em caso de emergência.


 


O meu marido comprou-o este fim-de-semana, mas confesso que ainda não o espreitei!


 

domingo, 27 de março de 2016

Feliz Páscoa!

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Desejamo-vos uma Feliz Páscoa, junto das vossas famílias e amiguinhos, e com muita paparoca boa!

sábado, 26 de março de 2016

Oficialmente amigas!

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Penso que podemos declarar a Becas e a Amora, oficialmente, amigas!


Desde quarta-feira que as temos deixado juntas, sozinhas, e sobreviveram. Não houve mortos nem feridos.


A Becas, de vez em quando, ainda tem que ser chamada à atenção, porque é mais bruta, e pode magoar a Amora, mas acho que, por causa dos ciúmes, faz pior quando está alguém por perto.


Ainda hoje as deixei sozinhas e, quando cheguei, estavam as duas no sofá, deitadas.


 


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A Becas acha que a Amora é uma boa almofada, e aproveita quase sempre para descansar a cabeça!


 


 


 


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Ou, então, o corpo todo!


 


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Mas a Amora também não fica atrás, e aqui está ela pousada na Becas.


 


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Na hora de comer, já partilham o mesmo comedouro, uma em cada lado. Por vezes rosnam, mas continuam a comer. A Becas, por vezes, come de um lado e põe a pata no outro, e aí lá temos nós que lhe dizer que há comida para as duas!


 


Tal como as crianças, também têm os seus arrufos. Mas a Amora está mais espevitada e brincalhona. A Becas, como se costuma dizer, "faz a festa, deita os foguetes e apanha as canas". Gosta de provocar a Amora! Até se põe a exibir a subir para sítios mais altos, e depois olha para baixo para a Amora.


Mas a Amora já consegue subir e descer a cama e o sofá sozinha!


O balanço é positivo, e os progressos também.


 


 


 


 

O Riscas deseja a todos os membros , donos, visitantes e amigos...

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sexta-feira, 25 de março de 2016

Aos meus amiguinhos

e amiguinhas deste Clube de Gatos do Sapo, desejo-vos,


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Bom feriado para todos!

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Hoje é sexta-feira santa. 


A Becas e a Amora desejam a todos os membros do Clube e seguidores um óptimo feriado!

O Clube deseja!

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Bom dia!


 


O Clube de Gatos do Sapo, arranjou com convidado especial para  desejar uma Páscoa feliz a todos os membros e seus seguidores.


Ps: Não façam isto aos vossos gatinhos!


Nos meus não durava nem um segundo e nos vossos?

quinta-feira, 24 de março de 2016

Como acalmar um gato agressivo


 


Por vários relatos de que já tivemos oportunidade de ler aqui no Clube, pudemos perceber que existem gatos que podem tornar-se bastante agressivos, e nem sempre é fácil lidar com eles nessas situações.


Essa agressividade dos gatos pode ser uma expressão de territorialismo, domínio sobre outro gato, ou simplesmente dor e medo. Também pode acontecer a mesma fazer parte da personalidade do próprio gato ou resultar de algum problema comportamental, sem uma causa concreta ou específica.


Quando estamos perante um gato agressivo, e queremos acalmá-lo, são necessários alguns cuidados e muita cautela, não só para nos protegermos, como para proteger o próprio animal, evitando magoá-lo ou irritá-lo ainda mais.


É mais fácil, para os donos de gatos mais agressivos, reconhecer os sinais de alerta e tomar medidas que minimizem este comportamento perigoso, mas qualquer pessoa, até mesmo estranha ao animal, pode ver-se numa situação em que tenha que actuar.


 


 



 


Por isso, aqui ficam algumas dicas que, para melhor eficácia, exigem que a pessoa mantenha a calma, e seja bastante paciente:


 


1 - É importante a pessoa proteger-se com luvas, roupa mais grossa e até óculos protectores, para evitar que se magoe durante o pico de agressividade do gato, em que o mesmo pode tentar morder e arranhar. Deve também ter à mão uma toalha, para o caso de ser necessário imobilizar o animal sem o magoar, e que vai, igualmente, ajudar a acalmar.


 


2 - Saber a possível causa da agressividade do gato é meio caminho andado para evitar ou prevenir esses ataques agressivos. A presença de pessoas estranhas, objetos, barulhos e algumas situações específicas são factores que podem desencadear um comportamento mais agressivo. Sabendo o que lhe provoca a agressividade, e evitando essas situações, podemos diminuir a frequência desse comportamento iou até mesmo anulá-lo.


 


3 - Manter uma atitude confiante, e falar com calma e de forma pausada, são atitudes fundamentais a ter em conta, já que o gato vai agir de acordo com a forma como a pessoa se comporta, e consegue detetar o que a mesma está a sentir no seu comportamento corporal e tom de voz utilizado.


 


4 -  Sons sibilares (como “shh”) são de evitar junto de um gato assustado ou com medo pois é este, normalmente, o som que fazem quando estão mais agressivos ou assustados.


 


5 - Invistir num spray calmante de feromonas (próprio para gatos), que são úteis quando se pretende ajudar o gato a acalmar mais rapidamente.


 


6 - A esterilização/castração de gatos atenua o comportamento relacionado com o cio e, se o gato for muito agressivo, pode ser uma forma de minorar esse comportamento.


 


7 - Para quem tiver disponibilidade e paciência, é aconselhável trabalhar múltiplas vezes com o seu gato, durante todo o dia, por períodos curtos. Quanto mais interagirmos com o animal e tentar acalmar os seus medos e transtornos, mais o gato aprende a lidar com as diversas interações diárias. No entanto, como foi dito, estes períodos de interação devem ser curtos, para não sobrecarregar o gato com estímulos. É mais fácil conseguir educar um gato a ser menos agressivo quando eles ainda são bebés, mas não quer dizer que um gato mais velho não o possa ser também. Perseverança e pensamento positivo podem ser bons aliados. 


 


Como é óbvio, existem casos de agressividade extrema, em que se torna difícil, ou mesmo impossível, a convivência saudável e confiante entre os gatos e os humanos, sobretudo quando falamos de espaços limitados, como apartamentos ou moradias (em que os gatos são mantidos no interior).


Nesses casos, e perante o perigo constante e iminente, e impossibilidade de conter um ataque, talvez seja aconselhável ponderar outras soluções viáveis, para que o animal possa continuar a viver a sua vida, sem pôr em causa a segurança dos seus donos.


 

terça-feira, 22 de março de 2016

eles também apreciam

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Porque todos merecem uma segunda oportunidade!


 


 


Vi ontem a publicação da associação TIARA - Amadora sobre uma gatinha que perdeu os seus filhos, e cujo final se adivinhava o pior possível, e como tudo mudou para um final mais feliz, e não podia deixar de partilhar aqui no Clube.


Porque todos merecem que a vida lhes dê uma segunda oportunidade, e ainda mais estes bichanos!


 


"Quando DUAS desgraças se transformam em UM final feliz....
Apesar de andarmos na causa animal há muito tempo ainda há situações, momentos e acasos que nos fazem sorrir e ficar com aquela lágrima ao canto do olho....
A história da Winsi é muito triste. Mesmo muito triste. A Winsi teve os seus bebés no sábado a noite, num bairro de barracas que está a ser demolido.
A Winsi e a sua família estavam em perigo pelo que no domingo de manhã pedimos a uma amiga para a ir resgatar.
Quando chega ao local, o cenário que encontra é horrível. A Winsi a miar desesperada e os seus 4 bebés mortos por cães. Resgata-se a Winsi mas ela está desesperada, mia sem parar num sofrimento que nos chega à alma.... procura e chama pelos seus bebés mas eles já não lhe podem responder.
Fazemos-lhe festas, tentamos acalmá-la e confortá-la mas nada resulta.

Entretanto temos conhecimento que uma grande amiga da TIARA tem uma ninhada com 1 semana em casa encontrada no lixo.
Ligamos-lhe em desespero a pensar "será que Winsi acalma se adoptar estes bebés órfãos?" Não são os seus bebés mas precisam de uma mãe...
Vamos ter com a Sara e mal apresentamos os bebés à Winsi ela acalma, começa a tratar deles e a dar-lhes de mamar....
É uma imagem e um sentimento que quem estava presente nunca ira esquecer... e nos faz pensar que temos tanto, mas tanto a aprender com os animais.

Assim, a Winsi viu os seus bebés serem-lhe arrancados mas aceitou sem pestanejar bebés que tinham sido precocemente arrancados à mãe. E num dia em que o desfecho não parecia feliz, chegamos ao fim com o sentimento contrário. Para já é deixar a Winsi criar os bebés que agora são seus. Deixá-los crescer fortes e saudáveis.
No fim, a Winsi irá precisar de um lar onde seja bem tratada e receba o amor que ela tem para dar.
Winsi significa esperança. Esperança foi o que esta menina nos transmitiu ontem... Obrigado!" 


 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Um dia na vida da Becas e da Amora

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Bem, talvez deva começar pelas noites...


Dormem as duas no nossa cama porque, parvos, fomos habituá-las a isso mesmo. E aqui fica um dos erros que nunca deveríamos ter cometido.


Como não conseguem estar juntas no mesmo espaço sem a Becas atacar a Amora, cada um de nós fica encarregado de dormir com uma delas e tomar conta para que não se cruzem.


Já podem imaginar o corropio que ocorre no tempo em que deveríamos dormir, quando elas se lembram de ir para o lado oposto da cama: é toma lá esta, segura aí aquela, tem cuidado, passa para cá a outra! E quando não têm sono, ainda querem brincar (e quando digo brincar refiro-me a morder e espetar as garras) com as nossas mãos, com as pernas e até com os pés.


A Amora consegue descer da cama, mas tento sempre colocá-la no chão para ir comer e à caixa. Depois, tenho que pegar nela porque subir não consegue. E há noites em que dorme em cima do meu pescoço, ou mesmo encostada à minha cara.


De manhã, quando nos levantamos, começa a guerra. A Amora já não quer ficar confinada a um quarto, quer sair, correr a casa toda, e estar na nossa companhia. A Becas, menos ainda, porque explora tudo e já conhece cantos que eu nem sonho, só quer é correr e gastar energia.


 


 


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Por isso, ou as deixamos uma em cada lado fechadas, ou as deixamos juntas para ver como reagem, e não fazemos mais nada senão andar atrás delas, vigiar, distraí-las quando os ânimos se exaltam, e separá-las quando se pegam a sério. Que é o que mais tem acontecido!


 


 


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A Becas é macaca, provocadora, atrevida. E a Amora, que também precisa de espaço e de ganhar confiança para brincar, acaba por estar quase sempre amedrontada, e sem vontade de brincar, porque a Becas toma conta de tudo.


 


 


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Se temos as portas abertas, a comida é outra guerra. A Becas não tem qualquer pudor em comer a comida da Amora, em utilizar a sua caixa e beber a sua água (mais do que a dela própria). Mas não acha piada nenhuma quando a Amora se serve da sua taça. Andam a picar-se uma à outra à conta disso.


Durante a semana, saímos para o trabalho/ escola, e fica a Amora no nosso quarto, e a Becas na cozinha e corredor e, ultimamente, no quarto da Inês. Não a deixamos na sala porque temos passado os últimos dias a limpar o xixi que insiste em lá fazer, no mesmo cantinho que a Tica um dia também escolheu. 


O tempo que temos é para vir a casa verificar se têm comida (são umas comilonas), e limpar as caixas que, ultimamente, estão sempre cheias de cocós e xixi's (parecem fábricas de produção de ambos).


A Becas, no início, quando a ensinámos a utilizar a caixa, e por ser nova, era um pouco trapalhona e, por vezes, pisava o cocó. Logo, tínhamos que ir logo limpar-lhe as patas.


A Amora, como tem o problema do equilíbrio, ainda cai mais facilmente, o que implica termos logo que pegar nela e limpar-lhe o corpo todo.


Este fim de semana, com mais tempo, temos deixado as duas mais tempo juntas, o que significa que temos o dobro do trabalho.


 


 


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Os únicos momentos em que acalmam e se dão bem, é quando estão com sono. Aí, dormem as duas no nosso colo, como se fossem as melhores amigas, enchendo-nos de esperança de um futuro sorridente, para minutos depois deitarem tudo por terra.


Não temos dormido muito, não temos tido tempo para mais nada senão para elas.


O meu marido sugeriu deixar uma na sala e outra na cozinha, durante a noite, nas caminhas que comprámos para cada uma delas, e fecharmos as portas dos quartos, para podermos descansar. Mas quem é que diz que conseguimos fazê-lo? Foram mal habituadas. E a casa é tão fria. Custa-nos deixá-las lá.


Se eu soubesse o que sei hoje, nunca tinha ido buscar uma segunda gata. Quis, por causa daquele sonho da Tica, e porque achava que a Becas não era ainda a gatinha que eu procurava. Outro erro. Nem a Becas nem a Amora, nem qualquer outra, porque quem eu queria era a Tica, claro! E não é pêra doce fazer com que dois gatos se dêem bem. Também não temos muito tempo livre para isso.


Se eu soubesse o que sei hoje, acho que não tinha ido sequer buscar uma outra gata. Não nesta altura. É por isso que muitas pessoas recomendam a quem perde um animal, esperar algum tempo antes de adoptar outro. Eu não estava preparada para tal. O meu pensamento continua a escapar-se para a Tica, as saudades apertam e ainda sinto aquele nó na garganta. Dava tudo para tê-la de volta.


 


 


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Mas, agora que estas duas gatinhas estão aqui, quem é que se consegue desfazer delas? Nós, não! Pais que são pais, ainda que adoptivos, não se desfazem dos filhos só porque lhes estão a dar trabalho, ou porque não se entendem com os irmãos, ainda que muitas vezes digam isso da boca para fora.


Quando chegamos ao final do dia e cada uma dorme para o seu lado, sinto-me como aquelas recém mamãs estafadas depois de um dia a tratar dos seus bebés.


 


 


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Propus-me a meta de um mês, para que elas se entendam definitivamente, e espero que em breve me possa rir de todo este alvoroço diário que agora estão a provocar. Se isso não acontecer, não sei como será, porque a Amora precisa de se sentir segura, precisa do seu espaço, de muitos mimos, de alguém que a incentive a brincar, e com a Becas a continuar como agora, não será possível.


 


 


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Quanto a brincadeiras, a Becas brinca com tudo o que apanha - cordas, bolinhas de papel, a bola dela, fios de lã, os ratitos que comprámos, sobe para todo o lado, explora tudo e todos os cantos onde couber.


 


 


 


 


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Já a Amora, gosta de brincar em cima da nossa cama a correr atrás da nossa mão, não liga muito à bola nem ao rato, mas também gosta da corda (quando a Becas não está por perto, senão fica só a ver) e do fio de lã. E gosta da Becas! Vai atrás da Becas para brincar com ela, mas a Becas atira-se logo, e ela retrai-se, com medo.


Por enquanto, é assim o nosso dia, na vida destas duas meninas!

O momento da revelação!

sábado, 19 de março de 2016

com uma T-shirt velha

 


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podemos fazer uma casota para os animais abandonado.


Embora a ideia não seja nova, segundo esta notícia, pode fazer toda a diferença para quem cuida deles.


Vejam o vídeo que os simpáticos e bem dispostos jovens exemplificam como se faz. Mas vejam até ao fim.


 



 

o clube de gatos do Sapo

agradece à equipa Sapo, o destaque.


 


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O Rafael gosta de peluches